terça-feira, 5 de julho de 2022

COMENTÁRIOS à ESCRITA

 comentários à escrita do romance " O MEU PECADO"

..."no começo da leitura, deliciei-me com os sítios falados, pois tratava-se da minha terra e arredores, onde fui tantas vezes. Regressei a um passado feliz. A história, foi igual a muitas que aconteceram e que fui testemunha de algumas. ..."Amores desencontrados, por pais que escolhiam as raparigas da terra para seus filhos, e quantos casamentos sem amor existiram por esta razão. Esta história foi um caso disso mesmo. Mas que foi um amor eterno, "reencontrado" através duma filha. E que pena a mãe não ter podido ver o amor de sempre da vida dela, e não terem percebido os dois a forma como foram separados...

Manuela Santos Amador - Junho 2022 (página do facebook da autora Celeste Cortez)

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Celeste Cortez

Autora de romances, poesia e literatura infantojuvenil

Fundadora da Universidade Sénior,  inaugurada a 16-3-2012

Professora, em regime de voluntariado, desde 1998.

4 livros publicados de coautoria com os seus alunos seniores;  

32 livros escritos: romance/poesia/infantil/juvenil/crónicas/ensaio (alguns publicados)

Coordenadora de eventos culturais com predominância para Poesia-Música-Canto

Blog - http://celestecortez.blogspot.com




comentários à escrita



terça-feira, 10 de maio de 2022

QUEM FOI ANDY WARHOL, que pintou o quadro de Marilyn Monroe recentemente vendido por uma fortuna?

 Andy Warhol, nascido Andrej Warhola, Jr. (Pittsburgh, 6 de agosto de 1928 — Nova Iorque, 22 de fevereiro de 1987), foi um empresário, pintor e cineasta norte-americano, bem como uma figura maior do movimento de pop art.


Andy Warhol nasceu em Pittsburgh, Pensilvânia. Era o quarto filho de Andrej Varhola e Julia Zavacká (1892–1972), cujo primeiro filho nasceu na sua terra natal e morreu antes de sua migração para os Estados Unidos. Seus pais eram imigrantes da classe operária originários de Mikó (hoje chamada Miková), no nordeste da Eslováquia, então parte do Império Austro-Húngaro. O pai de Warhol emigrou para os E.U.A em 1914 e sua mãe se juntou a ele em 1921, após a morte dos avós de Andy Warhol. Seu pai trabalhou em uma mina de carvão. A família vivia na Rua Beelen 55, e mais tarde na Rua Dawson 3252, em Oakland, um bairro de Pittsburgh. A família era católica bizantina rutena e frequentava a igreja católica bizantina de São João Crisóstomo em Pittsburgh. Andy Warhol tinha dois irmãos mais velhos, Ján e Pavol, que nasceram na atual Eslováquia. O filho de Pavol, James Warhola, tornou-se um bem sucedido ilustrador de livros para crianças.

Nos primeiros anos de estudo, Warhol teve coreia, uma doença do sistema nervoso que provoca movimentos involuntários das extremidades, que se acredita ser uma complicação da escarlatina e causa manchas de pigmentação na pele. Ele tornou-se um hipocondríaco, desenvolvendo um medo de hospitais e médicos. Muitas vezes de cama quando criança, se tornou um excluído entre os seus colegas de escola, ligando-se fortemente com sua mãe. Às vezes quando estava confinado à cama, desenhava, ouvia rádio e colecionava imagens de estrelas de cinema ao redor de sua cama. Warhol depois descreveu esse período como muito importante no desenvolvimento da sua personalidade, do conjunto de suas habilidades e de suas preferências.

Aos 17 anos, em 1945, entrou no Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, hoje Universidade Carnegie Mellon e se graduou em design.

Logo após mudou para Nova York e começou a trabalhar como ilustrador de importantes revistas, como Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker, além de fazer anúncios publicitários e displays para vitrines de lojas. Começa aí uma carreira de sucesso como artista gráfico ganhando diversos prêmios como diretor de arte do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts.

Fez a sua primeira mostra individual em 1952, na Hugo Galley onde exibe quinze desenhos baseados na obra de Truman Capote. Esta série de trabalhos é mostrada em diversos lugares durante os anos 50, incluindo o MOMA, Museu de Arte Moderna, em 1956. Passa a assinar Warhol.

Os anos 1960 marcam uma guinada na sua carreira de artista plástico e passa a se utilizar dos motivos e conceitos da publicidade em suas obras, com o uso de cores fortes e brilhantes e tintas acrílicas. Reinventa a pop art com a reprodução mecânica e seus múltiplos serigráficos são temas do cotidiano e artigos de consumo, como as reproduções das latas de sopas Campbell e a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Michael Jackson, Elvis Presley, Pelé, Che Guevara, Brigitte Bardot e símbolos icônicos da história da arte, como Mona Lisa. Estes temas eram reproduzidos serialmente com variações de cores.

Esta é uma parte do artigo da Wikipedia usado sob licença CC-BY-SA. O texto completo do artigo está aqui →


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domingo, 3 de abril de 2022

O CONSELHO CHINÊS, por Carlos Brandão de Almeida

 

O conselho chinês

 

N

aquele dia, notei que o meu colega Ferreira não estava tão comunicativo como era habitual. Quando contactado, retorquia com curtos monossílabos e o seu semblante denotava visível preocupação.

Na hora do almoço – que, nesse tempo, era de duas longas horas – depois de ingerida a refeição, juntavam-se alguns colegas no Café Monumental, no Saldanha, para bebericar a bica, cavaquear e jogar bilhar. Nesse dia, as caramboladas do Ferreira que, por norma, eram certeiras, falhavam com frequência. E perdeu o jogo, o que era raro.

Quando nos sentámos para tomar o café, confessei-lhe que o estava a achar estranho e perguntei-lhe o que é que se estava passando com ele. Relutantemente, confirmou que, na realidade, andava apreensivo com o surgimento de um problema financeiro.

- Mas estás apertado com falta de dinheiro?- indaguei.

- Não, nada disso. Sabes bem que eu administro a minha vida com extremo equilíbrio. O que sucedeu diz respeito a uma aplicação financeira que não está a comportar-se muito bem. E eu tive imenso cuidado na adesão a esse produto. Até foi a conselho do meu gestor de conta que nele investi uma substancial quantia. Essa verba representa a maioria do rendimento que ao longo dos anos tinha aforrado. A proposta era tentadora e o risco não era grande. Infelizmente foi. Tudo por culpa da queda das bolsas em todo o mundo gerada pela falência dum malvado banco americano. Ora, se a situação não se recompuser, estou em risco de perder essas minhas economias. Não achas que é razão suficiente para estar angustiado?

Perante este tão desalentador testemunho, como é que eu poderia confortar o meu colega? Lá lhe fui dizendo que era normal essas provisões terem altos e baixos e, normalmente, os resultados só se apuram ao fim de dois ou mais anos. Até recitei o vetusto provérbio: Depois da tempestade vem a bonança. Por fim disse-lhe, tentando animá-lo:

- Olha, Ferreira, tens que ter calma porque a situação há de vir a compor-se e o teu desânimo pode afetar a tua família. Tens que ter esperança, homem! Vou contar-te um velho conselho chinês para com ele refletires. É assim:

Numa região rústica da China, vivia um velho e sábio camponês com o seu filho. Ali amanhavam a terra e dela retiravam a sua subsistência. Um dia, o filho apareceu muito aflito e disse-lhe:

- Meu pai, aconteceu uma grande desgraça: o nosso cavalo fugiu!

- Porque lhe chamas desgraça, meu filho - tranquilizou o pai - Veremos o que nos traz o tempo.

Passados alguns dias, o cavalo regressou à herdade acompanhado de uma linda égua selvagem.

-Meu pai, que sorte tivemos! - Regozijou-se o rapaz - O nosso cavalo voltou.

- Porque lhe chamas sorte, meu filho - respondeu o pai - Veremos o que nos traz o tempo.

Uns dias depois, o rapaz quis montar a égua mas esta, não acostumada à sela, encabritou-se e deitou-o ao chão. Na queda, o moço partiu uma perna.

- Meu pai, que grande desgraça: parti uma perna – lamentou-se o rapaz.

- Porque lhe chamas desgraça, meu filho? Veremos o que nos traz o tempo - volveu o pai.

                                                                                        


Decorridos alguns dias, passaram pela aldeia os enviados do rei. Vinham arregimentar os mancebos para os levarem para a guerra. Foram a casa do ancião, viram o jovem debilitado e não o recrutaram.

O rapaz compreendeu então que nunca se deve dar, nem a desgraça, nem a fortuna, como certezas absolutas. Para se saber se algo é bom ou mau é necessário dar tempo ao tempo.

A moral deste velho conselho chinês consiste em constatar que a vida dá tantas voltas e
é tão paradoxal no seu decorrer que, tanto o mau pode vir a ser bom, como o bom pode vir a resultar mal. Esperemos o dia de amanhã com confiança e vivamos o dia de hoje em plenitude.

Passado um ano e alguns meses as bolsas voltaram a animar-se e o Ferreira viu o seu capital reposto e até substancialmente reforçado.

Carlos Brandão de Almeida


 

                                                        

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 16 de março de 2022

CAMILO CASTELO BRANCO - UM GRANDE ESCRITOR - nasceu a 16 de Março.

 

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco, nasceu a 16-03-1825, na freguesia dos Mártires, Lisboa e desistiu de viver a 1-06-1890 em Vila Nova de Famalicão. Foi um dos mais importantes escritores portugueses: romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º Visconde de Correia Botelho, título concedido pelo rei D. Luís.

Conjuges: Ana Plácido (desde 1888 até à morte do escritor), Joaquina Pereira de França (desde 1841). Foi um dos principais representantes do Romantismo em Portugal. Entre as suas principais obras estão as novelas:  Amor de Perdição;  Amor de Salvação; a Queda dum Anjo.

Representante do Romantismo, Camilo Castelo Branco foi um dos mais importantes escritores da literatura portuguesa.

A vida atribulada serviu de mote para sua obra, que conquistou o público e permitiu que Camilo Castelo Branco vivesse exclusivamente do trabalho de escritor, sendo conhecido como o primeiro da língua portuguesa a dedicar-se apenas ao ofício literário. Embora escrevesse para o público e, por vezes, refém de modismos e interferências, conseguiu imprimir certa originalidade à sua escrita. A instabilidade psicológica e a volubilidade sentimental, principais características da sua personalidade, foram responsáveis ou pelo menos, ajudaram na formação do seu mundo ficcional.

 

 

 

 

 

terça-feira, 8 de março de 2022

DIA DA MULHER 2022

 


Março 8 - DIA DA MULHER 2022 - CONSTRUA UMA CASA DE AMOR E SERÁ SEMPRE FELIZ DENTRO DELA,

por Celeste Cortez

 Foi este o título de um artigo meu, que publiquei no meu blogue em 10/11 de outubro de 2015, para desejar felicidades a um casalinho. Ao pensar no dia de hoje, dia da MULHER – 2022, O título reinspirou-me, para relembrar quem precisa, que o DIA DA MULHER, foi instituído para celebrar mudanças que se operaram na sociedade, relativamente aos direitos conquistados pela mulher, que lutou contra preconceitos sociais ao longo da História.   

Para celebrar este dia, não é preciso oferecer à mulher da sua vida um ramo de flores caras, num arranjo que a florista fez para impressionar. A sua oferta, se for sincera e feita com amor, terá o mesmo valor se for apenas uma flor simples, ou um pequeno vasinho com uma planta que seja do gosto da pessoa amada. Isso sim, saber as suas preferências, já será uma forma de amor. Mesmo uma flor que nasceu espontânea no chão, serve para manifestar o seu amor, se no momento presente você precisa de poupar por razões maiores e válidas. Saiba conquistar o ser amado, amá-la com palavras doces e sentidas.

Se não é habitual fazê-lo, porque não limpa hoje a cozinha, dando tempo à sua amada para ter tempo para ela? Ou porque não a surpreende, fazendo o almoço ou jantar, com o seu (dela) prato favorito? São estas as mais sentidas palavras de amor, sem palavras pronunciadas pela boca, mas sim pelo coração. Ela apreciará com certeza. Assim estará a construir a sua casa de amor e dentro dela será feliz.

Já agora vamos recordar que em 1975, as Nações Unidas promoveram o Ano Internacional da Mulher e em 1977 proclamaram o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.

Celebre-o e faça feliz a quem ama. Celeste Cortez.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

A PALESTRA - por Celeste Cortez (escritora de romances e literatura infantojuvenil)


A Palestra -  por Celeste Cortez (19-2-2022)

“Ontem abri” um email que me foi enviado, referindo que iria haver “amanhã” uma palestra intitulada “CENTENÁRIO DA 1ª. TRAVESSIA AÉREA DO ATLANTICO SUL, online, através de um LINK. Hoje, sábado, preparei-me devidamente. Até tenho um lenço ao pescoço a condizer com as flores da blusa, que por sua vez combinam com as rosas das cortinas do escritório, que são tão lindas. Uns brincos grandes que espero me fiquem bem. Escolhi um casaco preto, não apenas por causa do frio, mas para estar bem vestida. Trouxe um jarrão de flores para o escritório, - aquelas flores artificiais que parecem mesmo verdadeiras -,   num arranjo que fiz no jarrão de prata, para evitar que o ZOOM dê uma perspetiva menos cuidada do meu escritório!

Apronto-me e apronto a câmara do computador. Clico. Clico no LINK (link aquilo que nos fornece a ligação). Quanta emoção. Quantos agradecimentos pelos maravilhosos progressos das tecnologias que nos ajudam a aprender, a recordar, a estar em dia.

Entrei na “sala” – é assim que se chama estarmos à frente do nosso computador, na nossa casa, à espera que nos deem acesso ao ecrã onde se veem outras pessoas e, não se veem todas as presentes, parece que há pessoas que ficam nas “laterais”, invisíveis, mas estão na sala!!! Mas nós, os que clicamos, conseguimos sempre ver-nos a nós próprios, sabemos e até pudemos tirar uma foto que ateste que estamos presentes, até a podemos mostrar aos nossos amigos: “Veem como sou evoluída, até assisto a conferências virtuais! Mas como ia a contar, vendo-nos uns aos outros, devemos estar sempre bem compostos e não como algumas pessoas fazem, deitarem-se num sofá ou estarem a beber um sumo artificial por um copo de cozinha. Ao menos que bebam um chá, uma água, um copo de sumo natural, em copo de cristal, para causar boa impressão! Bom mas isto é o que eu digo, não é o que eu faço, não tem de se beber nada, o consumo é por conta da casa – da nossa própria casa.

Volto atrás, para explicar que a “sala” não é bem sala, é antes uma antecâmara, como se fosse o átrio do nosso prédio antes de entrarmos para o nosso apartamento. Mas chamam-lhe “sala” vá-se lá saber porquê! A diferença de uma sala a sério é que estas salas para se ouvirem palestras, nunca têm mobília, nem quadros, é apenas um espaço à frente dos nossos  olhos, onde, numa certa altura – eu ia a dizer na altura que o LINK decide, abre um espaço no ecrã do computador e, sem sairmos da frente dele,  vemos pessoas virtualmente, mas pessoas que na realidade existem. Às vezes conheço algumas e cumprimentamo-nos com um “clic”, sem olharmos uns para os outros! Não é por vergonha não, é porque estamos todos empenhados em ouvir tanta sabedoria que ali se ouve.  

Mas hoje não consegui entrar na sala e, no átrio ou corredor não estava ninguém à espera. Estranhei.

Fechei o LINK, voltei ao início. Regressei ao email e de lá, trazendo novamente o LINK e a senha (para que servirá a senha? Nunca ma pediram!). Regresso à sala, ou se preferirem, ao átrio da sala onde se vai desenrolar o espetáculo. Que coisa, não me estou a explicar…claro que não será um espetáculo do LA Féria no Politeama em noite de estreia… é a palestra de que me avisaram através do computador. Clico. Clico novamente, mas a entrada para a “sala” não abre. Não abre sequer uma fisguinha para eu espreitar, ou me esgueirar lá para dentro.  Provavelmente a secretária adoeceu. Penso na Carla, sempre tão simpática, que não esteja doente, não, ela faz falta. (aqui é a secretária da S.G.L. que costuma num “clic” ou “click” se preferirem”, ligar-nos, pôr-nos em conexão com o que se está a passar, (o palestrante e os que ficam sentadinhos, à frente do ecrã, nas suas casas).

Olho para todos os lados do ecrã para a página que deveria ser a antecâmara de entrada para a tal “sala”e reparo que à frente dos meus olhos estava um papel - não vi quem o colou, nem quando o fez -, o papel dizia: a reunião é às 3 A.M. Sei que este A.M. em inglês quer dizer 3 horas da manhã, como 3 P.M. quer dizer 3 horas da tarde. Ou explicando letra por letra… (ficou-me a mania de ensinar) AM e PM são siglas com origem no latim que são usadas para definir os dois períodos do dia formados por duas partes de 12 horas. AM (do latim Ante Meridiem e PM do latim Post Meridiem) Ena pá, sei tanta coisa! Valeu a pena ter andado na Witswatersrand University!

Olho para o lado onde o meu marido está no nosso escritório, na nossa casa. Pergunto-lhe que horas são, porque ali, no ecrã diz que a palestra está agendada para as 3 horas da manhã, o que seria estranho, muito estranho! Às 3 horas da manhã nunca houve reuniões! Ele responde-me um pouco bruscamente – mas que falta de paciência! “Nem deveriam ter posto às 3.A.M. nem às 3 P.M. porque em português teriam de escrever às 15 h oo”. Ele é também defensor da língua portuguesa, não sou só eu! É verdade, a reunião era às 15 horas.

E já passou das 15 horas? - pergunto baixinho! Sim passa um bocadinho das 15 horas. Respondeu-me secamente, sem eu perceber porquê. Ah! A falta de paciência que os homens têm, ou que não têm? 

Volto a fechar o Link regressando ao email. Ingenuamente e baixinho, pergunto ao meu marido:  “hoje é dia 18 de fevereiro, não é”? Diz aqui que é no dia 18 de fevereiro. Ouço a sua voz numa resposta que não me agradou – porque haveria de falar tão alto e mal humorado? – “hoje é dia 19 de fevereiro!...

Os LINKS são tão fieis que as pessoas do outro lado, embora sejam humanas como eu - cumprem as horas e os dias. A palestra foi ontem, dia 18!!! E fico a pensar: O Gago Coutinho e o Sacadura Cabral viajaram sem mim em 1922 (eu ainda cá não estava e se estivesse teria medo de viajar num hidroavião que se chamava “Lusitania” que iniciou a viagem no dia 30 de Março e depois de várias peripécias terminou-a no hidroavião “Santa Cruz” só no dia 17 de junho. Só restava que me recordassem o seu feito – mas nem à palestra do centenário – 100 anos depois – nem assim cheguei a tempo!

Mas batam palmas comigo: Embora a viagem tenha consumido setenta e nove dias, o tempo de voo foi de apenas sessenta e duas horas e vinte e seis minutos, tendo percorrido um total de 8.383 quilómetros. O tempo restante foi o que tiveram de ficar em terra, à espera de hidroavião de substituição. Portugal enviou não um, nem dois, mas três, e só o terceiro o “Santa Cruz” conseguiu finalizar a viagem programada, na Baía de Guanabara-Brasil. Continuem a bater palmas, porque Gago Coutinho

 inventou para esta viagem um meio de navegação astronómica: o sextante de horizonte. Batamos palmas novamente porque esta viagem serviu de inspiração para os voos posteriores, de portugueses e estrangeiros. FOMOS OS PRIMEIROS! FOMOS OS PRIMEIROS!

      

           

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