segunda-feira, 12 de setembro de 2016

EGAS MONIZ - QUAL DELES?

EGAS MONIZ -  QUAL DELES?
Egas Moniz de Riba Douro, dito «o Aio», nasceu no ano 1080 e faleceu em 1146, (um ano antes da conquista de Lisboa aos mouros) foi um rico-homem portucalense, da linhagem dos Riba Douro, uma das cinco grandes famílias do Entre-Douro-e-Minho condal do século XII, a quem Henrique de Borgonha, conde de Portucale confiou a educação do filho, Afonso Henriques, tarefa essa que lhe deu o cognome de AIO, pelo qual é conhecido.
História e lenda
O Condado Portucalense  era nominalmente dependente de Leão e Castela, então regidos pela Rainha D. Urraca. Por morte desta em 1127, sucede-lhe no trono Afonso VII, o qual adopta o título de imperador de toda a Hispânia, procurando a vassalagem dos demais reinos, incluindo entre eles também o Condado Portucalense, que há muito demonstrava tendências autonomistas.
Segundo tese recente de Armando de Almeida Fernandes D. Afonso Henriques terá nascido em Viseu em 5 de agosto de 1109 e não em Guimarães como se disse durante séculos.
 Em 1128, Afonso Henriques, foi feito chefe dos Barões, que temiam a influência galega sobre Portucale e, forçado a batalhar contra as forças de sua mãe, Teresa de Leão, vence-as nos campos de São Mamede e assume a liderança política do condado, desejando lutar pela independência do Condado e alargar as fronteiras.
O aio de D.Afonso Henriques, Egas Moniz, descalço e com um baraço ao pescoço, acompanhado da esposa e filhos, colocou ao dispor do imperador a sua vida e dos seus, como penhor do juramento de fidelidade do seu Rei .
Pouco depois, Afonso VII vai por cerco a Guimarães, então sede política do condado, e exige um juramento de vassalagem a seu primo Afonso Henriques; Egas Moniz; o aio de Afonso Henriques, que o criou desde os 3 anos de idade,  dirigiu-se ao imperador, comunicando-lhe que o primo aceitava a submissão.
C ontudo, depois de deslocar a sua capital para Coimbra (1131), Afonso Henriques sente-se com força para destruir os laços que o ligavam a Afonso VII; faz-lhe guerra e invade a Galiza, travando-se a batalha de Cerneja (1137), da qual saem vitoriosos os portucalenses.
Como Afonso Henriques não cumpriu o acordado por seu Aio, Egas Moniz, segundo reza a lenda, ao saber do sucedido, deslocou-se a Toledo, a capital imperial, descalço e com um baraço ao pescoço. Acompanhado da sua esposa e filhos, colocou ao dispor do imperador a sua vida e a dos seus, como penhor pela manutenção do juramento de fidelidade de nove anos antes. Diz-se que o imperador, comovido com tanta honra, o perdoou e mandou em paz de volta a Portucale.
Esta parte da vida de Egas Moniz, é recontada por Camões no Canto III dos Lusíadas (estrofes 35-40)
HOUVE OUTRO FAMOSO EGAS MONIZ EM PORTUGAL; que ganhou o prémio Nobel, homem justo, competente e bom, um político, cientista e académico (do livro Príncipes da Medicina, do professor  Mário Cordeiro).
História a contar brevemente.



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