terça-feira, 10 de junho de 2014

concurso de poesia da ALA "CAMÕES 1580-2014"

Já está online o regulamento do CONCURSO DE POESIA "CAMÕES 1580-2014", DESTINADO A ACADÉMICOS DE DIVERSAS ACADEMIAS PORTUGUESAS E ESTRANGEIRAS PARCEIRAS DA ALA - ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE PORTUGAL E TAMBÉM PARA ALGUMAS INSTITUIÇÕES CONVIDADAS. Ex: ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE POETAS, etc.    

Pode aceder através deste link 


  

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Africa - Moçambique

Esta coruja em vidro pintado, foi  feita para ofertar aos
dirigentes e professores da USCSAL - universidade sénior de
Carregal do Sal.
 Foi-me oferecida também a 7-6-2013 (festa de finalização do 2º. ano letivo, por ser a mentora e co-fundadora da mesma universidade. 
CORUJA

simbolo da inteligência, da sabedoria, do conhecimento, do mistério, da reflexão.


Na mitologia grega, a deusa da sabedoria, Athena, tinha a coruja como símbolo. A coruja, ave noturna, é tida pelos sábios gregos como simbolo da busca do conhecimento porque a noite é o momento para o pensamento filosófico e esta, enquanto outros animais dormem fica acordada, com os olhos arregalados, vigilante e atenta aos barulhos. Também por isso a coruja representa para diversas culturas, o conhecimento do oculto. 
Ela gira o pescoço até um angulo de 270º. graus para observar ao redor, ficando o resto do corpo sem movimento.

A coruja é escolhida como mascote dos escuteiros (escoteiros, grafia mais usada no Brasil)   e dos universitários dos cursos de Filosofia, de Pedagogia e de Letras. 

Petiçao pelo reconhecimento do papel social das Universidades Seniores.

Excelentíssima Senhora Presidente da Assembleia da RepúblicaAs Universidades e Academias Seniores (UTIs) portuguesas mobilizam diariamente 36.500 alunos com mais de 50 anos, 220 instituições, 4.200 professores voluntários e dezenas de dirigentes.
Vários estudos científicos e académicos indicam que a realização de actividades intelectualmente e socialmente estimulantes melhoram a qualidade de vida dos seniores e promovem um envelhecimento activo e saudável.
As UTIs são um esforço notável de cidadania activa por parte das organizações da sociedade civil e de algumas autarquias em prol da educação e formação ao longo da vida para os mais velhos.
Por todo o excelente e reconhecido trabalho que estas instituições fazem em Portugal, a Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS) e os abaixo signatários vêm por este meio requerer à V. Exa e à Assembleia da República que reconheça a existência das UTIs e o seu sucesso como modelo de envelhecimento activo e formação ao longo da vida.
Esta petição é proposta pela Associação Rede de Universidades da Terceira (RUTIS), Instituição de Utilidade Pública, com o NIF 509481990 e cumpre a Lei n.º 43/90 de 10 de Agosto do Exercício do Direito de Petição.

    segunda-feira, 2 de junho de 2014

    COMENTÁRIOS A LIVROS




    A autora só agora encontrou na net este importante apontamento: Um grupo de Castelo de Vide reuniu-se para comentar temas do seu livro "Mãe Preta".

    Ao grupo, a autora agradece reconhecida. 

    No passado domingo dia 8 de Dezembro de 2013, a Toca do Chocolate, em Castelo de Vide,  recebeu a tertúlia literária que colocou na mesa o livro “Mãe Preta”, de Celeste Cortez. 
    Neste encontro organizado pelo Grupo de Amigos de Castelo de Vide os presentes debateram os temas subjacentes na obra, desde a violência de que a mulher ainda é vítima às vivências nas antigas colónias portuguesas, mas também fizeram questão de evocar Nelson Mandela. 


    © Susana Serra/NCV

    sexta-feira, 30 de maio de 2014

          
    POETA - ANTÓNIO GONÇALVES DIAS – BRASIL 1823-1864 (41 anos)  

    Filho do comerciante português de Trás os Montes João Manuel Gonçalves Dias e de Vicência Ferreira, mestiça, tinha muito orgulho na sua ascendência:brancos, índios e negros. 
    Foi aluno de Direito em Coimbra a partir de 1840, tendo-se formado bacharel em direito.
    Gonçalves Dias foi colega dos principais escritores da primeira fase do Romantismo português, Alexandre Herculano, Almeida Garrett e António Feliciano de Castilho. Inspirado por essa convivência e a saudade da pátria, escreveu a "Canção do Exílio" - poema que se tornou tão célebre que alguns de seus versos são citados no Hino Nacional brasileiro, cuja letra é de Joaquim Osório Duque Estrada.

    É celebre o seu amor por uma moça branca, mas a família desta, com preconceitos raciais não permite o casamento. 

    Gonçalves Dias regressou ao Brasil e em 1849 foi nomeado professor de Latim e História. Depois de ter passado por cargos importantes, acaba por adoecer. Procura a cura em 1862-1863 nas termas de Vicky. Marienbad, Dresda, Koenigstein, Teplitz e Carlsbad. 
    1863 – 25 de outubro: Embarca em Bordéus para Lisboa, onde termina a tradução de A noiva de Messina, de Schiller.


    1864 – Fins de abril: Volta a Paris. Estações de cura em Aix-les-Bains, Allevard e Ems (maio, junho e julho).

    1864 – 10 setembro, embarca  no navio Ville de Boulogne. Piora em viagem e regressa ao Brasil a 3 de Novembro do mesmo ano.
    O barco em que seguia naufragou e Gonçalves Dias morre no seu camarote, nas costas do Maranhão.
    Canção do Exílio

    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá;
    As aves, que aqui gorjeiam,
    Não gorjeiam como lá.

    Nosso céu tem mais estrelas,
    Nossas várzeas têm mais flores,
    Nossos bosques têm mais vida,
    Nossa vida mais amores.

    Em cismar, sozinho, à noite,
    Mais prazer encontro eu lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

    Minha terra tem primores,
    Que tais não encontro eu cá;
    Em cismar — sozinho, à noite —
    Mais prazer encontro eu lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.
    Não permita Deus que eu morra,
    Sem que eu volte para lá;
    Sem que desfrute os primores
    Que não encontro por cá;
    Sem qu’inda aviste as palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.



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    quarta-feira, 28 de maio de 2014

    poema de CELESTE CORTEZ : MUANA

    MUANA (homenagem às macaiais de Moçambique:
    (crianças que tomavam conta de criancinhas) de Moçambique,
    Poema de Celeste Cortez
    Muana,
    pretinha,
    de cabelo carapinha,
    o menino branco vais embalar
    com ele brincando,
    praticando de mamã,
    teu amor vais dar


    Muana
    de olhinhos risonhos,
    de bata e avental
    levando pela mão,
    menino loirinho,
    para passear

    Cuidado muana:
    o menino não se pode sujar

    Muana
    que cresces sem juventude passar
    o corpo ondulas ao vento
    pensando na aldeia
    num batuque ao luar,
    histórias inventas para ao menino contar:

    Vês, menino,
    a lua, seus olhos olhando pr’a nós?
    se tu fazes maldades, ela chora,
    e as lágrimas caem em cima de nós

    O menino esfrega apressado,
    as mãos no seu fatinho,
    que se quer imaculado

    Muana
    limpa de repente,
    não vá nódoa deixar para alguém notar
    por que muana quer ser a melhor das mães
    e menino branco continuar a embalar e a amar

    Muana
    que cresceste sem juventude passar,
    o menino branco embalaste
    praticando de mamã
    teu amor foste dar
    o corpo ondulas ao vento
    sem pensar em batuques
    nem em noites de luar
    pensando na aldeia
    nos filhos que hás-de criar.

    1º.Prémio de Poesia 2010 – da Actis - Universidade
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