sábado, 13 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
TEATRO - Arte de Talma
Por que é que ao teatro se chama ARTE DE TALMA?

O nome ficou para homenagear este grande ator francês.
O que se segue, foi copiado da Wikipédia com a devida vénia.
O nome ficou para homenagear este grande ator francês.
O que se segue, foi copiado da Wikipédia com a devida vénia.
François-Joseph Talma (Paris, 15 de janeiro de 1763 — 19 de Outubro de 1826) foi o mais prestigioso ator francês de sua época, sucedendo a Lekain.
Em 1776, vai para a Inglaterra ao encontro do pai que se tornou dentista em Londres. Porém seu futuro será na verdade influenciado mais pela descoberta do Teatro Elisabetano que pela profissão paterna. Na Inglaterra, apresenta-se como amador. Ao voltar para a França, em 1785, estabelece-se por algum tempo ainda como dentista.
Com a fundação da "École Royale de Déclamation" ("Escola Real de Declamação", em português), Talma abandona a profissão de dentista e aí se inscreve. Estréia na Comédie-Française em 1787 com as peças "Brutus" e "A Morte de Cesar" de Voltaire. À época do início da Revolução Francesa, Talma dá vida a "Carlos IX" de Marie-Joseph Chénier, que é um grande sucesso de público
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
TO LAUGH - THE POLISH DIVORCE
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
PSICOTERAPIA

Por ser definitavamente da área da Saúde Mental, a psicoterapia é a principal linha de tratamento para qualquer assunto referente à mente, para isso faz uso de métodos, técnicas e intervenções psicológicas cujo objetivos centrais são:
- restabelecer a qualidade de vida do paciente;
- equacionar os motivos da consulta (que variam desde pequenas dificuldades do dia-a-dia até mesmo grandes psicopatologias);
- desenvolver os padrões de funcionamento mental do indivíduo e de seus sistemas psíquicos (saúde orgânica, saúde mental, familiar, social, sexual, intelectual, financeiro, profissional, lazer e espiritual).
MORNAS DE CABO VERDE e o Poeta Eugénio Tavares
"MORNA" é o nome que designa, ao mesmo tempo, a dança e as canções típicas de Cabo Verde. Ritmo do baile, palavras e música das canções, são coisas inseparáveis. Não se trata, com efeito, duma dança acompanhada de palavras como qualquer outra. O facto do povo de Cabo Verde dançar a morna cantando (repare-se que não se trata duma dança de roda), indica, claramente, que, para ele, gestos, letra e melodia são formas indistintas do mesmo ritmo interior. Nunca, com efeito, a alma de um povo encontrou, tão perfeitamente, a sua expressão, numa única manifestação de arte. Cabo Verde não tem, de facto, mesmo em estado rudimentar, artes plásticas e decorativas que caracterizem a sua gente. Quanto à literatura e à música, todas as suas manifestações peculiares tomam a mesma forma. Pode afirmar-se, portanto, que a morna resume em si todos os sentimentos e condensa todas as aspirações artísticas dos cabo-verdianos." (*)
O iniciador da letra e música das Mornas, foi EUGÉNIO TAVARES.
EUGÉNIO TAVARES 1890-1930
Eugénio Tavares foi a figura cimeira da vida cultural, política e
social de Cabo Verde. Durante essas 3 décadas, ele dominou em todas as áreas a
cultura do seu povo tendo sido o seu maior interprete até aos nosso dias. A sua
vastissíma obra vai da poesia à música, da retórica à ficção, passando pelos
ensaios. , O poeta Corsino Fortes, poeta e antigo embaixador de Cabo Verde em
Portugal, a quem tive a honra de conhecer pessoalmente e com ele falar,
oferecendo-lhe o meu romance O Meu Pecado, em 28-01-2008, quando fui convidada
pelo IPL para o II Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, intitula
EUGÉNIO TAVARES de "Camões de Cabo Verde".
Eugénio Tavares dedicou-se à Poesia, Mornas em Letra e Música, Prosa e Jornalismo. Descendente de europeus, foi dos primeiros a proclamar que as gentes do arquipélago tinham direito a uma cultura diferenciada a uma expressão idiomática distinta, a uma identidade própria.
Eugénio Tavares dedicou-se à Poesia, Mornas em Letra e Música, Prosa e Jornalismo. Descendente de europeus, foi dos primeiros a proclamar que as gentes do arquipélago tinham direito a uma cultura diferenciada a uma expressão idiomática distinta, a uma identidade própria.
(*) José Osório de Oliveira* José Osório de Oliveira, intelectual português que viveu em Cabo Verde ao
tempo de Eugénio Tavares. Em vida, Eugénio entregou-lhe o manuscrito das "
Cantigas Crioulas" que, após a morte do Poeta, mandou publicar. O volume
foi publicado em Lisboa, na Livraria Rodrigues, em 1932.
MORNA – A voz da Alma Cabo-verdiana na Língua Crioula
Publico abaixo uma Morna: CANÇÃO
DO MAR (também conhecido por MAR ETERNO) (que cantámos no grupo Polifónico da
Actis-Universidade T.I.de Sintra) há dois ou três anos.
Canção ao Mar - Mar Eterno
Oh mar eterno sem fundo sem fim
Oh mar das túrbidas vagas oh! Mar
De ti e das bocas do mundo a mim
Só me vem dores e pragas, oh mar
Oh mar eterno sem fundo sem fim
Oh mar das túrbidas vagas oh! Mar
De ti e das bocas do mundo a mim
Só me vem dores e pragas, oh mar
Que mal te fiz oh mar, oh mar
Que ao ver-me pões-te a arfar, a arfar
Quebrando as ondas tuas
De encontro às rochas nuas
Que ao ver-me pões-te a arfar, a arfar
Quebrando as ondas tuas
De encontro às rochas nuas
Suspende a zanga um momento e escuta
A voz do meu sofrimento na luta
Que o amor ascende em meu peito desfeito
De tanto amar e penar, oh mar
A voz do meu sofrimento na luta
Que o amor ascende em meu peito desfeito
De tanto amar e penar, oh mar
Que até parece oh mar, oh mar
Um coração a arfar, a arfar
Em ondas pelas fráguas
Quebrando as suas mágoas
Um coração a arfar, a arfar
Em ondas pelas fráguas
Quebrando as suas mágoas
Dá-me notícias do meu amor
Que um dia os ventos do céu, oh dor
Os seus abraços furiosos, levaram
Os seus sorrisos invejosos roubaram
Que um dia os ventos do céu, oh dor
Os seus abraços furiosos, levaram
Os seus sorrisos invejosos roubaram
Não mais voltou ao lar, ao lar
Não mais o vi, oh mar
Mar fria sepultura
Desta minha alma escura
Não mais o vi, oh mar
Mar fria sepultura
Desta minha alma escura
Roubaste-me a luz querida do amor
E me deixaste sem vida no horror
Oh alma da tempestade amansa
E me deixaste sem vida no horror
Oh alma da tempestade amansa
Não me leves a saudade e a esperança
Que esta saudade é quem, é quem
Me ampara tão fiel, fiel
É como a doce mãe
Suavíssima e cruel
Nas mágoas desta aflição que agita
Meu infeliz coração, bendita!
Bendita seja a esperança que ainda
Lá me promete a bonança tão linda
Eugénio Tavares (Cabo Verde)
Que esta saudade é quem, é quem
Me ampara tão fiel, fiel
É como a doce mãe
Suavíssima e cruel
Nas mágoas desta aflição que agita
Meu infeliz coração, bendita!
Bendita seja a esperança que ainda
Lá me promete a bonança tão linda
Eugénio Tavares (Cabo Verde)
sábado, 6 de outubro de 2012
PINTURA EM PORCELANA - Conversa sobre Pintura em Porcelana - II (reeditado em 07-02-2015
Há um prato com este desenho, no Castelo da Pena, em Sintra, Portugal.
O prato exposto numa sala do Castelo da Pena, em Sintra, é liso. Este prato, além de não ser liso, como se pode verificar, também é muito mais difícil de desenhar e de pintar.
O prato do Castelo estará com mais beleza. Deve ter sido pintado por um grande artista, por um pintor célebre. Eu pinto como sei.
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Foto da internet do Castelo da Pena, em Sintra, Portugal onde se encontra um prato de porcelana, pintado, com o desenho doprato acima |
Compre porcelana, pinceis e tintas para pintar em porcelana (não é barato!) e comece a pintar. Tanto poderá pintar este género famosa "Companhia das Indias" como poderá fazer desenho livre.
Volte sempre. Eu voltarei também. Um abraço.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Quem parte deixa saúdades - 02-10-2012
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A bloguista autora dos romances "O Meu Pecado" e "Mãe Preta" |
QUEM PARTE DEIXA SAUDADES:
Há pessoas que passaram pela nossa vida, partiram e deixaram muitas saudades. Costumamos lembrar-nos delas e umas lágrimas brotam de nossos olhos. Recordamos a sua cara, o seu corpo, o seu modo de andar, as suas mãos. Se é uma amiga ou familiar do sexo feminino, recordamos até, parecendo vê-la vestida com certas roupas - com as que melhor lhe ficavam, recordamos um baton bonito ou por vezes parece que o seu perfume chega até nós.
Sucedeu em finais de 2010, ano em que faleceram 5 pessoas entre familiares e amigas. Ela a Maria, nome fitício, faleceu ainda muito jovem. Jovem de mais para sair do nosso convívio. A Maria tinha sofrido durante tantos anos, com uma doença grave, que só sua grande força conseguiu aguentar tantos anos. Até os médicos se admiravam de que ela conseguisse aguentar tanto sofrimento, durante tanto tempo. Penso que a Maria queria resolver certos problemas que sabia que iriam surgir, se ela não os deixasse resolvidos. E com a sua debil saúde, eles custaram a ficar resolvidos. Finalizados, ela partiu.
E porque eu a amava tanto como se ama uma irmã, foram-me oferecidas algumas roupas dela, novas, que estavam guardadas sem nunca ter usado, roupas maravilhosas, de bom corte, de bom tecido, de cores que eu gosto. Naturalmente que não há uma só vez que eu as use ou que olhe para elas penduradas no guarda-fatos (roupeiro,armário), que não pense nela. E surge quase sempre a lágrima ao canto do olho.
Eu poderei pensar que devo desfazer-me destas roupas para evitar tantas recordações. Mas sei que mesmo desfazendo-me delas, recordarei sempre a Maria. E sei que aceito bem a morte, que compreendo que a Maria não poderia estar mais tempo no seu sofrimento físico. O corpo sofre, tem limitações.
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Caminho que conduz à paz- Foto de Tó Cortez publicada nos sites Olhares e Reflexos |
Sei que a sua vida será noutras paragens. Ela encontrou o seu caminho e eu tenho de seguir o meu.
O meu coração diz-me que ela só pode estar num bom lugar, pelo bem que fez, pelo amor que espalhou na terra.
Apesar da minha saudade não a chamo para me ajudar diante das minhas dificuldades. Elas são as minhas dificuldades, para eu as resolver da melhor maneira que possa, embora possa dizer-lhe "se estivesses aqui poderíamos conversar sobre isto, mas estás num lugar em ascensão, deixa-te estar.
A sua partida deixou-me triste evidentemente, mas os que me rodeavam na terra, a família e os amigos, continuam a meu lado e são eles a minha prioridade. Chorei porque sou humana, mas não fiz drama, para que quem estivesse perto se sentisse que era melhor voltar noutra altura para falar comigo, ou para se sentir na obrigação de estar comigo por compaixão, porque tinha de me consolar. O consolo que me deram, aceitei-o, não o recusei porque o consolo da família e dos amigos é importante. Mas não passei a chorar no seu ombro, sobrecarregando-o.
Dizem que quem parte também fica com saudades nossas. Aceito, posso acreditar, mas tenho pena. Porque já sofreram neste mundo o suficiente e não deveriam sentir saudades das pessoas que ficam na terra. Deveriam gozar a nova vida, o amor de Deus, a benção do irmão Jesus e a companhia dos Anjos, em quem acredito.
Por isso, nos momentos de maior saudade, quando a lembrança de quem partiu, de quem amei e amo aflora, fazendo doer o coração, digo-lhe nas minhas recordações: Só podes estar bem, já que bem fizeste nesta terra. Nós por cá nos arranjaremos da melhor maneira. E até um dia amiga.
POST SCRIPTUM: Minha tia MARIA AUGUSTA CORTEZ DE CAMPOS SILVA, a última irmã de meu falecido pai, faleceu no Rio de Janeiro, no dia 30-09-2011. último dia do mês de Setembro, há 2 dias. Aqui deixo para ela um grande beijo de saudade. E de todos da família. Até qualquer dia tia.
Ao meu tio António Cortez de Campos Silva, e a sua esposa Lourdes Campos, seu irmão e cunhada e irmão e cunhada de meu falecido pai, os nossos sentidos pêsames.
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