segunda-feira, 16 de setembro de 2019

MONDAY MURAL - Cascais


UM LUGAR LINDO - CASCAIS. 

Neste mural, pintado no muro de um prédio na baixa de CASCAIS, regista-se o MUSEU CASTRO GUIMARÃES, vendo-se o FAROL DE SANTA MARTA, pintado às riscas azuis para condizer com o mar, que está ali ao lado, como é normal e terá de ser, com todos os faróis.  


Em tempo de maré cheia, nota-se que a água do mar, vinda da linda Baía de Cascais, provavelmente das mais lindas baías do mundo, do lado da Marina vai por baixo de uma linda ponte "beijar" os pés ao MUSEU. 



I don't know the artist for this mural. It is painted in Cascais, Portugal, a lovely place that has, probably,  one of the nicest bays in the world.


This mural paint represents a Museum Castro GuimarÃes (named after a Count) just in front of the lovely Cascais bay. You can also see also the Santa Marta Lighthouse.


Please be kind and leave your comments. 

Linking to Sami at Colourfulworld for Monday Murals.





quarta-feira, 28 de agosto de 2019

MONDAY MURAL





AS DUAS FACES DA PRECE
 No recolhimento dum confessionário católico, lamentava-se um crente, ao seu confessor, por não ter sido atendido por Deus na prece que lhe dirigiu para o ajudar na boa venda dos seus produtos hortícolas. Com efeito, após o encerramento do mercado, lastimava-se o hortelão de lhe ter sobrado muita mercadoria que não tinha conseguido vender. E advertia o cura do peso da sua súplica feita, acrescentava, através de Santo Isidro, o santo lavrador.
Resultado de imagem para foto de agricultor trabalhandoO sacerdote, querendo ajuizar da justeza do protesto do desalentado fiel, fez-lhe várias perguntas sobre as características e qualidades dos seus produtos. Pelas respostas tartamudeadas, o padre facilmente concluiu que os víveres não se venderam porque não reuniam os predicados recomendados.
Há um texto no Evangelho de Marcos que sentencia: tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o alcançastes, e assim o tereis. Mas, pedir na oração não é ficar de braços cruzados a olhar para o Céu. Pedir na oração, exige que antecipadamente nos esforcemos em fazer tudo o que está na nossa mão para tornar possível o que ambicionamos. Vem a propósito citar a anedota do crente que pediu a Deus para que fosse contemplado com a sorte grande. Ao menos joga na lotaria, homem! foi a resposta divina.
Santo Inácio de Loiola aconselhava: em primeiro lugar, deve proceder-se como se tudo dependesse de nós e nada de Deus, como faz o agricultor e, em segundo lugar, actuar como se tudo dependesse de Deus e nada de nós, que é também o que faz o agricultor.
Na realidade, o lavrador quando semeia o seu campo, procede na convicção de que colherá bom e abundante fruto, por isso cuida todos os dias da sementeira. Se descurar o trabalho pouco recolherá, por mais rezas que faça.
Só depois de cuidar bem da fazenda, dirigirá a oração pedindo para que o solo esteja fértil e para que as condições atmosféricas sejam favoráveis.
Muitas pessoas agem como o hortelão reivindicativo: não cuidam com empenho, esforço e competência dos seus interesses e, depois, reclamam dos outros ou do Estado a satisfação dos seus anseios.
Reivindicar demanda pouco labor, trabalhar sim, implica força, zelo e dedicação e é quando se alcançam os objectivos mais apetecidos, consistentes e merecidos.
A transpiração é uma parte integrante do sucesso.

                                                                                                              Carlos Brandão de Almeida


O autor segue a grafia antiga.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

SONHO IMPOSSÍVEL

THE IMPOSSIBLE DREAM, de Joe Darion e Mitch Leigh, é uma canção que faz parte da trilha sonora do espectáculo "O HOMEM DE LA MANCHA", de Dale Wasserman. 
Chico Buarque e Ruy Guerra em 1972, fez uma composição livre, que só foi gravada e lançada em 1975, no disco "Chico Buarque e Maria Bethânia, ao Vivo", na voz da referida Maria Bethânia, consagrando a canção, cuja letra é: 
“Sonho impossível”
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a torutura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meul eito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
No disco, Maria Bethânia, inicía com a sua voz tão especial como só ela sabe fazer, com um poema de FERNANDO PESSOA, do "LIVRO DE DESASSOSSEGO". 


* 

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

RESPOSTA A UM LEITOR, pela autora do romance O MEU PECADO


 6-8-2019: ACABO DE RECEBER UM 
EMAIL QUE ME DÁ CONTA 
DE UM COMENTÁRIO DE 
UM LEITOR. AQUI FICA O 
MEU AGRADECIMENTO: 


"Cara amiga Celeste,

Para lhe dizer que recebi os livros pela minha prima Isabel. Mas também para lhe dizer que, mal acabei de ler o "Meu Pecado", fiz um post no facebook sobre as minhas impressões. Infelizmente, não tive qualquer manifestação da sua parte, o que me preocupa. Reproduzo, abaixo, o que disse:


"DE QUANTOS "PECADOS" SE PINTARAM MOÇAMBIQUE, ANGOLA E GUINÉ-BISSAU?


A autora prometeu em Válega, Ovar, Portugal, e passadas algumas semanas cumpria a promessa, enviando-mo, de Lisboa. Chama-se 'O MEU PECADO', um romance cujo enredo começa em Moçambique, mais concretamente em Chimoio, então Vila Pery, escalando a Beira, Lourenço Marques/Maputo e Lisboa, e terminando num solar do Carregal do Sal, Viseu, Beira Alta. Toca em tema sensível, na verdade um drama - o pesado fardo social que carrega uma mãe solteira, e os traumas que ensombram uma filha de pai incógnito.

Se o drama e o trauma decorrem entre português (ex-militar em Moçambique, mas que podia ser em Angola ou Guiné-Bissau, onde ocorreram as guerras fratricidas) e uma portuguesa, não posso adivinhar quão emocionante seria se a talentosa Celeste Cortez resolvesse, um dia, escrever sobre esses mesmos dramas e traumas causados por ex-militares (e não só) no então chamado "Ultramar" nas mulheres africanas e nos filhos que resultaram das uniões porventura fugazes, como aconteceu no romance de que vos falo. Se calhar é isso a que se propõe num outro livro que dela recebi - "MÃE PRETA". -, a ler a seguir. Termino parafraseando a minha amiga Celeste, que Deus me deu a conhecer em casa de Glória de Sant'Anna, em Válega: "...as lágrimas gostam de cair aos pares".
É difícil não vê-las (ou senti-las) a cair, lendo 'O MEU PECADO'. E cada lágrima terá as suas razões e que só Deus as conhece por inteiro!
Parabéns, Celeste!



Só estou à espera que a minha mulher, Guida, acabe de ler a "Mãe Preta" para o atacar. Se tão criativa quanto o foi no "Meu Pecado", redobrarei os aplausos. Bem haja.
Luís L."

RESPOSTA AO LUÍS: - Só agora através do seu email este comentário me chega às mãos. Agradeço a amabilidade em me dar a sua opinião sobre a história que escrevi, que não passou de ficção mas poderia ter sido verdade nos tempos da guerra colonial.  
Como pode verificar, só escrevo ficção, o que é tremendamente mais difícil do que escrever factos reais. O autor tem de inventar e sempre com a preocupação de oferecer uma boa história ao leitor. Certo que escrever sobre factos, teria de averiguar e, escrever O MEU PECADO, só me passou pela ideia quando já vivia na África do Sul, muito depois da guerra colonial ter acabado. A inspiração não deixou de estar comigo e como diz, proporcionei-lhe - e a quantos outros leitores - um bom entretenimento. A vida também precisa que nos sentemos a ler e que os assuntos nos façam meditar, que nos ajude a imaginar diferentemente do que acabámos de ler, que nos complete. Para que serve a leitura? Ler é viajar sem sair do lugar, não é verdade? Ler levamos a viajar, a descobrir situações novas, ler por vezes dá-nos respostas a angústias, a problemas que não teríamos resolvido por nós próprios, ajuda-nos a suportar a nossa cruz porque lemos que a heroína, por exemplo, teve uma cruz mais pesada e/ou ajuda-nos a rir de situações agradáveis. E na vida precisamos de rir.  
Espero que o romance MÃE PRETA não o desiluda. Embora não seja sobre as mulheres africanas que foram usadas por militares portugueses, creia que é um tema muito interessante, também ficção.  
MÃE PRETA, esse sim, imaginei-o em Janeiro de 1974, meses antes do 25 de Abril... 
Com um abraço e desejos de boas leituras, sempre, A autora Celeste Cortez.  
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