domingo, 26 de junho de 2016

UNIVERSIDADES SENIORES - Crónica de Celeste Cortez




UNIVERSIDADES  SENIORES
   crónica de: Celeste Cortez   

 - UNIVERSIDADES SENIORES, efeito placebo ou medicamento para se viver com qualidade de vida?



Sabemos que com a idade a vontade de sair diminui, terá de haver uma razão forte para que não suceda ficar em casa dias seguidos. Que melhor do que inscrever-se na universidade ou academia sénior, frequentá-la com regularidade, mesmo que por outros afazeres não possa ser a tempo inteiro? Será motivo para se levantar, dar um sentido à vida, para se arranjar, para se calçar, para sair. Como diz o ditado “o hábito faz o monge”, passa a sentir necessidade de se encontrar com professores, com amigos e conhecido.

 A conversa com os colegas, a alegria da partilha, o riso em comum, as próprias disciplinas em que se inscreve, passam a ser uma terapia. Vá, mexa-se, comece logo de manhã a arranjar-se para sair. Se for mulher, se tem a tentação de esconder a sua idade, nada melhor do que arranjando-se para não se deixar envelhecer. Quando chegar ao dia, tenha o prazer de dizer: Eu já tenho 80 anos! E sorria, até para si. Já dizia Santo Agostinho que um santo triste é um triste santo. Parecerá mais jovem a sorrir… Confúcio, pensador e filósofo chinês perguntava: “Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos tem”? Sinta-se jovem mesmo que por falta de saúde tenha de arrastar os pés, a mente pode estar jovem e fazer-nos andar.


Naturalmente que temos prazer em viver uma longa vida. Sentimos alegria de chegar a velhos, mas tentemos chegar com a saúde necessária para enfrentar essa fase que não é isenta de achaques. O autocuidado é auto estima e a auto estima trás qualidade de vida, bem-estar pessoal e abrange uma série de aspectos como a capacidade funcional, o estado emocional, a interação social, a atividade intelectual.
Para manter a mente sã, é preciso ler. Ler muito. Pode comprar livros, pedir livros emprestados, visitar a biblioteca da sua universidade ou ir à biblioteca pública.  Se tem dificuldade em ler, comece por ler livros de criança até se sentir com treino para dar uma passada mais larga na literatura. Costumo dizer que é ótimo frequentar piscina e aulas de ginástica, mas se não se ginasticarem os neurónios, não terá uma vida completa, terá um corpo são e uma mente doente, atrofiada, mente que não leva ninguém a qualquer lado. Não saberá pensar, decidir. Isto já nos foi dito por Silvio Lima, o primeiro professor catedrático a dedicar estudos à relação entre a mente e o desporto.
Irei finalizar este artigo referindo novamente as tentações de ficar sentado.  Mexa-se! Mexa-se pela sua saúde.  Tente, tente todos os dias não se deixar vencer pela falta de vontade, pela inércia. Olhe para os seus pares, os outros seniores seus colegas na univerdade e demonstre-lhes que não quer nem vai ficar para trás. Estes colegas, regra geral, estão ali para lhe dar um braço e um abraço na hora necessária.

Também estarei lá para lhe dar aquele abraço, avise-me quando chegar. Enviarei o abraço através da minha página do facebook ou do meu blogue.  Para ler o blogue, onde poderá inscrever-se, basta procurar por: http://celestecortez.blogspot.com
 Aqui lhe deixo mais um abraço, Celeste Cortez


 


sábado, 25 de junho de 2016

DEPOIS DO PORTUGAL HUNGRIA - É AGORA!, por Alberto Ribeiro















Quintilhas de Alberto Ribeiro - Perth-Austrália

PORTUGAL-HUNGRIA

Não sei o que hei de dizer,
Mas deu-me muita alegria
o resultado final
do jogo que Portugal,
fez ontem contra a Hungria.


-Podia ser bem melhor!’
Digo eu, com os meus botões.
Agora começa a festa,
Meus amigos, será desta
que vamos ser campeões?


Venha agora quem vier,
uma promessa já fiz:
apoiarei Portugal,
desde o início ao final,
para honrar o meu país.


E, sem mais demagogia,
à gente desta nação,
eu digo reconhecido:
-Dizer mal é descabido
e faz mal ao coração!


Alberto Ribeiro



terça-feira, 21 de junho de 2016

PORTUGAL VAI GANHAR - VIVA PORTUGAL, poema de Alberto Ribeiro

Antevisão (para o jogo de quinta-feira, 23 de Junho) *

autor:  ALBERTO RIBEIRO, residente em Perth-Austrália

          Este poema de um poeta português residente em Perth.
Austrália, refere-se ao jogo Portugal-Hungria, que, pela
diferença horária entre Lisboa e Perth, de 7 ou 8 horas
consoante a época do ano, se realiza, para nós europeus,
na QUARTA-FEIRA, DIA 22 DE JUNHO (amanhã),em França.

          Agradeço ao meu amigo poeta por me ter autorizado a publicar este poema livre, quintilhas, de que gostei muito,pela sua esperança,patriotismo que demonstra, e, acima de tudo, porque acredito nesta profecia:

PORTUGAL VAI GANHAR. VIVA PORTUGAL.

ANTEVISÃO,por AlbertoRibeiro (Perth,Austrália)

Hoje, acordei bem cedinho
(talvez cedinho demais!)
Fui para rua todo ‘inchado’,
procurei por todo o lado
E já não havia jornais!

Portugal ganhou o jogo
foi em frente, o campeão!
O Ronaldo marcou dois,
mas marcaram mais depois,
para alegrar esta nação!

Acordei, estava orgulhoso,
Já não estava habituado!
Portugal, lá se limpou
com os golos que marcou,
foi um jogo bem jogado.

E assim, de cabeça erguida,
com orgulho a transbordar,
eu digo sem ter receio,
aqui estou, de papo cheio,
satisfeito a celebrar!

Espero que isto não seja,
um pesadelo matinal.
Pois já chega de tristeza,
vamos ganhar, concerteza:
Viva o nosso Portugal!!

Alberto Ribeiro
                                                  





JACARANDÁS - DO ROMANCE O MEU PECADO

foto de António Cortez, para o meu album particular. 
E COMO GOSTO DE JACARANDÁS, sem dar por isso, já me referi a eles em dois romances. Em "O Meu Pecado" e em "Mãe Preta". Deixo hoje um pequeno extrato de "O Meu Pecado", onde refiro o jacarandá:
..." Mas a Beira era a Beira, era uma cidade, e eu tinha sido colocado numa pequena localidade, uma pequena vilória de nome Vila Pery, nome derivado de Pery de Linde, e para lá segui num comboio que parou nas estações do Dondo, Cafumpe, Vila Machado, Amatongas, em Gondóla, na tal Gondóla que deu tanta confusão quando perguntávamos pelas gôndolas que nunca existiram no Chiveve – apenas na nossa imaginação - e, por fim, Vila Pery, onde eu ia apear-me.  
Sabia que Vila Pery se situava num planalto, o Planalto do Chimoio, que tinha um clima estupendo, fresco no Inverno e não muito quente no Verão. Aquilo que nós chamamos de clima ameno. Que pena não ter praia! - disse para comigo. Já estava com saudades da cidade da Beira e ainda nem tinha chegado ao destino! Será que teria ficado encantado por ter bebido a água do Chiveve?
Esperava-me um carro do Quartel. A primeira impressão da vila foi de admiração, que fui confirmando à medida que a ia conhecendo melhor. Não era grande é certo, mas era diferente de todas as vilas de Portugal, pela modernidade da sua arquitetura. E, quanto a macacos a saltarem nas árvores, de certeza que os haveria naqueles matos que rodeavam a vila.    
Foto de António Cortez para o meu album particular. 
Vivendas de um ou dois pisos, com jardinzinhos. Ruas larguíssimas que não ficavam atrás das mais largas avenidas de Portugal. Vim a saber que os enormes jacarandás tinham vindo propositadamente do Brasil a pedido de um Beirense, quando em Vila Pery exerceu funções administrativas, o Sr. Oliveira da Silva, mais tarde Presidente da Associação Comercial da Beira.As suas flores lilás clarinho, quando caíam iam cobrindo os largos passeios com as suas belíssimas flores. Às vezes, com o vento, voavam qual bailarinas em pontas de pés e num rodopio musical atapetavam também o alcatrão da rua, que ficava alcatifado de lilás e, quando as pisávamos, faziam um som estrepitoso como se a vila estivesse em festa. Parecia um cenário de um belo filme, mas lembrei-me que são os artistas que fazem belos cenários a copiar a natureza mágica.
Recordei-me que em miúdo quando fui pela primeira vez a Lisboa, fiquei deslumbrado com as lojas ao longo das avenidas, com as luzes ao escurecer, mas não achei graça às ruas. Perguntei a minha mãe porque as tinham pintado de preto. Quando ela me respondeu que era alcatrão e que o “alcatrão era preto”, respondi-lhe que as ruas de Carregal do Sal, nossa terra, eram mais bonitas porque eram “forradas” com pedras de duas cores, bem clarinhas, que eram lavadas pela chuva e brilhavam quando lhes batia o sol.
É claro que pela resposta fui considerado quase um menino-prodígio. A história foi contada e recontada, à família, aos amigos dos meus pais, às criadas da nossa casa que por simpatia, a transmitiram a algumas pessoas de Travanca de S. Tomé e de Alvarelhos que vinham trabalhar no Solar de Cabriz ou na nossa lavoura. Estes, por sua vez, sentiram-se na obrigação de a transmitir a outras aldeias. Até agora nunca me preocupei em contar isto aos meus filhos ou netos, quando os tiver, porque com tanta gente conhecedora desta gracinha, de certeza que eles virão a tomar conhecimento. Será que nessa altura ainda terá alguma graça? Não será que a bem do progresso, as ruas de Carregal do Sal não serão também alcatroadas, “de alcatrão preto”, dentro de poucos anos.  
     Passaram-se alguns anos após o meu deslumbramento pelas luzes de Lisboa e o meu decepcionante olhar ao chão das suas ruas. Habituado agora a que as ruas das cidades fossem, no geral, alcatroadas, não me admirei que as ruas de Vila Pery fossem de “alcatrão preto”, mas as flores dos enormes jacarandás ao cair nas ruas suavizavam a cor do chão, e os jardins das vivendazinhas amenizavam a paisagem envolvente.  
     Ah, que se eu fosse dono do Mundo, as ruas seriam pintadas de cores garridas, às riscas, aos quadrados, às pintarolas! Pelo menos se um dia inventar histórias para os meus filhos e netos, as ruas serão assim.
     Com a minha profissão de médico terei tempo para inventar histórias para contar aos meus filhos? Talvez não tenha de me preocupar muito com isso, tive um avô que fez isso para mim, penso que todos os avós fazem o mesmo.
     Será que o meu pai terá alguma paciência para saber lidar com os netos? Mesmo contando que meu pai cumpra a sua obrigação afectiva com os meus filhos, terei de me preparar para inventar histórias para os meus netos, parece ser assim a teoria da nossa sociedade neste ano bendito de 1964: os pais dão o pão e a educação, os avós dão amor. Não, disse para comigo, um pouco irritado, ao lembrar-me da rigidez com que fui criado pelo meu pai. Ambos, pai e mãe, terão de dar educação e amor. Não pode o pai ter a tarefa de educar, nem a missão de amor é uma tarefa exclusiva da mãe. E o meu coração não pode deixar de cantar uma canção de amor: Obrigado Mãe pela sua generosidade, sinto muitas saudades suas"...........................................  
AUTORA : CELESTE CORTEZ. 

Envio contra pagamento se pedido através do email: celeste.cortez2010@gmail.com 
com a sua direção. No email deve por o título LIVRO - O MEU PECADO. 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

LIVRO DO COLETIVO DE ALUNOS A QUEM MINISTREI AULAS, NA UNIVERSIDADE DE SINTRA


MARCHAS POPULARES 2016

Marchas Populares 

     Marchas Populares de Lisboa remontam a 1932. Uma das mais antigas e crescentes tradições da cidade de Lisboa .
Em Lisboa já se realizavam marchas desde o século XVIII, diferentes das atuais.
     A data escolhida para as marchas desfilarem é a noite de 12 para 13 de Junho, dia de Santo António,  em cada ano, por Santo António ser o padroeiro de Lisboa. Os bairros tipicos da cidade demonstram coreografias com muita musica e cor. A Avenida da Liberdade é o local do desfile e fica cheia de lisboetas a torcer pelo seu bairro. Nesta noite ninguem se deita antes do sol raiar. É a festa magna de Lisboa. É a data em que é tradição comer-se naquela tarde, em Lisboa, ao ar livre,  sardinhas e vinho tinto. 

Às marchas juntaram-se, a partir de 1958, os Casamentos de Santo António. 
 








sábado, 4 de junho de 2016

LEITORES DÃO PARECER SOBRE ROMANCE "O MEU PECADO"

LEITORES DÃO PARECER SOBRE O ROMANCE "O MEU PECADO" da autora CELESTE CORTEZ (Portugal)


Na relação autora-admiradora, Sónia Amaral escreveu: 

O homem e o humano estão presentes na literatura narrativa atual é o que denuncia “O Meu Pecado”.
Através da sua leitura, conhecemos gentes felizes, lugares onde a memória Lusa esteve ancorada noutro tempo. Ali se capta o pitoresco da vida em tons reais e se transfigura o pecado no sentido Agostiniano. Detetamos o pecado e amamos o pecador.
“O Meu Pecado”transporta-nos para o plano trágico-moral, onde o conflito entre a religião e o destino humano acontece.
= Uma palavra só é rara quando encontra outra que a renova = (Colette), esse parece ser o compromisso da autora para com os seus leitores, onde a luz ou claridade não é só festa e alegria mas é aí que a angústia (irmã gémea da claridade) se insinua.
“O Meu Pecado” está recheado com aromas telúricos e a narrativa parece ser atravessada pela força do sol, da luz, da água, lugares onde a sensibilidade da escrita feminina adquirem beleza e delicadeza.

Votos de Inspiração Literária

Com amizade  Sónia Amaral.
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