terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

CALDO VERDE e O CANCRO DO COLON - Outros benefícios para a saúde























(parte de artigo escrito pelo Dr. Manuel Luciano da Silva, médico, investigador, historiador (Cavião,Vale de Cambra 1926-Bristol-Rhode Island - USA 2012). 


Extraído de artigo seu publicado em vida  na internet.

CALDO VERDE - 

           Muita gente sabe que o caldo verde é uma sopa de couve portuguesa,  tipicamente  do norte de Portugal Continental,  mas  muito divulgada por todo o país. Couve é o  nome genérico que se usa para  descrever uma   grande família  de hortaliça  caracterizada  por folhas largas, esverdeadas e  muito ricas em nervuras, fibra e vitaminas.  
           Existe uma variedade de couves:   couve galega, couve lombarda, couve crespa, couve penca,  couve tronchuda,  couve bastarda, couve repolho, couve brocolo roxo, couve brocolo branco e até couve flor!  Mas a couve preferida para se fazer o caldo verde,  como deve ser,  é a couve chamada galega, muito cultivada na Província do Minho em Portugal.

BENEFÍCIOS  DO CALDO VERDE 

          Para apreciarmos as maravilhosas qualidades do  caldo verde temos que primeiro  analisar o nosso aparelho  digestivo. Qual é o comprimento  do nosso tubo digestivo?  Qual é a distância que vai da boca até ao ânus? Resposta: O comprimento do nosso tubo digestivo é quase SETE vezes a altura de cada pessoa! Deste modo se um homem tem de altura um metro e meio, o seu tubo digestivo possui DEZ METROS de comprimento!  É igual à mangueira de regar o quintal!...                                     

          Agora compreendemos melhor porque é que a Natureza  exige que a nossa alimentação contenha 90 por cento  de alimentos com fibras vegetais que não sejam reabsorvidas. É  preciso que a nossa alimentação contenha substâncias que não desapareçam, que não sejam reabsorvidas, no percurso do tubo  digestivo, porque de contrário não  chegará nada ao fim do canal que tem em média mais de dez metros de comprimento..


             Analisemos  o conteúdo do caldo verde:

foto da internet 

COUVES -  As couves são a parte mais importante do caldo verde porque são muito ricas em fibras não-reabsorvíveis.  Além disso as couves são muito ricas em vitamina A  e  complexos B (tiamina, riboflavina e niacina). Possuem  também cálcio, ferro, fósforo, potássio,  mas  têm poucas calorias.





AZEITE 
- O azeite deve ser português porque é muito rico em ácidos não-saturados que fazem baixar o colesterol mau.



 BATATA -  serve para amaciar, tornar  mais homogéneo o sabor do caldo verde e o seu valor calórico não está fora de ordem.

ÁGUA QUENTE - A água quente do caldo verde é muito importante, porque  faz funcionar muito melhor  os sucos digestivos e os fermentos ou enzimas do aparelho digestivo.   A água quente faz descontrair os esfíncteres ou válvulas do aparelho digestivo,  estimula a contracção normal da  vesícula biliar e relaxa o estômago  e os  intestinos  delgado e grosso, tornando a nossa digestão agradável e saudável.  

SAL- Não deve ser exagerado. Só o preciso!
foto da Internet 

CHOURIÇO -  O chouriço - para ser cortado às rodelas e pôr no caldo verde - deve ser cozido à parte para se  deitar fora a água  porque  esta contem  os produtos cancerígenos do  chouriço  devido ao processo de ter sido   defumado.

BROA - A broa deve ser à moda portuguesa feita com o farelo  e  farinha  de milho  como se coze na  nossa terra. Quem comer uma malga de caldo verde todos os dias não tem prisão de ventre! Quem não tem prisão de ventre não tem hemorróidas! Por outro lado  uma pessoa fazendo as suas necessidades diariamente, o fígado é obrigado a produzir mais bílis e a  vesícula a expelir mais sais biliares  para untar a tripa por dentro para que os alimentos deslizem melhor. Deste modo saindo mais bílis (rica em colesterol)  para o exterior  através  das fezes, dá-se uma baixa de colesterol no sangue, diminuindo os riscos de ataques cardíacos e de pedras da vesícula (compostas por colesterol)! O caldo verde faz também  com que a pessoa emagreça e se torne mais saudável e mais feliz.

CANCRO DO CÓLON - Tem-se verificado uma relação directa entre a prisão de ventre e o cancro do cólon ou do intestino grosso. Porquê?  Porque quando há prisão de ventre as fezes ficam paradas no intestino grosso, ou cólon e assim  os produtos tóxicos  contidos nas FEZES RETIDAS  bombardeiam as células da mucosa intestinal de tal maneira  que com a  REPETIÇÃO  deste processo  desencadeia-se  o princípio do cancro do cólon ou do intestino grosso que é uma doença terrível! 

         Como contra prova dos estudos que a  equipa do Dr. Burkitt  observou   em África,   deram-se  aos nativos africanos   dietas  iguais  à que os ingleses e americanos usam com McDonalds, "ice cream" ou sorvetes, pizzas, lasanhas, batatas fritas, etc. Inverteu-se a dieta: em vez de 90 % de dieta com vegetais os nativos africanos  passaram a ter uma dieta de SÓ DEZ  por cento de vegetais.   Resultados:  Os nativos começaram a engordar, o colesterol começou a subir, passaram a ter prisão de ventre e a desenvolver hemorróidas como os ingleses e os americanos!

            Parece incrível, mas é verdade! No fim do século XX são os povos primitivos a ensinar ao homem civilizado, ao homem dos produtos sintéticos e das pastilhas qual é a alimentação mais saudável! 

          Há mais de 40 anos visitei as Termas de Melgaço no Norte de Portugal. Estas termas são especialmente dedicadas a  doentes diabéticos,  cardíacos e renais. Observei então que fazia parte do tratamento obrigatório, a todas as refeições diárias,  um grande prato de caldo verde.  E todo o doente que quisesse  comer fora das três  refeições só podia  comer mais  outro prato de caldo verde!  O certo é que todos os doentes melhoravam das suas enfermidades!

         Ainda hoje em Coimbra quando os estudantes fazem uma farra ou há uma reunião de curso e se come e  se bebe exageradamente... depois duma bela  guitarrada,  à meia noite,  serve-se sempre um caldo verde -- bem quente --  para "limpar e acalmar as entranhas"... Quando tiver uma festa grande em sua casa faça o mesmo: ofereça aos seus convidados um caldo verde para despedida e para terem boa viajem!... 

RECEITA DO CALDO VERDE À MODA  DE VALENÇA DO MINHO

Dois  litros de água; 4 colheres de sopa de azeite português; 750 gramas de batatas; 1 ou 2 couves galegas conforme o tamanho; sal; 1 chouriço (cozido à parte); broa.

foto da internet (falta o chouriço!)
TÉCNICA:  Deita-se a água numa panela com o azeite e as batatas descascadas cortadas em 4 pedaços.  Põe-se sal quanto baste e deixa-se ferver. Quando as batatas estiverem cozidas, tiram-se e passam-se por um passador.  Voltam à panela para apurar. Entretanto cortam-se as couves  em tiras o mais fino possível. Lavam-se e deitam-se na panela QUINZE minutos antes da sopa  ser servida, deixando a panela ferver DESTAPADA.  Serve-se o caldo verde em  tigelas de barro, com uma rodela de chouriço e um bocadinho de broa. "  
 

POETA - JOÃO COELHO DOS SANTOS

Poema profundo, com sentimento, com coerência:


POETA - FERNANDO NAMORA- Análise breve do Poema "Coisas, pequenas coisas"

FERNANDO NAMORA (Condeixa-a-Nova 15-4-1919-Lisboa 31-01-1989



Leia este pequeno poema do poeta médico que foi FERNANDO NAMORAM dedicado a pequenas coisas. O Poeta transmite-nos uma profunda lição de humildade, demonstrando-nos  que as pequenas coisas também têm valor, assim alerta-nos para olharmos à nossa volta, para as coisas, as pessoas, ajudando-as, valorizando-as. 
Se a árvore está murcha e desprezada, renova-se se a ajudarmos. O mesmo sucederá com as pessoas que estão murchas, que sofrem, que estão desprezadas. Ajudemo-las e elas poderão encontrar o caminho da felicidade. Como o poeta diz, nós sabemos o segredo. Quer dizer, nós temos a resposta dentro de nós, no segredo do nosso eu, somos capazes de ajudar, só é preciso tentar.   
  1. Aqui fica o poema de Fernando Namora. "Pequenas coisas" 

Foto de TóCortez 

Uma árvore está quieta,
murcha, desprezada.


Mas se o poeta a levanta pelos cabelos
e lhe sopra os dedos,
ela volta a empertigar-se, renovada.

Foto de Celeste Cortez 
E tu, que não sabias o segredo,
perdes a vaidade.
Fora de ti há o mundo
e nele há tudo
que em ti não cabe.


Homem, até o barro tem poesia!

Olha as coisas com humildade.

Fernando Namora, em “Mar de Sargaços


Sê... Pablo Neruda


SÊ... 

de 

Pablo Neruda 
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato
.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,

Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

                                                       - O -              - O -


Grande lição nos dá este poema de Pablo Neruda, levando-nos a pensar que devemos fazer sempre o melhor que pudermos dentro daquilo que somos capazes. Não tentemos imitar ninguém se não estamos à altura de o fazermos. Sejamos nós próprios, limando defeitos, corrigindo arestas, lendo, estudando para aperfeiçoamento. 

PABLO NERUDA, nome literário (pen name) de NEFLATI RICARDO REYES BASOALTO (1904-1973). O nome Pablo Neruda, é parecido com o do poeta Checo Jan Neruda. PABLO NERUDA foi Nobel da Literatua em 1971. Foi um poeta do género romantico.   

A ALEGRIA E A DANÇA



E porque a alegria faz bem à saúde. Seja alegre

E porque dançar faz bem à saúde. Dance. 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

DANCE E MELHORE A SUA SAÚDE - APROVEITE O CARNAVAL.

A
Uns trapalhões! Se a Carmen Miranda me visse assim vestida, voltaria
a morrer. E o "Menino Toneca" também não se identificaria com este da foto
Indumentárias criadas à pressa, nos hóteis por onde andamos com o Inatel



APROVEITE O 
CARNAVAL - 
DANCE PELA SUA SAÚDE 




     Um provérbio popular português diz "quem canta, seus males espanta". Quem dança seus males espanta também. Sempre que danço, sinto-me relaxada. Reconheço que fiz exercício físico também. 
     Neste momento fui pesquisar na internet. Acabo de ler que a pediatra brasileira Ana Escobar, disse o mesmo no programa "Bem Estar desta sexta-feira, ou de outra sexta-feira, não vi a data". Segundo ela, dançar pode fazer bem à saúde e até ajudar a diminuir o estresse.
     Deixando passar o verbo poder, na frase:  "dançar pode fazer", porque dá a impressão de que pode ou não pode fazer bem à saúde, comento , com o devido respeito, o facto do brasileiro usar a palavra "estresse", para aportuguesar a palavra, quando nós portugueses, usamos a palavra "stress" como os ingleses.  
NA DANÇA DOS CHAPÉUS, fiz um chapéu MAR PORTUGUES
onde se vè o azul do mar, a espuma rendilhada das ondas, um pouco de areia
um barco com a bandeira portuguesa.
A bandeira atual, porque também não consegui
fazer uma caravela da época das descobertas
Qual das palavras utilizadas está certa? Nenhuma se adequa à língua portuguesa. Stress ou estresse, não é mais do que "tensão" ou "inquietação intensa", diz o Universal - DICIONÁRIO INTEGRAL DA LÍNGUA PORTUGUESA.
    Mas voltemos ao assunto da dança. A referida médica, diz que no caso referido,  quando a pessoa está sob tensão (palavra portuguesa) o corpo produz adrenalina e cortisol, que é o hormónio do tal de estresse. E, segundo a fonte de onde extraí esta parte do texto, quando a Dra. Ana, começa a dançar, e eu acrescento que se lhe sucede a ela sucede a toda a gente que dança, a adrenalina e o cortisol que estavam circulando, começam a ser gastos pelo coração e pelos músculos. Então, o corpo relaxa e o cérebro liberta endorfina, dopamina e serotonina, que dão a sensação de prazer, concluiu ela.
Foto da internet. Se infringi os direitos de alguém, por favor avise-me
para retificar de imediato. 
Por isso, além de queimar calorias, dançar ajuda, também a aliviar momentos de tensão, nervosismo e ansiedade 
     Aproveite todos os momentos, todas as oportunidades para dançar. repito. E está à porta uma grande oportunidade: Dance no Carnaval. E se gosta de se mascarar, faça-o. Não virá mal ao mundo se o fizer. Um dia lamentará não o ter feito, quem sabe. 
       Divirta-se. Dance com quem gosta. Eu farei o mesmo. E passe um Carnaval muito feliz. 

    Depois conte. Se deixar comentários agradáveis, eu comentarei também

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O SEGREDO DO REI

O SEGREDO DO REI

(Adaptação de um conto oriental), por Carlos Brandão de Almeida

Foto da casa Palmela, de tempos idos. Uma legenda da nossa monarquia. 
     Faz muito tempo, existiu na Pérsia um rei muito poderoso. Já bastante idoso e sem descendentes, a sua preocupação era encontrar uma pessoa capaz a quem deixasse o trono. Para isso, mandou apregoar por toda a Pérsia que o rei pretendia designar como sucessor quem se apresentasse no palácio e se submetesse a uma prova que o monarca não revelou a ninguém de que constaria.
     Muitos jovens se dirigiram à corte tentando corresponder às exigências de Sua Alteza.
     Da torre do palácio, donde devia ser proclamado o nome do escolhido, não se ouvia nada.
     Entretanto, numa aldeia vizinha havia um rapaz muito tranquilo e sensato que era tecelão.
Disse-lhe a mãe uma vez:
     - Hassan, porque não vais tu também ao palácio tentar a prova?
     Hassan pôs-se a rir, dizendo que era preferível um bom tecelão a um mau rei!
     Ao notar, porém, que a sua mãe parecia entristecida por ele não ter ido ao palácio, abandonou o trabalho e dirigiu-se ao palácio.
     O rei, ao entrevistá-lo, ficou bem impressionado com a sensatez das suas respostas, a sua humilde simplicidade e a graça das suas feições. Convidou-o então a dirigir-se aos jardins do palácio onde iria decorrer a prova em que tantos tinham fracassado.
     À beira dum lindo lago fora colocada uma coluna baixa, revestida de ouro e de pedras preciosas. Ao lado estava um gongo com um pequeno martelo preso na parte superior.
     -Vais ficar aqui – disse-lhe o rei. Esperarás que esse martelo dê o primeiro toque das doze badaladas do meio-dia. Será o sinal para começar a prova.
Enquanto soarem as doze badaladas, poderás encher os teus bolsos de ouro e de pedras preciosas, que valem uma fortuna. Porém, logo após terminar a última badalada, não deves tirar mais nada.
     - Só isso? – perguntou Hassan, surpreendido.
No Estoril

     - Só. Procede somente de acordo com a tua consciência. Fica pois sozinho.
O rei retirou-se e fechou a porta do jardim. Hassan  ficou com os olhos fixos no martelo, esperando o primeiro toque do meio-dia.
     Mas, no mesmo instante em que soava a primeira badalada, Hassan ouviu uns gritos de aflição que pediam socorro. Num lago mais distante, viu um ancião que caíra à água e nela se debatia desesperadamente.
Ainda hesitou na atitude a tomar, mas logo pensou:
     - Como teria coragem de encher os meus bolsos de riquezas, enquanto perto de mim morria uma pessoa?
Hassan salvou o homem mas não pôde tocar no tesouro. Entristecido por um lado, por não poder satisfazer os desejos de sua mãe, mas satisfeito por ter praticado um exemplar acto de grande humanidade, Hassan encaminhou-se para a porta do jardim.
     Imediatamente se ouviu um grande clamor. Ressoaram as trombetas e o palácio cobriu-se de estandartes. Logo depois o rei apareceu acompanhado do seu séquito.
     - Dá-me um abraço, Hassan, e recebe a recompensa que mereceste. Foste o justo vencedor da prova que instituí. O velho que salvaste é um dos meus mais fieis servidores e conhecia o meu segredo. Serviu para testar os candidatos.
     Houve dois honrados que não tocaram nas pedras sem ouvir o sinal. Serão os teus ministros. Somente tu renunciaste à fortuna para salvar a vida dum semelhante. Ponho nas tuas mãos o destino do meu povo. Serve-o com a honradez, coragem e a bondade que revelaste.

                                                     2014-02-05  Carlos Brandão de Almeida

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