quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

amor humano nos romances de Celeste Cortez


ROMANCE MÃE PRETA: É um romance onde impera o amor humano, de mãos dadas com a cultura de um povo. Onde se fala nos batuques, nas marimbas, nos tambores, no lobolo, na arte de um povo, nas danças e ritos tribais. Nos embondeiros, nas acácias rúbras, nas mangas verdes com sal, nos caminhos de matope, nos mosquitos e nas pessoas que vivem nas aldeias sem luz. Nas palhotas, nos mineiros, nas noites de lua cheia quando os cocuanas e as mamanas contam histórias de macacos roubadores e de jacarés que vêm à margem para…
Onde se fala das barulhentas trovoadas de África, nas chuvas que estragam as colheitas e a vida do povo africano.E muito mais: No amor de uma preta que “tem de estar à altura” da civilização branca, por razões especiais.

 
Os romances de Celeste Cortez, autora deste blogue, "O Meu Pecado" e "Mãe Preta" encontram-se à venda
 
FNAC - CASCAISHOPPING
BERTRAND - em quase todas. Não havendo em stock, é favor encomendar.
APOLLO 70 LIVRARIAS - se não houver em stock, é favor deixar encomenda.
E em outras livrarias do país.
 
O preço variam levemente de livraria para livraria, mas em todas é menos de €uros 15,00 cada exemplar. 
 
O Meu Pecado - 400 páginas, capa a 4 cores;
Mãe Preta - 448 páginas, página a 4 cores;  
 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

ANO NOVO, VIDA NOVA

PROJECTOS 
Ano Novo, vida nova. Ando a ouvir dizer isto há um ror de anos. Todos os anos a frase se repete. Porquê? Boa pergunta!  É no início do ano, quando ele ainda está em embrião, que se costumam fazer projectos, dos mais acertados aos mais disparatados.
Com toda a honestidade, importa confessar que, ao recapitularmos as realizações que nos propusemos concretizar ao longo de cada ano, concluímos que nem todas foram cumpridas. Pior: uma grande parte delas finou-se pelo caminho. Mas essa é a lei da vida!
E até é desejável que assim seja. Porquê? Perguntarão os mais acelerados. Pois porque, por certo, fomos excessivamente ambiciosos ao projectá-las.

Os passarinhos também precisam de incubação para depois darem larga aos
seus pequenos e mais tarde grandes voos.
Se tivéssemos concretizado todos os projectos provavelmente isso ter-se-ia ficado a dever a pouca ambição nossa ou a uma indesejável acomodação á rotina instalada. Estaríamos então virtualmente realizados, meio caminho andado para a estagnação pessoal.

Felizmente o que acontece é que a vida de cada um de nós é constituída por uma série infinita de aspirações. Estabelecem-se metas, dão-se-lhes as necessárias prioridades, vão-se cumprindo umas, ajustam-se outras e, realisticamente, vão-se eliminando ainda outras tantas. E, tal como o piloto do navio que constantemente ajusta a rota, para dar margem às alterações dos ventos e das correntes, também a máquina humana tem de saber ajustar a rota que traçou e manter um nunca acabar de opções.
A nossa esperança é que cada projecto contribua para levar a barca humana a bom porto, no dia-a-dia da vida. E, quando chegar a vez de encostar ao cais, que saibamos sentir o prazer da viagem, com um mínimo de choques e raspões e com a consciência tranquila, certos de que procurámos contribuir para deixar o mundo melhor do que o encontrámos.

Não fiquemos pois desgostosos e frustrados por não darmos término a qualquer projecto do início do ano. Podemos renová-lo amanhã, no princípio de um novo dia, ou da próxima semana, ou do próximo mês...
Se dermos o necessário tempo de incubação a cada projecto que traçarmos e desfrutarmos a viagem, enquanto ela dura, provavelmente veremos os nossos objectivos alcançados. Assim, ficaremos livres para estabelecer novas metas, ainda mais ambiciosas. A esse processo chama-se crescimento. E coitado de quem pense que já cresceu tudo e que já sabe tudo!
E a gente fala para o ano, valeu? ***
                                          Carlos Brandão de Almeida
*** Este artigo deveria ter sido publicado no dia 31 de Dezembro de 2012, mas... era dia de festa, as ocupações eram tantas que nem deu tempo. Perdoem. Portanto quando o amigo Carlos Brandão de Almeida disse "E a gente fala para o ano, valeu?"... queria dizer: Falaremos em 2013. Dois mil e treze começou hoje. Portanto aguardem, o Carlos pode vir falar-nos um dia destes. Vamos aguardar. BOM ANO PARA TODOS deseja a Celeste Cortez

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

UMA GOTA FAZ A DIFERENÇA...




GOTA A GOTA

(artigo do nosso  amigo Carlos Brandão de Almeida publicado no dia 3 de Janeiro de 2012, mas que pela lição que encerra, é sempre atual).
Novo artigo de Carlos Brandão de Almeida a publicar no dia 1 de Janeiro de 2013.
 
Caro visitante volte sempre. Nós voltaremos também.
 
"Era um fim de tarde outonal, quente e húmido.

Observava, sentado sob a proteção dum providencial telhado, a terra seca e dura, esquartejada pelas fendas do sequeiro. Subitamente, das nuvens carregadas, começaram a cair pingos de chuva rapidamente absorvidos pela terra sequiosa. Progressivamente o aguaceiro tornou-se mais forte e fez jorrar um caudal abundante que saciou a terra ressequida.

              Absorto nos meus pensamentos metafísicos, pensei: “notável como as nuvens se preocupam com a terra e com ela compartilham a água que é afinal a génese da sua existência…”

            Contemplativo, deslumbrava-me esta singular ação de solidariedade.A terra necessitada, mas passível e imóvel. As nuvens, inquietas, procurando a terra e agindo na repartição da sua água, do seu ser, que, de imediato, se esvaía e abalava.

A solidariedade humana tem também esta matriz: começa por procurar alguém necessitado, alguém que sofre mas está passivo no desalento da solidão ou da miséria, esperando ajuda, agarrado à triste sorte da conformação. Então, age determinantemente, entregando-se num acto de solidariedade fraterna, para partilhar uma palavra de ânimo ou de esperança, para salvar, para amar.

A nuvem, ao repartir a sua água, desfez-se na terra, para mais tarde se refazer mais forte e mais feliz.

É o circuito da vida de quem se entrega ao serviço dos outros. A pessoa dá-se, sacrificando-se, desgastando-se, sem esperar recompensas e desaparece daqui e dacolá, submergindo no anonimato, no silêncio da humildade.

Mas volta, como volta a nuvem. E volta para agir de novo.

Este trajeto de amor é o segredo da felicidade de tanta gente. E assim milhares de filantropos anónimos repartem o seu amor com tantas vidas carentes e vazias.
               Sejamos nós também a nuvem providencial que, pingo a pingo, amenizará a dura existência dos necessitados".

 Carlos Brandão de Almeida

 

sábado, 29 de dezembro de 2012

FELIZ 2013

AOS VISITANTES deste blogue, 

Autora dos romances O Meu Pecado e Mãe Preta. 
 Desejo que o ANO 2013
lhes traga tudo de bom,
Que realizem os vossos bons sonhos,
Que tenham saúde 
Que sejam muito felizes.

VIVA 2013 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Jesus como qualquer criança - Poema

A TODOS DESEJO UM FELIZ NATAL
Com amizade dedico-vos este meu poema. 

JESUS COMO QUALQUER CRIANÇA,(ou Menino Jesus atual) de Celeste Cortez (Portugal). 
Inspirado no Poema “Menino Jesus”, de Alberto Caeiro/Fernando Pessoa

Numa longa noite sonhei
Um sonho lindo, como se fosse real
Vi Jesus Cristo descer à terra
Num raio de luz resplandecente
Tornado outra vez CRIANÇA ;
Desceu na serra mais alta do meu país (PORTUGAL);
                         Divertido rebolou-se pela encosta,
Ia cheirando as flores silvestres,
E ria alto de modo a dar nas vistas …

COMO QUALQUER CRIANÇA
 Veio viver com quem o quis receber.

                     É uma criança risonha e natural:
Limpa o nariz à manga da camisa,
pendura-se no corrimão da escada, 
                         Sobe às árvores, colhe a fruta, salta feliz, 
COMO QUALQUER CRIANÇA
Um dia vi-o andar de patins:
                         Foi impagável a cara que fez ao cair.
Esmurrou os joelhos e envergonhado… sorriu 
COMO QUALQUER CRIANÇA

Anda de bicicleta no bairro mais pobre,
                        E toca a campainha para chamar a atenção das outras crianças;
                        Riem alto partilhando as suas brincadeiras;
                        Dá-lhes do seu lanche que leva escondido dentro do coração;   
                        ELE ensinou-lhes um jogo limpo, pedindo-lhes que o praticassem 
                        para tornar o mundo melhor. 
A mim ensinou-me:
a olhar COM AMOR para as coisas,para os animais, para as pessoas;Aponta-me toda a beleza que há na natureza, 
Mostra-me como até as pedras são importantes 
e como as devemos amar
- Como se estivesse a falar de talentos.
Diz-me que as pedras mais pequeninas são tão importantes quanto as grandes; 
- Como se estivesse a falar de pessoas.
ELE dá-me a mão
E juntos vamos caminhando pela estrada dos homens
percorrendo os caminhos incertos da vida
Temos um acordo que se completa
como duas mãos entrelaçadas;
Ao anoitecer convido-o a sentar-se comigo na varanda da minha casa
                         Sem ninguém notar ELE vê as pessoas que passam
                        E seus olhos mudam: De felizes passam para tristes e da Sua Face deslizam  lágrimas que tenta esconder;
Para o animar, conto-lhe histórias de outras crianças
Ele ri com aquele riso maroto;
COMO QUALQUER CRIANÇA;
Depois conto-lhe histórias humanas:
- Tenho de lhas contar - 
ELE sorri porque tudo é incrível
                         Mas chora quando ouve falar das maldades dos homens
                         e das guerras da humanidade:
                         Porque ELE sabe que tudo isso falta ÀQUELA VERDADE
CANSADO, adormece.
COMO QUALQUER CRIANÇA




E eu levo-o ao colo para dentro de casa,
                         Como uma mãe levaria o seu filho;
                         Dispo-o e deito-o como faria qualquer Mãe . 

                         ELE dorme dentro da minha alma
                         Às vezes acorda de noite
                         E brinca com os meus sonhos:
                         Põe uns em cima dos outros
                         a dar-lhes prioridade;
                         Vira uns de pernas para o ar,
                         Batendo palmas quando os ameniza;
                         Sorri para o meu sono
                         Porque sabe que preciso de descansar
Quando eu morrer JESUS
Seja eu a criança,
Pega-me TU ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
Deita-me na tua cama.
                         Dá-me sonhos teus para eu brincar
                         Conta-me histórias tuas até que eu adormeça
E CONTIGO FICAREI  ETERNAMENTE.   
Celeste Cortez (Portugal), do livro "L. de E."
http://celestecortez.blogspot.com


domingo, 23 de dezembro de 2012

NATAL DE QUEM?


JOÃO COELHO DOS SANTOS, AUTOR.  


NATAL DE QUEM?*

Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.*

-- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!

- Está bem, eu sei!

- E as garrafas de vinho?

- Já vão a caminho!

- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?

- Não sei, não sei...*

Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:*

- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?*

Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.*
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!*

Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:*
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?*

Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:*
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?*

O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:*
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!*

Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:*

- Foi este o Natal de Jesus?!!!*
*

(João Coelho dos Santos
in Lágrima do Mar - 1996)
O meu mais belo poema de Natal

sábado, 22 de dezembro de 2012

NEVE - SERRA DA ESTRELA

Serra da Estrela

Maria de Lurdes Resende


Cai a neve das alturas
Que é um gosto a gente vê-la
Vede as serras que brancura
Mas em toda a sua alvura
A mais bela é a da estrela
Toda a serra resplandece
Na pureza da assucena
Mas à tarde o sol aquece
Quando a terra transparece
Mostra a pele de côr morena
Cobre-te a neve
Da côr dos sirios
E caindo ao de leve
Transforma-te em breve
Num manto de lírios
Lençol de linho
Que tens em suma
Ao cobrir-te o caminho
A brancura do arminho
Com rendas de espuma
Do nevão que tem caído
Seu vestido foi bordado
E tão branco é o tecido
Que nos lembra o seu vestido
Um vestido de noivado
Venham ver-lhe a formosura
Como é linda e sedutora
Toda ela neve pura
Por modéstia só procura
Ser serrana e ser pastora
Cobre-te a neve...
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