sábado, 22 de abril de 2017

MURAIS FLORIDOS

Foto número 1


          Estive uns tempos sem publicar, pela simples razão de que não conseguia abrir a página do blogue.  
Hoje, até que enfim, consegui!


Foto nº.2 
          Tenho alguns artigos para publicar, mas com um dia tão bonito, onde o sol brilhou, andei a passear por diversos lugares, tendo assim tido oportunidade de tirar algumas fotos de lugares especiais, para dedicar aos meus seguidores e aos meus leitores. 
Gostaria que no final do artigo deixassem a vossa opinião sobre as fotos a que pus o título: 
MURAIS FLORIDOS:  
     Na foto nº. 2 - É de um muro enfeitado, onde, nesta época do ano na Europa, se vêem "clívias" em flor. É, como pode verificar, uma flor de cor laranja bem forte. Neste muro, pendurados, alguns vasos com plantas. 
Foto nº 3 - Photo number two
E vamos prosseguir com mais uma foto do título MURAIS FLORIDOS:
Sabe que flor é esta? Em cachos, quase sempre de cor lilás. Mas sei que há também em branco. 
Fico à espera que diga o nome, escrevendo-o abaixo no lugar dos comentários. 
Mas não desespere, voltarei para escrever os nomes destas plantas floridas, tão lindas, que enfeitam alguns muros do local onde vivo. Gosta? 
Acha que escolhi demasiadas plantas com flores da cor lilás? E não são jacarandas. 
Despeço-me por hoje. Até breve. 

   

sexta-feira, 24 de março de 2017

BLACK MOTHER - NOVEL- AUTHOR CELESTE CORTEZ


"BLACK MOTHER" in the culture of Mozambique

The author reveals through the writing, a deep knowledge of Mozambique, its people, traditions, their language and dialects, folklore, their songs and dances, customs and practices in the life of the natives, the tribe, the family and in everyday life.
It is the work of one who thoroughly understands the "spirit" of the black men and women born in Mozambique, and that leads to interesting situations as the evolution of youth, the relationship with the "boss", the love intrigues, their belief in God or in their "gods".
In every page and in every chapter, this book puts us in the presence of the people of the tribe, with their traditions, their relationship with the "whites" - including military - primitive art, the meaning of the drumming drums, the marimba and traditional dances in times of joy or sadness.
The author Celeste Cortez, a member of the Academy of Arts and Letters, poet, writer, lecturer, currently Senior Professor at the University of Sintra, succeeded, with great art and ingenuity, to translate her deep knowledge of the natives, the culture of Mozambique and its evolution, in this excellent work that is "Black Mother", in which every chapter, excites us, sharpens our curiosity, because this is a live picture of a culture closely tied to Portugal,  to our language and to people with whom we co-existed, we exchanged knowledge with and were strongly bound to.
"Black Mother" is more than a romance, which contains the analytical study of the civilization of a people to whom we will be forever linked.


domingo, 19 de março de 2017

DIA DO PAI - 19-03-2017


AO PAI: ARTUR CORTEZ SOARES DE ALBERGARIA DE CAMPOS SILVA :

O seu coração foi firme 
e compreensivo
a orientar-nos nos caminhos cheios de ciladas
Suas mãos foram serenas e
doces a amparar-nos 
na vastidão das terras
conquistadas
Seus olhos viram e fizeram crescer
as qualidades dos seus filhos
sem deixarem de ver defeitos
que ajudou a corrigir
com amor e carinho
Que o nosso coração seja bom,
 benévolo,
compreensivo, como foi o seu
E que do Céu continue a abençoar-nos.

Aquele abraço dos filhos Celeste, Nelson e Tó

AO PAI ANTÓNIO SILVESTRE DOS SANTOS AMARAL 


segunda-feira, 13 de março de 2017

COMBOIO QUE FAZ O TEU PERCURSO DE SONHO - AUSTRÁLIA


COMBOIO QUE FAZ O TEU PERCURSO DE SONHO
Viajando por desertos da Austrália, com paragens em cidades entre o Norte e Sul (mas não Este e Oeste)
GHAN – comboio de t””GHAN”,  o comboio de turismo especial, segue a rota do expedicionário John McDonald Stuart, percorrendo a Austrália de norte a sul,  quase 3.000 quilómetros, de Darwin a Adelaide e de Darwin a Alice Springs, e vice versa.

Nestes comboios turísticos, a preocupação da empresa não é apenas preparar uma viagem de sonho, mostrar-lhe paisagens maravilhosas, ou lugares incomuns ao quotidiano(*) mas, acima de tudo, é para impressionar e agradar, não só pelo conforto das carruagens mas também da sala de jantar e quartos. 


                                                        


O GHAN faz duas 

longas paragens em Katherine e Alice Springs para passeios 

locais. Oferece conforto e sofisticação aos passageiros enquanto cruza os enormes desertos 

centrais. A viagem, como referido é de cerca  de 3 mil quilómetros, 

dura 2 noites e 3 dias de puro exotismo. Naturalmente um passeio dispendioso.
Atente-se na foto do quarto,  os pormenores que contribuem para a beleza e comodidade: o raminho de flores na mesa de cabeceira - será do lado da dama, por certo  - a pintura em cores alegres , vibrantes, condizentes com o belo sol australiano do quadro pendurado por cima da cama. Mas asseguro-lhe que há quartos com mais luxo, aqui neste comboio. 
          Vou prometer-lhe, leitor, logo que eu viaje nele, creia que publicarei mais fotos. Fica garantido.
              Por favor, deixe os seus comentários ao fundo deste texto.

Por favor responda às perguntas seguintes, para que a autora do blogue, possa preparar textos que agradem sempre aos seus seguidores e leitores.  
  1. Diga para todos os que lêem o blogue se gostaria de viajar num comboio assim. 
  2. Seria esta a viagem dos seus sonhos?
  3.  Não sendo, para onde gostaria de viajar?
  4.  Prefere viajar de barco, de avião, ou num comboio especial para uma viagem de sonho?  
  • Antecipadamente agradeço os seus comentários. 










sexta-feira, 10 de março de 2017

Apresentação do Livro "Mãe Preta" de Celeste Cortez na FNAC de Cascais





Na apresentação do romance "Mãe Preta" na FNAC do Cascaishopping, vê-se Arnalda Viegas, dizedora de poesia, a autora do livro Celeste Cortez,  a apresentadora Dra. Isabel Magalhães, o poeta declamador de poesia,  Jorge Viegas. 

 Foram lidos poemas da autora e um poema de Francisco José Tenreiro. 

 No poema da autora, "Não matem o mundo", fez parte do coro seu marido, ANTÓNIO CORTEZ SILVESTRE. 

Prezado leitor deste blogue, não deixe de comentar este vídeo. Deixe no final da passagem o que achar justo. Se estiver identificado (não aceitamos anonimatos) e se não for ofensivo da moral, será publicado .

segunda-feira, 6 de março de 2017

ALDRAVIAS - CÂNTICO DE PALAVRAS, livro de Celeste Cortez


Quando, por vez, encontramo-nos com livros que são verdadeiros compêndios de erudição, sentimo-nos afagados no espírito. Recebemos os originais de Cântico de Palavras com gentil convite para prefaciá-lo e criamos a expectativa de encontrar neles apenas um conjunto de aldravias. Que nada! Encontramos um tratado de poesia, no qual a aldravia é tratada com didática e carinho maternos; apresentada com a parcimônia da professora das primeiras letras – passo a passo – a dizer como e porque tecer poesia breve, própria à infância perene da linguagem gerativa, ampliada a cada dia e capaz de fazer sentidos novos e inusitados de sílabas apenas, metonímias de palavras não prontas no aparelho fonador ainda em formação. Arnauld e Lancelot na Gramática de Port-Royal (1660) dizem que “essa invenção maravilhosa de
compor, com vinte e cinco ou trinta sons, essa variedade infinita de palavras (...) revela aos outros t      odo o seu segredo e faz com que aqueles que nele não podem penetrar compreendam tudo quanto concebemos e todos os diversos movimentos de nossa alma”.

No mesmo espírito da formação das palavras, a aldravia abre a possibilidade da revelação pela fecundidade – do pouco que se faz muito – da significação, propriedade de não se poder prender a linguagem num dicionário, mas de tomá-la do dicionário à maneira da semeadura, para promover o milagre da multiplicação dos sentidos.

Os árcades de Minas Gerais, Brasil, no século XVIII, ensinam pela poesia que a expressão livre é condição para a libertação. Fecundando esse ensinamento, os poetas aldravistas na abertura do século XXI clamam por libertação da poesia e propõem a liberdade como forma poética, batendo aldravas para que portas se abram para significações amplificadas nos movimentos de entrar ou sair – o ambiente interno é de convivência em aconchego; o ambiente externo é de convivência para novas relações – ambos revelam espaços de experimentação da liberdade.

As aldravias de Celeste Cortez trazem à realidade, neste livro que nasce como cântico de palavras, aquilo que o desejo árcade preconizava como bandeira – a liberdade:
liberdade
de
escrever
sem
amarras:
aldravias

O leitor deste livro terá o privilégio de viajar com a expressão dos movimentos da alma, libertos como os ventos que sopram pensamentos bons.

bons
pensamentos
palavras
leva-as
o
vento

Numa leitura livre da Poética de Aristóteles (323 aC.), as aldravias de Celeste Cortez põem melodia (melos) em poucas palavras (lexis) e criam um grandioso espetáculo (opsis), valendo-se da representação (mimesis) de um tema (dianoia), cujo argumento (mythos) eleva o caráter (ethos). Eis que o leitor de cântico de palavras tem em cada aldravia uma experiência plena de todas as características fundamentais da poesia, na mais pura acepção de poética – melodia na representação de um tema que eleva o caráter e constrói o grandioso espetáculo da construção dos sentidos.

rumor
da
cascata
ouve-se
em
quietude

Sentimentos privados também são deliciosamente confessados nas aldravias deste livro. À semelhança do bíblico livro Cântico dos Cânticos, breve na extensão, mas denso em sua complexidade em que Salomão faz uma poética da união pelo amor, de forma celestial Cortez canta louvores à vida, à união, à natureza, ao amor:

                                                               em
conjunto
limando
imperfeições
casamento
perfeito

Ironia jocosa percebemos na alusão à metrificação que outrora tanto fez seletivo o clube dos poetas. Justo na terra dos trovadores, em que a métrica tamborilada nos dedos mede as tônicas das redondilhas maiores e menores ou dos decassílabos hendecassílabos e alexandrinos, as aldravias libertam os poetas do confinamento da melodia ao metro.

A melodia liberta faz cantar a própria sequência de palavras na sua cadência natural na escolha enunciativa – o pulso sentido é o do coração do poeta:

aldravias
escrita
sem
tamborilar
com
dedos

A metonímia como figura fundamental da aldravia é explorada nos poemas deste livro, em mostra inequívoca do desejo de a poesia ser ação partilhada de poeta e leitor, sem imposição interpretativa.
                                                                 no
galho
seco
melro
canta
madrugadas


Fazer aldravia é construir uma nova forma de poesia, da poesia da alma, do espírito liberto, da transposição direta dos sentimentos para as palavras, sem interposição de elementos que tornam falsas as significações nascidas das emoções emanadas dos contatos com os universos visíveis e invisíveis.


Brilhantemente, Celeste Cortez em Cântico de Palavras faz as emoções transbordarem dos seus vales interiores, consagrando em território europeu a contribuição brasileira ao patrimônio literário da humanidade – a aldravia – de cujo cânone extrai a essência da poeticidade, em que a mente livre é fonte de emoções naturalmente poéticas...
tijolo
constrói
casa
mente
constrói
emoções


Aos caros leitores deste Cântico de Palavras, que as emoções disponíveis nesses versos não sejam contidas. Boa leitura!
J. B. Donadon-Leal (Doutor em Semiótica) e Andreia Donadon Leal (Mestre em Estudos Literários)
Mariana, Minas Gerais – Brasil - 22 de outubro de 2013





     
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