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sábado, 3 de setembro de 2011

BATUQUES - MÃE PRETA

Agora que eu já falava melhor português............expliquei à senhora grande e à senhora pequena o que era um batuque:
..."Rompem o silêncio da noite, com os seus sons especiais, ritmados, mesmo sem ensaios prévios, sem professores. Por vezes ao longe ouvem-se os rugidos das feras. Prestando-se atenção, ouvem-se mais perto as cigarras com os seus …
- Cantares, disse ansiosa a senhora grande.
-Com os seus estridentes fretenidos, corrigiu a senhora pequena, com a sua sabedoria de professora. E se houver lânguas por perto, ouve-se o coaxar das rãs, não é Lina?
É isso mesmo senhora! Se estivermos acordados, ouvem-se sempre  as rãs.
No batuque...

Extraído do romance MÃE PRETA, a sair no corrente mês de Setembro. Venda direta para todo o mundo.
Peça através do email: celeste.cortez@hotmail.com 
ou contacte-me no facebook: Celeste Cortez (imagem de fotos sobrepostas).  

domingo, 14 de agosto de 2011

MÃE PRETA - I -

LOBOLO

Cunhepa, pai, quisera responder-lhe, mas não poderia faltar ao respeito a meu pai, ele não era mentiroso. Mas então os noivos pobres, que não podem pagar um lobolo tão grande pela noiva, não têm também a maior consideração por ela?
................................................................
          Eu também acho que um povo que tem tradições deverá guardá-las, passá-las às gerações seguintes. Em todo o mundo há tradições, que variam umas das outras. Mas neste assunto do casamento, eu não poderia concordar com as tradições do meu povo.
          Será que o convívio da cidade, as carícias e os beijos que tinha visto o André dar às escondidas à minha amiga Guidinha - vizinha e amiga da minha patroa -  os que tinha bisbilhotado o patrão pequeno dar à senhora pequena, os que tinha visto os namorados darem - tentando não serem vistos - no Jardim do Bacalhau, e noutros lados,  será que esses beijos e carinhos tinham feito mudar os meus costumes tribais, os costumes que sempre foram passados de pai para filho, de geração em geração? E agora no meio de dois costumes diferentes, gostaria de ter a possibilidade de escolher, de seguir a minha vontade.
          Eu nunca ouvira dizer que os brancos pagassem lobolo! Não, não pagavam, porque o André já namorava a Guida às escondidas e só quando arranjou emprego é que pediu autorização aos pais dela para namorarem. Onde é que ele tinha dinheiro para pagar o lobolo? O que eles tinham é muito amor um pelo outro, isso sim.

Extracto do romance MÂE PRETA a sair em Setembro de 2011. É o 2º. romance da autora de O MEU PECADO, de alguns a publicar. Faça a sua reserva através do facebook, para Celeste Cortez ou através do email celeste.cortez@hotmail.com . Envia-se à cobrança ou com depósito prévio no NIB da autora. Peça-o, por favor.
 

terça-feira, 5 de julho de 2011

ECOS ... CYBERJORNAL

          Olá amigos visitantes do meu blogue (ou blog, é a mesma coisa e está bem escrito. Em Portugal deveria ser sempre escrito "blogue". No Brasil escrevem "blog". 

          Venho partilhar convosco os progressos que vou fazendo na net. Imaginem o tempo que levei a aprender coisas tão simples. Isto quem não é ensinada, tem dificuldades. Mas vou aprender... nem que leve tempo.Imaginem que só hoje encontrei através de pesquisa no google, o texto publicado no dia 14 de Outubro de 2007, (JÁ LÁ VÃO QUASE 4 ANOS)  do Cyberjornal, que se refere ao evento da apresentação do meu romance O MEU PECADO, no Centro Cultural de Cascais. Não resisti - agora que já sei fazer - copiá-lo e trazê-lo por arrasto para o meu blog.
Aqui fica o que copiei, do "Cyberjornal":

..." O Meu Pecado", Celeste Cortez
Domingo, 14 Outubro 2007


          Foi apresentado ao público, no passado sábado, o romance de Celeste Cortez "O Meu Pecado", em cerimónia realizada no Centro Cultural de Cascais.

          A autora que viveu vários anos em Moçambique, tendo regressado a Portugal depois de 1975 partilha, assim, as suas memórias num romance – o primeiro – que vai contribuir, por certo, para a história das relações entre ambos os países, no que foi o seu passado comum.

A obra, começou a ser escrita na Àfrica do Sul, em 1989 e, só 14 anos depois, retomada, já em Portugal. Nela são descritas localidades como Vila Pery, Beira e Lourenço Marques, pano de fundo para o início da narrativa baseada no amor entre um capitão médico do quartel de Vila Pery, e uma jovem órfã. Uma história, pueril, cheia de encontros e desencontros, como acontece tantas vezes na vida real.

          Trata-se de um livro que se lê de um fôlego, na procura de um desfecho feliz para as personagens principais, vítimas das manigâncias de um pai inflexível. Um drama cujo enredo a autora desenvolve com mestria, gerindo as emoções do leitor, com a frase adequada, a palavra certa.
          Por outro lado, o facto da narração acompanhar a vida dos seus protagonistas ao longo dos últimos trinta anos, possibilita ao leitor a evocação de factos,paisagens, acontecimentos, que, sendo novidade para alguns, constituem para outros um delicioso reavivar de recordações. 


O livro tem 400 páginas. É edição de autor."...

Sinceros agradecimentos, embora tardios, ao Cyberjornal, Celeste Cortez. 







segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O meu pecado

30 DE JULHO DE 2011: 2ª. EDIÇÃO DO ROMANCE
"O MEU PECADO, brevemente. 

A autora Celeste Cortez. Residiu em África 42 anos - 25 dos quais na Beira (2 em Vila Pery). 

Não é o meu pecado, leitor.
Nem o teu.
Nem o seu.
É o pecado de que todos se penitenciam. Até o velho padre! Quem diria! Será ele culpado?
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Pequeno extracto de um livro de 400 páginas. O MEU PECADO, registado na Sociedade Portuguesa de Autores sob o nº. 24.698, a 24-09-2006. Publicado em Agosto de 2007. Segunda edição a sair em 2011. Brevemente. Peça o seu exemplar.
- Deus me valha, Deus me valha. Deus perdoai a esta gente má, que estão a difamar as melhores pessoas desta terra. Como é que isto foi possível, Santo Cristo? Tanta maldade neste mundo. Senhor, perdoai-lhes que não sabem o que dizem.
E o bom do velhinho foi passando as contas do seu rosário, interrompendo ao fim de cada Avé Maria para pedir perdão para os que inventaram tanta maldade.
Mas passados uns instantes, como que picado por uma abelha, apressou o passo quanto era possível ao seu reumatismo e foi dizendo como se falasse paa os botões da sua batina, sem olhar para a senhora Gertrudes:
- Vou falar com o ...............
A senhora Gertrudes ia a abrir a boca para lhe dizer que o almoço ficaria pronto em menos de meia hora, mas, nessa altura, ouviu a carroça com a mula a sair do pátio da paróquia.
Gemendo de dores das suas articulações, foi-se chegando à cozinha para acabar o almoço que tinha deixado adiantado quando de manhã tinha saído para a feira. Antes lá não tivesse ido, disse em voz alta. E completou: Para ouvir coisas destas... Mas não pode ser verdade. Não é verdade. Malditas más línguas, línguas peçonhentas, rematou zangada.

Reprodução interdita sem autorização por escrito da autora.







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