Quem disse que as conversas são como as cerejas? Pois, é verdade. As cerejas
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Homenagem ao poeta Aguinaldo Fonseca (Cabo Verde), faleceu em Lisboa com 92 anos em Janeiro
Poeta - Aguinaldo Fonseca (Mindelo, Cabo Verde) 22-09-1922 – Lisboa 24-01-2014.
Recentemente, ou seja no dia 24 do mês de Janeiro findo, faleceu o poeta cabo-verdiano Aguinaldo Brito Fonseca, natural de Cabo Verde, residente em Portugal desde 1945, com 91 anos de idade. Aguinaldo Fonseca era autor de diversas obras. Ficaram célebres os seus poemas “Mãe Negra” e “Canção dos Rapazes da Ilha”. O seu corpo esteve em câmara ardente na igreja do Campo Grande, em Lisboa e dali para o Cemitério dos Olivais onde foi cremado.
Os seus poemas começaram por ser publicados em jornais portugueses da época. Aguinaldo Fonseca, segundo o jornal "País", foi o primeiro autor a
utilizar África na substância poética cabo-verdiana. Entrou em várias antologias e obras colectivas editadas em diversos países.
A sua poesia retratava o ardor cívico e expunha as injustiças sociais, tal como é referido na Grande Enciclopédia Soviética, datada de 1979, traduzida em russo. Foi um poeta da eleição de ??
Segundo a crítica, Aguinaldo Fonseca ficou conhecido como “o poeta
esquecido”, mesmo depois de ter publicado a colecção “Linha do Horizonte”, em
1951, e de, sete anos mais tarde, ter reunido uma selecção dos poemas no
suplemento cultural “Notícias de Cabo Verde”, tal como o retratou Michel Laban,
um investigador argelino estudioso da literatura lusófona, que faleceu em Paris
em Dezembro de 2008. A
sua poesia retratava o ardor cívico e expunha as injustiças sociais, tal como é
referido na Grande Enciclopédia Soviética, datada de 1979, traduzida em russo. Foi um poeta da eleição de ??
Mamã, peço-te perdão
Por todas as mentiras que contei.
Foi sem querer...
A culpa foi do porteiro da vida
Que me indicou uma porta
Que não era a porta da minha vida.
Por todas as mentiras que contei.
Foi sem querer...
A culpa foi do porteiro da vida
Que me indicou uma porta
Que não era a porta da minha vida.
A novidade de Aguinaldo Fonseca está em ter sido ele o
primeiro a utilizar a «África» como substância poética cabo-verdiana. Um dos
seus poemas mais conhecidos e divulgados é «Mãe Negra».
MÃE NEGRA
Aguinaldo Fonseca
A mãe negra
embala o filho.
Canta a remota canção
Que seus avós já cantavam
Em noites sem madrugada.
Canta, canta para o céu
Tão estrelado e festivo.
Canta a remota canção
Que seus avós já cantavam
Em noites sem madrugada.
Canta, canta para o céu
Tão estrelado e festivo.
É para o céu
que ela canta,
Que o céu
Às vezes também é negro.
Que o céu
Às vezes também é negro.
No céu
Tão estrelado e festivo
Não há branco, não há preto,
Não há vermelho e amarelo.
- Todos são anjos e santos
Guardados por mãos divinas.
Tão estrelado e festivo
Não há branco, não há preto,
Não há vermelho e amarelo.
- Todos são anjos e santos
Guardados por mãos divinas.
A mãe negra
não tem casa
Nem carinhos de ninguém…
A mãe negra é triste, triste,
E tem um filho nos braços…
Nem carinhos de ninguém…
A mãe negra é triste, triste,
E tem um filho nos braços…
Mas olha o
céu estrelado
E de repente sorri.
Parece-lhe que cada estrela
É uma mão acenando
Com simpatia e saudade…
E de repente sorri.
Parece-lhe que cada estrela
É uma mão acenando
Com simpatia e saudade…
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Aguinaldo Fonseca
Aguinaldo Fonseca
Canção dos Rapazes da Ilha
Eu sei que fico.
Mas o meu sonho irá
Levado pelo vento, pelas nuvens, pelas asas.
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá ...
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá
Nos frutos, nos colares
E nas fotografias da terra,
Comprados por turistas estrangeiros
Felizes e sorridentes.
Eu sei que fico mas o meu sonho irá ...
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá
Metido na garrafa bem rolhada
Que um dia hei de atirar ao mar.
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá ...
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá
Nos veleiros que desenho na parede.
Eu sei que fico.
Mas o meu sonho irá
Levado pelo vento, pelas nuvens, pelas asas.
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá ...
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá
Nos frutos, nos colares
E nas fotografias da terra,
Comprados por turistas estrangeiros
Felizes e sorridentes.
Eu sei que fico mas o meu sonho irá ...
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá
Metido na garrafa bem rolhada
Que um dia hei de atirar ao mar.
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá ...
Eu sei que fico
Mas o meu sonho irá
Nos veleiros que desenho na parede.
EVENTOS CULTURAIS
- Arqtº. Ruy de Sequeira Manso Gomes Palma Jervis d’Athouguia Ferreira Pinto Basto;
Académicos Correspondentes na Classe de Letras
- Dra. Ana Maria Coutinho e Castro
- Manuel António Amendoeira
- João Coelho dos Santos
- Dra. Maria Margarida Porto Cristina Afonso
- Dr. Hélder José Godinho Mendes
Académicos Correspondentes Estrangeiros na Classe de Letras
- Dr. Emérson Rocha dos Santos
- Dr. Gilberto Madeira Peixoto
- Dra. Glória Brandão
- Dr. José Luiz Foureaux de Souza Júnior
- Dra. Michelle Franzini Zanin
Académicos Correspondentes Estrangeiros na Classe de Artes
- Prof. Antonio Sciortino
e Dr. Miguel Fuentes Del Olmo
Dr. Vitor de Campos Escudero, Chanceler da ALA |
Doutora Ana Maria Coutinho e Castro Professor Doutor Sousa Lara e Comendador Baraona, |
Professor Doutor Sousa Lara, presidente da Direção da ALA A escritora Celeste Cortez, secretária da ALA Novo académico escritor Manuel Amendoeira |
Doutora Maria Margarida Silva Afonso Doutor Vitor Escudero e professor doutor Sousa Lara |
Professor Doutor Carlos Antero Ferreira, Presidente da A.G. da ALA, Arquiteto Duarte Pinto Coelho, neto do falecido arquiteto homenageado Ruy d'Athouguia Pinto Basto |
Comendador J.Baraona vice-presidente da ALA Dr. Helder José Godinho Mendes |
Dr. Miguel Fuentes Del Olmo e professor Doutor Sousa Lara |
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
QUEM PARTE DEIXA SAUDADES - II
Quem parte deixa saudades:
José Silvestre Cortez - 8-02-1920 - 16-04-2000 Celeste Mateus da Silveira Silvestre Cortez 21-3-1919 - 19-02-2010 |
Faleceu a 16-4-2000, com 80 anos de idade, vitima de cancro do pâncreas, com quem lutou durante dois anos.
Ao meu primo, padrinho de batismo e cunhado, pessoa que muito apreciei, aqui fica a minha homenagem e do meu marido. Com amor Celeste e Tó.
José Cortez, em jovem, quando estudante no colégio de Oliveira do Hospital e depois em Coimbra, entrava em peças teatrais. Em Moçambique para onde emigrou, foi actor de teatro e ensaiador, na cidade da Beira, onde era tesoureiro da Alfândega. Em Porto Amélia, foi, segundo jornais da época, um grande actor de teatro e ensaiador. Dizia o jornal que se Silvestre Cortez vivesse em Portugal, teria um lugar assegurado como homem do teatro. Quando regressou a Portugal, depois do 25 de Abril, não foi para o teatro, não sei dizer porquê.
Foi casado com Celeste Mateus da Silveira (Silvestre Cortez), que faleceu a 19-02-2010, com quase 92 anos.
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As pessoas partem, às vezes não se despedem de nós de uma maneira notória, mas vão-nos dando ao longo dos seus últimos tempos na terra uns sinais, dizendo umas frases, deixando uns beijinhos mais profundos, que nos deveria levar a imaginar que a sua partida está próxima.
Deixam sempre saudades. E para matarmos saudades devemos falar nelas. Recordá-las com os seus defeitos - para nós defeitos - e com as suas qualidades. Principalmente recordá-los no dia do seu aniversário natalício - alguns passámos juntos - no dia do seu aniversário da partida. Isso faço hoje, 16-01-2012. Faria 88 anos a Celeste Augusta Cortez Silvestre Portela, minha prima por nascimento, minha madrinha de batismo por escolha de meus pais e sua aceitação, e que, com grande gratidão minha, veio a ser minha cunhada, porque irmã de meu marido.
Quantas vezes por graça - (só agora me apercebo que era tímida mas sempre fui alegre), eu dizia:
Irra, não posso dizer mal da família, pertenço à mesma família Cortez mais do que uma vez, até mais do que duas. Meu marido achava graça. Ainda digo isto e ele continua a achar piada. Deus queira que eu o diga durante muitos e muitos anos mais e que ele não deixe de se rir para mim, a concordar.
Celeste Augusta C. Silvestre, era a rapariga mais bonita de Carregal do Sal. Toda a gente gabava a sua beleza, interior e exterior. Eu não o sabia, não poderia ter gabado naquela altura, porque nasci muitos anos depois dela. Mas, madrinha (como sempre lhe chamei), aqui fica a minha homenagem, com muitas saudades da sua partida a 02-09-2011. E também um abraço do seu irmão Tó (agora único irmão na terra). E das nossas filhas-suas sobrinhas de quem tanto gostava. Um abraço ao padrinho Victor e ao padrinho José Silvestre Cortez, à madrinha Celeste Mateus da Silveira Silvestre Cortez. E à sua mãe, seu pai, seu irmão Leonardo, à querida irmã Orísia. E por certo verá os meus pais e irmão e restante família: abraços a todos, na certeza de que contaremos sempre com a vossa bençãos lá do céu.
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DEIXARAM SAUDADES
As pessoas partem, às vezes não se despedem de nós de uma maneira notória, mas vão-nos dando ao longo dos seus últimos tempos na terra uns sinais, dizendo umas frases, deixando uns beijinhos mais profundos, que nos deveria levar a imaginar que a sua partida está próxima.
Deixam sempre saudades. E para matarmos saudades devemos falar nelas. Recordá-las com os seus defeitos - para nós defeitos - e com as suas qualidades. Principalmente recordá-los no dia do seu aniversário natalício - alguns passámos juntos - no dia do seu aniversário da partida. Isso faço hoje, 16-01-2012. Faria 88 anos a Celeste Augusta Cortez Silvestre Portela, minha prima por nascimento, minha madrinha de batismo por escolha de meus pais e sua aceitação, e que, com grande gratidão minha, veio a ser minha cunhada, porque irmã de meu marido.
Quantas vezes por graça - (só agora me apercebo que era tímida mas sempre fui alegre), eu dizia:
Irra, não posso dizer mal da família, pertenço à mesma família Cortez mais do que uma vez, até mais do que duas. Meu marido achava graça. Ainda digo isto e ele continua a achar piada. Deus queira que eu o diga durante muitos e muitos anos mais e que ele não deixe de se rir para mim, a concordar.
Celeste Augusta Cortez Silvestre, era a rapariga mais bonita de Carregal do Sal. Toda a gente gabava a sua beleza.
quem parte deixa saudades
Para si mamã,
Para si querida mamã,
"""""""""""""""""""""""""
Para si querida mamã,
Receba com o meu amor,
esta rosa, esta flor,
os cuidados com as minhas filhas,
o dar pão e ajuda a quem precisava
mesmo quando da sua magra pensão tirava
Se as suas boas obras
Não haverá lugar no Céu
Ocupado com mais valor
dos filhos Celeste e Nelson
do genro Tó
das netas Sami, Bézinha, Luisinha
As pessoas devem ser julgadas pelos seus actos e não pelo seu feitio.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Prémio Cláudio Manoel Costa. Dezembro 2013
Mãe Preta - Celeste Cortez (registado no I.G.A.C.)
Mãe Preta traz no ventre seu mundo que vai nascer
Sorri feliz esquecendo o amendoim que a seca queimou,
O milho que a água alagou, a semente que o sol secou
Mas não esquece a fome que faz doer e ficou.
Hoje não vai buscar água porque seu filho tirou
Seu pequenino mundo nasceu, gemeu e com fome berrou
Pediu comida que ela não tinha pr’a dar
Mãe Preta aconchegou seu menino e ficou a chorar
No fundo da panela um resto de quase
nada
Mãe Preta amassou em sua boca a farinha empapada,
Mastigou, mastigou, mastigou, em sua boca não ficou nada
Como mãe-ave a papa depositou na boquinha rosada
Madrugada no lamacento caminho com
lata d’água à cabeça já vem
Filho com amor aperta, olhos contemplativos
sonhando “sonhos de mãe”
Fogueira acende. Panela ao lume dos restos que no pilão havia
A teta acaricia: Sorri com esperança para o filho que no colo tem
Puxando seu seio com carinho o passarinho do seu mundo vai alimentar
Lágrimas amargas de Mãe Preta irão
por fim secar
Porque hoje não lhe irá dar farinha empapada
Seus lábios entoam bela melodia que o vento irá pr’a longe levar
Anca bamboleia, marrabenta dançando, sorri enlevada.
Celeste Cortez (registado no I. G. A. C. )
Celeste Cortez (registado no I. G. A. C. )
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Extracto do romance O MEU PECADO, 2ª. edição.
Quantas
vezes aquela enorme e forte muralha, teria sido confidente de promessas de
namorados quando andavam pelos jardins do Beira Terrace, onde havia um
restaurante do mesmo nome! E quantas gerações ali se divertiram no carrocel e
em outras festividades! Era este o ponto de encontro de muitas famílias no seu
passeio domingueiro. Ali batiam as ondas, parecendo zangadas, investindo
furiosas sem ninguém saber o porquê da sua zanga. Querendo mostrar a sua
imponência, as ondas subiam num frenesi de espuma branquinha, a uma altura que
transbordava e apanhava alguns desprevenidos. Quantos carros foram salpicados
pelas suas águas, como se de uma cerimónia batismal se tratasse! Como tudo tem
um fim, as ondas, cansadas, começavam a amainar, até acabarem em quietude, como
que a admirar as pessoas! Talvez curiosas, principalmente quando por ali
andavam crianças, acompanhadas de seus pais!
Tentámos
brincar com o pequenito que, agarrado à mão do pai, não despegava o olhito da
rebentação das ondas, mas ele não nos ligou, tão preocupado parecia estar:
- Não tenhas medo, filho, as ondas nunca saltarão cá para fora. Mesmo que as águas atirem para cá uns espirros ao baterem na muralha, não nos farão mal, não temos de fugir, Fernandinho.
- Mas porque fazem tanto barulho, pai?
- Estão zangadas.
- Não tenhas medo, filho, as ondas nunca saltarão cá para fora. Mesmo que as águas atirem para cá uns espirros ao baterem na muralha, não nos farão mal, não temos de fugir, Fernandinho.
- Mas porque fazem tanto barulho, pai?
- Estão zangadas.
-
Zangadas com quem, pai?
- Estão
zangadas... zangadas com o mar, filho.
-
Porquê pai?
-
Porque, porque, porque é assim mesmo, elas querem ter autonomia e o mar quer
mandar nelas – respondeu-lhe o pi, com certeza sem saber o que mais dizer. Foi
o que lhe tinha vindo à cabeça. As crianças fazem cada pergunta!...
- O que
é autonomia, pai?
- É…É…
É isso, filho.
- Isso
quê, pai?.
- E têm
razão, não têm, pai? Toda a gente precisa de liberdade. Até as ondas, não é,
pai?
A cidade
da Beira era encantadora, pacata… (continua no romance O MEU PECADO)
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
DOIS MIL ANOS PASSARAM... E ENTÃO?
Na parábola do Bom Samaritano, Jesus, ao responder ao Doutor de Leis sobre
quem era o nosso “próximo”, exemplificou com o episódio do judeu barbaramente
agredido por ladrões que o maltrataram e deixaram prostrado na estrada.
Sacerdotes e “homens de bem” (?) esquivaram-se a auxiliar o pobre
homem que se esvaía em sangue. Um publicano que por ali passou condoeu-se com o
estado do ferido e, apesar da rivalidade existente entre judeus e publicanos,
socorreu o desgraçado e providenciou-lhe a necessária ajuda.
Eis a obra de amor do bom samaritano que serviu para ilustrar a figura do
nosso próximo. Este episódio aconteceu há mais de dois mil anos.
Dois mil anos passaram depois do Filho de Deus ter proclamado a doutrina do
Amor, da Igualdade, da Fraternidade entre todos os homens. E então?
A questão pertinente que se pode hoje colocar é a seguinte: dois milénios
passados, será que nos comportamos todos como bons samaritanos? Ou seja, a
solidariedade e o apoio caritativo que deveríamos dispensar ao nosso “próximo”
é hoje uma prática corrente?
A resposta está á vista de todos,
- Quando um
idoso morre, sozinho em sua casa, e a vizinhança só se apercebeu disso quando o
cheiro pestilento invadiu o prédio. Enquanto o velhinho vegetava, abraçado à
sua imensa solidão, onde esteve uma simples palavra de afecto?
- Quando, nos
empregos, a luta feroz e subterrânea por uma posição mais elevada, corrompe as
relações e destrói as amizades;
- Quando, numa
falta de solidariedade gritante para com o próximo, pululam os criminosos
corruptores e corruptos de colarinho branco e se vangloriam os trastes
infractores da fuga ao fisco;
- Quando uns
abjectos violadores e pedófilos maculam a dignidade humana de seres mais fracos
e indefesos.
- Quando ainda
há mulheres enclausuradas em “burkas” e quando o valor pessoal está na razão
directa da “obesidade” da conta bancária.
- e quando, e
quando e muitos quandos haveria para
acrescentar a esta vergonhosa lista das contemporâneas misérias humanas.
Não serão todos, felizmente, mas muitos passam ao largo dos problemas e
dificuldades dos seus semelhantes, como no tempo de Jesus Cristo fizeram os
sacerdotes e os “homens bons”(?)...
Dois mil anos não corrigiram muito substancialmente o comportamento do ser
humano, inclusive até dos próprios cristãos.
Não pode deixar de ser com mágoa que chegamos a esta triste conclusão e, ao
veiculá-la através deste apontamento, fazemos o necessário contraponto, na
esperança de que o exemplo de muitos filantropos que ainda praticam o amor ao
próximo, se difunda e irradie com a desejada progressão.
Afinal, uns instantes dedicados a todos os entes carentes que por ai
pululam e são o “nosso próximo”, libertariam a nossa consciência dos egoísmos,
das comodidades e da falta de amor por quem só espera uma migalha de afecto.
Carlos Brandão de Almeida 2014-02-04
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