sábado, 25 de fevereiro de 2017

MÁSCARAS DE CARNAVAL


MÁSCARAS DE CARNAVAL


Antecedendo a Quaresma (Igreja Católica), está o Carnaval. E no Carnaval usam-se máscaras, não só para imitar alguém diferente mas, também, por vezes, para disfarçar a própria identidade dos que as usam. 
Vamos falar de máscaras usadas no Carnaval, estas a seguir, proliferam na internet. Pintei a meu gosto. Alguns anos já se passaram.
          Ficaram assim. Gostam? A de baixo, acrescentei-lhe umas orelhas, franzidas, para tapar mais a cara e a tornar diferente do seu original. Que tal? 
         A moda das máscaras difundiu-se por toda a Europa nos bailes de máscaras que tanto se propagaram, nos princípios do século XVIII. 

     Na França, em Paris, o carnaval converteu-se numa continuidade de máscaras, para, como disse acima, disfarçar a própria identidade dos que a usavam, nos bailes. Nesse disfarce, quer fosse para se apropriar da identidade de alguém, isto é, para imitar outra pessoa, quer seja porque o próprio indivíduo quis esconder a sua, a diversão durava a noite inteira. Foi no reinado de Luis XIV, (O Rei Sol) que a França viveu uma explosão de alegria depois das guerras que definiram o seu reinado.
          Provavelmente as máscaras que atraíram mais pintores, foram a Colombina, Arlequim e Pierrot.           
          Aqui à sua esquerda, uma pintura do célebre pintor Paul Cezanne, do Pierrot e Arlequim, em 1888. 
        Quem eram Colombina, Arlequim e Pierrot (ou Pierrô).


Colombina, Arlequim e Pierrot, personagens da Comédia Italiana, nascida na Itália no século XVI. Também em França se difundiu a Commedia dell’Arte, entre os séculos XVI e XVIII.
Era uma forma teatral com textos improvisados,  de sátira social. Os seus personagens, Colombina, Arlequim e Pierrot, representam serviçais envolvidos em um triângulo amoroso: Pierrot ama Colombina, que ama Arlequim, que, por sua vez, também deseja Colombina.
Este estilo surgiu como alternativa à chamada Comédia Erudita, de inspiração literária, que apresentava atores falando em latim, naquela época uma língua já inacessível à maioria das pessoas. A história do trio enamorado sempre foi um autêntico entretenimento popular, de origem influenciada pelas brincadeiras de Carnaval. Apresentadas nas ruas e praças das cidades italianas, as histórias encenadas ironizavam a vida e os costumes dos poderosos de então. Para isso, entravam em cena muitos outros personagens, sendo estes os mais famosos.
          Colombina - era uma criada de quarto, sedutora, volúvel, esperta, amante do Arlequim. Vestia trajes de cores variadas, como os de seu amante Arlequim.
           Arlequim – Entre o Arlequim e Pierrot havia rivalidade pelo amor de Colombina. Arlequim usava traje feito a partir de retalhos triangulares de várias cores. Representa o cómico, o palhaço, o farsante. Também é personagem da Commedia dell’Arte.
       Pierrot (ou Pierrô)– Além da rivalidade que havia com Arlequim pelo amor de Colombina, o carater dele é de todo ingénuo. É também uma personagem da Commedia dell'Arte.
Neste poema seguinte, de Menotti del Picchia, percebe-se a distinção do amor de Colombina, por Pierrot e Arlequim:

POEMAS DE


Menotti Del Picchia, AS MÁSCARAS 

O teu beijo é tão doce, Arlequim...
O teu sonho é tão manso, Pierrô...

Pudesse eu repartir-me
encontrar minha calma
dando a Arlequim meu corpo...
e a Pierrô, minha alma!

Quando tenho Arlequim,
quero Pierrô tristonho,
pois um dá-me prazer,
o outro dá-me o sonho!

Nessa duplicidade o amor todo se encerra:
Um me fala do céu...outro fala da terra!

Eu amo, porque amar é variar
e , em verdade, toda razão do amor
está na variedade...

Penso que morreria o desejo da gente
se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente.

Porque a história do amor
só pode se escrever assim:
Um sonho de Pierrô
E um beijo de Arlequim!












              A seguir duas mascaradas de carnaval, o carnaval da brincadeira, que deu para alegrar, para dar vida à vida. 

          Divirta-se, seja feliz. 

 


   
    

         



2 comentários:

Amélia Luz disse...

A cultura, o teatro, as máscaras, a Itália e o carnaval. Colombina, Pierrô e Arlequim sempre presentes nas histórias e representações carnavalescas. Aqui no Brasil são muito cultuados levando os foliões a se fantasiarem relembrando os personagens do teatro italiano.

Celeste Cortez disse...


Obrigada amiga por seus comentários. É agradável saber que temos seguidores que comentam. Assim, leva-nos a melhorar a nossa "performance". Muito grata, que tenha passado um alegre carnaval aí no Brasil.
Agora... desejos de uma feliz 4ª. feira de Cinzas e um período de Quaresma muito especial. Abraço.

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