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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Indecisões na escrita - são tantas, tantas. - artigo I -

Sr. Dr F.S.

Em primeiro lugar venho pedir desculpa pelo tempo que levei para lhe agradecer por ter compartilhado comigo o seu conto e os poemas. Gostei. Gostei mesmo. Na minha modesta opinião, acho que tanto o canto como os poemas são dignos de serem publicados. Ou então escrever mais contos e depois publicar um livro de contos

Nos poemas de Natal, principalmente no de 2003, vem o coração pedir amor para com os mais desfavorecidos, e isso é de pessoa que tem uma boa formação. Depois os poemas sobre os netinhos: vê-se que é um avô “babado”. Quanto amor, quanto carinho aliou aos momentos de inspiração. Eu que sou avó de seis netos (3 raparigas já formadas e 3 rapazes (1 já universitário no estrangeiro), sei dar o valor. O amor que se tem aos filhos, mas que parece ser mais profundo para com os netos, para quem temos mais paciência, somos mais permissivos, regra geral. Dizem que os avós são para dar amor e os pais para dar educação… infelizmente na época que se atravessa, educação nem sempre, ou pelo menos não da maneira que a sociedade precisa. Enfim.

Quanto às palavras do Sr. Dr. sobre o meu romance O MEU PECADO. Não, não mereço tantos elogios, nem os seus nem os de todos os que mos deram. São demais. Fiquei e fico feliz ao recebê-los, sinto com certeza um orgulho humano, enchem-me de alegria (choro que nem uma Madalena), mas tantos elogios ficam a pesar-me nos ombros, porque agora tenho “medo” de publicar o segundo romance.

Ele está feito, desde Junho do ano passado.* Juro que tenho medo. Mas se não o publíco, continuo a perder tempo com ele, e, embora já tenha um terceiro com 100 páginas, não queria avançar para não estar a escrever “para o boneco”. Na verdade quando se escreve, principalmente depois de ter publicado um, tem-se vontade de publicar mais.
* Junho 2008.
Carta datada de 2009 - Autora: Celeste Cortez

sábado, 4 de setembro de 2010

O MEU PERFIL

O MEU PERFIL  - artigo I

Dizem-me que no meu blogue falta o meu perfil.
Aqui vai o perfil de uma brincalhona. Terá a ver comigo? Digam, sim?
Perfil, que nome estranho, se atentarmos no facto de que perfil, à primeira vista, é o "delineamento do rosto de uma pessoa vista de lado", ou a representação de uma figura ou de um objeto visto de um dos seus lados. Deveria pois ser rosto ou figura vistos de lado.
Poderá ser também um pequeno escrito em que se faz, a traços largos, o retrato, físico ou mental (?) de um indivíduo. Acresce aqui perguntar: E eu, sou "uma" indivíduo? Porquê "uma"? Porque... porque me lembrei que a Karina, uma netinha minha quando era pequenita, dizia: um mesa, um cadeira. Não sabendo como lhe explicar o género feminino e masculino, tentei: Olha minha querida, uma cadeira, uma mesa, porque...porque é...menina. A Karina entendeu. Entendeu e passou a dizer: uma mesa, uma cadeira. 
Um ou dois dias depois fomos a uma sapataria, calçaram-lhe "um sapato branco". Eu elogiei-a para a entusiasmar a calçar sapatos, já que ela "adorava" andar descalça: Karina, que lindo sapato. A minha fofinha respondeu-me prontamente: "sapato" não vóvó "sapata" porque Karina "é menina".
Mas, minha querida:  diz-se "sapato" e  como é "branco", a Karina dirá: "que lindo sapato branco".
Não vóvó, a Karina é menina diz: "que linda sapata branca".
Não desisti. Não desisto facilmente, é uma característica do meu feitio.
Assim que a moça da sapataria calçou os sapatos nos dois pés da minha netinha (hoje engenheira química) quis ir mais além, explicar bem à minha netinha. Disse-lhe: Karina, que lindos sapatos brancos!... ao que ela no mesmo instante retrucou: Que "lindas sapatas brancas porque Karina é menina

Vou pegar nos cordelinhos soltos do artigo e vou desenvolver o assunto sobre o meu perfil. Eu, a Celeste Cortez, que sou "um indivíduo", apesar de ter sido menina e ser senhora. O que é um indivíduo?
Um "indivíduo" é qualquer ser em relação à sua espécie. Mas indivíduo pode ser alguém que não se quer nomear. E eu quero.
Pode ser um sujeito. E esta, pode ser um sujeito!  Que mania, todos os substantivos que me poderiam identificar, são s.m., quer dizer: substantivos masculinos. Mas eu sou bem feminina. Visto-me com roupas vistosas, adoro saltos altos, cabelos fartos, baton nos lábios, brincos nas orelhas. Orelhas não furadas... não descendo de escravas. Desculpem, é a origem do furo nas orelhas, não é? Será que estou a fazer confusão?
Mas actualmente quase todas as meninas e senhoras têm orelhas furadas. E... pára Celeste, estavas a falar sobre o teu perfil!

Claro, lembro-me perfeitamente. A falar no "indivíduo". O indivíduo  pode ser "pessoa". Ah! até que enfim, eureka! Encontrei! Agora sim, acertei. Um indivíduo... e eu sou um individuo, e um indivíduo é uma "pessoa". Uma pessoa. Sabe tão bem repetir esta palavra "pessoa", porque, esta sim, é bem feminina. E essa "pessoa" sou eu. A que queria escrever o seu perfil. E ainda quer. Vamos lá... 
Então... então... vistas as coisas por este prisma (não desenvolvas o tema do prisma!!!), um homem não pode ser uma "pessoa". Porque "pessoa" é feminino! Ou então,  eu já não sei distinguir o feminino e o masculino.
Terei de chamar a Karina? Ela aprendeu. Aprendeu depressa e bem. Mas está longe, em França.
          Vou repetir : por este dissecar (mas que seca!!!), o homem não pode ser "pessoa". Ou não poderia se "pessoa" não se aplicasse ao ser feminino e masculino. Têm a certeza que o homem pode ser pessoa? Estranho, a palavra acaba em "a" deveria ser apenas para o sexo feminino. Mas sexo masculino? ????? 

POR QUALQUER MOTIVO FALTOU AQUI CONVERSA. ONDE ESTÁ???

Os anjos também não, mas estes, mesmo masculinos, não são pessoas. São anjos.
E os homens? São homens ou demónios, conforme calha.
"Meninas" e "senhoras", isso sim, são "pessoas".
A continuar a falar no perfil, um destes dias. Em 3 artigos.
Por hoje, adeus amigos. Voltem sempre ao meu blogue para conversarmos. Eu sou uma tagarela (outro  atributo do meu perfil, da minha "pessoa".

Celeste Cortez
























































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