sábado, 31 de julho de 2010

TOQUE DE SILENCIO - morreu um combatente

REQUIEM POR ANTONIO FEIO
- TOQUE DE SILENCIO - Morreu um combatente

 ANTONIO FEIO nasceu a 06-12-1954, em Lourenço Marques - Moçambique.
Aos 7 anos de idade, veio com a família para Portugal. Foram residir para Carcavelos. Em 1966, com 12 anos, entrou na sua primeira peça de teatro, no Teatro Experimental de Cascais.
ANTONIO FEIO foi actor e ensaiador. Alcançou o sucesso. Foi um vencedor, um grande HOMEM.
Um grande homem, não é apenas um produto dos seus próprios méritos, não basta para o formar um conjunto de qualidades, é também preciso um conjunto de circunstâncias. O sucesso não aparece por acaso, é preciso coragem, luta, determinação, estudo, abnegação, estar no lugar exacto na hora certa. E ele teve todas estas qualidades e as circunstâncias não faltaram.
ANTONIO FEIO faleceu a 29-07-2010, com 55 anos de idade, em Lisboa. 
Lutou durante mais de um ano contra um cancro no pâncreas. Travou com coragem e abnegação, com determinação, uma batalha contra um monstro sem medo, ávido de sangue, de mortandade, o pior dos monstros - o cancro - e o António Feio perdeu a batalha na terra, mas foi encontrar um espaço especial noutro lugar.
Por tudo isso, eu que sou uma desconhecida e que luto para que a minha mensagem seja aceite através dos meus romances e poesia, aqui lhe deixo a minha simples mas sentida homenagem, ouvindo dentro do meu coração a música TOQUE DE SILENCIO. Ouçam-na.

A música que conhecemos em português por TOQUE DE SILENCIO, tradução do inglês TOUCH OF SILENCE, é comovente, desperta emoções tristes. Quando a ouvimos, temos a certeza que estão a prestar homenagem a uma pessoa que embarcou no ultimo comboio sem bilhete de regresso.
É tocada nos funerais com honras militares, por ter sido tocada, em corneta, para celebrar a morte de um soldado, ou soldados. E mais tarde tocou-se sempre que se ganhava uma batalha. Até aos nossos dias, permanece a incerteza da sua origem e do seu autor ou autores.

Uma possibilidade:

1832 - MÉXICO - O General (nome comprido) conhecido por Antonio de Santa Anna, nascido em Vera Cruz a 21-02-1794, ao ganhar a Batalha del Alamo, pediu a um corneteiro do seu exercito que fizesse um hino, para ser ouvido de pé, com postura militar, dedicado aos soldados que tinham morrido naquela batalha. Este general foi presidente do México algumas vezes, uma das quais, como presidente liberal, em 1833. É reconhecido como ditador pelo seu mandato de presidente de 1841 a 1845. Foi para o exilio, de onde regressou em 1874, velho, meio cego e mutilado.
Na madrugada do seu regresso, dia do seu 80º. aniversário, à sua porta ouviu a música TOQUE DE SILENCIO. Era o velho corneteiro, (ignoramos seu nome, infelizmente), que tinha acompanhado o general nas suas batalhas, que veio para o saudar e lhe pedir ajuda, por ser pobre. O General não tendo possibilidade de o ajudar materialmente, ajudou-o oferecendo-lhe como residência a sua própria casa, onde ficaram os dois. O General faleceu em 21-06-1876, na Cidade do México.

Outra possibilidade:

1862 - AMÉRICA - nortistas e sulistas - O EXÉRCITO DA UNIÃO e o EXÉRCITO DA FEDERAÇÃO:
- Durante a guerra civil americana, o Capitão Robert Ellicombe do exército da UNIÃO, em plena batalha perto da Virginia, durante a noite, ouviu gemer um soldado que tinha caído, ferido. Não sabendo se era um soldado da União ou dos Confederados, mesmo assim, com o seu bondoso coração, avançou, rastejando, debaixo de fogo, pondo em risco a sua própria vida, para levar o soldado para ter cuidados médicos. Pegou-lhe ao colo, levou-o para o seu acampamento, e, atónito, viu que era o seu próprio filho, que, sem ele saber, se tinha alistado no exército dos Confederados, contra o seu.
Pediu aos seus superiores que lhe deixassem fazer o funeral com honras militares, com a banda de música do exército da União, já que seu filho estudava música no sul. Foi-lhe recusado o pedido, mas deixaram que ele escolhesse apenas um músico.
O Capitão Robert Ellicombe, escolheu um corneteiro, ( do qual ignoramos, infelizmente o nome), tendo-lhe pedido para acrescentar ao seu toque, notas musicais que encontrou num papel no bolso do fato militar do seu filho. Ficou assim composto o hino de dor e lágrimas TOQUE DE SILENCIO.

Por ti ANTONIO FEIO, investiguei, resumi, estas histórias ou lendas do TOQUE DE SILENCIO.
Permanece desconhecido o nome do compositor. Também para mim - para todos nós - permanece desconhecida a razão porque, apesar de tanto teres lutado, não teres conseguido vencer o monstro do cancro.
Celeste Cortez - 31-07-2010

facebook: Celeste Cortez

sexta-feira, 30 de julho de 2010

CAPA DE BLOGUE - CELESTE CORTEZ - autora


Celeste Cortez - autora de romances e poesia

Romances:

O MEU PECADO 
- 1ª. edição Agosto/2007 - ISBN 978 - 989 - 200 757 - 1
- 2ª. edição em Outubro de 2011;

MÃE PRETA
- 1ª. edição Setembro de 2011;

N. P. - a publicar

POESIA:
L. de E. - a publicar
L. de S. - a publicar

VÍDEOS -recital de poesia - Ver no youtube em ALA - ACADEMIA DE LETRAS E ARTES
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FELIZ ANO NOVO



Os meus sentimentos passados para o papel, com agradecimentos pelo ano finalizado.
Vem ANO NOVO trazer a paz
E também montanhas de amor
Para distribuir pelas crianças
Que não têm pai, mãe ou família,
Nem recebem beijos e abraços com calor


Vem ANO NOVO trazer amigos e alegria
Para os que vivem na solidão,
Aos doentes alívio para as dores
E um verdadeiro lar confortável
Para quem não tem comida, não tem pão
Vem ANO NOVO trazer abraços para os velhinhos
Juntando-lhe o calor do amor humano
Distribui a esperança pelos desesperados
E empregos para os que desejam trabalhar
Para uma vida digna poderem iniciar/continuar


Vem ANO NOVO trazer a realização dos bons sonhos,
Àqueles que se esforçam para os realizar,
Vem, com toda a força das promessas
Dizer que não é utopia nem sonho
A guerra para sempre terminar


Vem ANO NOVO leva a notícia aos soldados
Que as armas foram substituídas
Pela ternura dos beijos das namoradas,
Pelos xi-coração dos filhinhos amados,
Pelos abraços da família querida

Vem ANO NOVO.
Celeste Cortez

Quem parte deixa saúdades


Reeditado a 13-02-2015, no dia em que farias 70 anos de idade. 

QUEM PARTE DEIXA SAÚDADES:

Fernando de Almeida Campos - Carregal do Sal - 13-02-1945 - Coimbra 02-03-2004. Viveu na Beira, Moçambique de 23-06-1950 a Dezembro de 1976. Trabalhou nos escritórios dos Serviços de Electricidade e como despachante na Cory,Mann George. Fez a tropa em Lourenço Marques e em Nampula.
Foi sócio do Salinas, em Carregal do Sal. Iniciou com sua sobrinha Sami a empresa Saliartes Molduras e Decorações, onde trabalhou até à sua ida para os hospitais. Casou na Aguieira, Canas de Senhorim a 27-10-1985.

Nasceu um bebé especial:
1945 – Já passa da meia noite. Começou o dia 13 de Fevereiro. É dia de Carnaval. É o dia das comadres, festa que é realizada na terça-feira de Carnaval, cuja data se perde no tempo. Há alegria em Alvarelhos - Oliveira do Conde, concelho de Carregal do Sal

Há alegria sem igual, naquela terra, no dia de Carnaval, nasceu o Fernandinho.
1 - Fernando,Celeste,Nelson, na praia da Beira
2 - Fernando, Nelson, Celeste, em Alvarelhos (?)
3 - Fernando, Mamã, Nelson, no dia da chegada à Beira.
Bebé lindo, rosadinho. Sua irmã pensou que era um boneco deitado ao lado da sua mamã. E o seu irmão Nelson, de 2 anitos, o que teria pensado? Olha um "bneco". "Vem, vê o bneco, é tão indo, indo, indo, tem cabelos e tem mãos queninas, muto queninas"…
Da direita para a esquerda: Nelson, Celeste e Fernando

      Os anos foram passando, nem sempre bons, nem sempre alegres. 
     Não era o que merecias Fernando, alma boa, coração puro, que deixavas dormir no teu carro um pobre desgraçado, fingindo esqueceres a porta aberta. E quantos actos de amor ao próximo,  feitos com toda a tua simplicidade, sem quereres que fossem notados. O amor saía espontâneo, estava dentro de ti, desde sempre. Por onde passaste, não fizeste fortuna, mas espalhaste amor com generosidade, o teu sorriso tímido conseguia atrair quem precisava de calor humano, a tua palavra simples consolava quem sofria.
     Sofreste neste mundo ingrato. Mesmo sem quereres, os teus olhos marejaram-se de lágrimas, muitas vezes. Qual Nosso Senhor dos Passos com a Cruz às costas, também levaste a Cruz ao Calvário. Só que esqueceste que Aquele Cristo que transportava uma cruz, sem a merecer, ia sempre de pé atrás. Tu que eras inteligente, não aprendeste a lição Fernando.
Como era o teu jeito, sofreste com resignação a longa e difícil etapa dum maldito cancro, que se disseminou rapidamente por todo o corpo. Não, não pode ter sido assim tão rápidamente, mas era tão grande a tua capacidade de aceitar tudo, que foste sofrendo as dores, as metamorfoses do corpo. Foi a ultima cruz antes de partires, que aceitaste com resignação, sorrindo quando te apetecia gritar. E que pesada deve ter sido essa cruz.
 2011 - Dia 13 de Fevereiro. Hoje farias 66 anos. Nem quero acreditar que, apesar da saudade, depressa se passaram quase sete anos que partiste… Foi numa manhã cedinho, 02 de Março de 2004. Estavas desde o dia 31 de Janeiro nos cuidados paliativos do IPO de Coimbra.
     Foi errado partires tão cedo, tão novo ainda, fizeste os 59 anos na secção dos cuidados paliativos. Poderias ter vivido mais. Foi também errado teres partido no dia do aniversário da tua sobrinha querida (Sami). Sobrinha querida, disse eu. Qual das sobrinhas não te era querida? Mesmo as sobrinhas que não eram do teu sangue, familiares da tua mulher, tu amavas com respeito e carinho. Nos cuidados paliativos enchia-se o teu quarto aos fins de semana, com pessoas vindas das terras por onde passaste em vida, gente de todas as camadas sociais, de todos os níveis. Era assim Fernando que gostavas: de juntar pessoas, porque a todas amavas, da mesma maneira, com o mesmo grau de amizade, sem te preocupares se eram doutores ou analfabetos, se eram gente importante ou gente humilde. 
Não, não esteve certo que partisses tão novo, não.
Só esteve certo os beijinhos que me deste, debruçando-te com dificuldade na cama que ocupavas havia mais de um mês, quando, me despedi para voltar para casa, para trocar de roupa, prometendo regressar no dia seguinte.
Tu sabias que seriam os últimos beijos que um irmão amigo dava à sua irmã querida. Eu também adivinhei que seriam os últimos. Sem palavras compreendemo-nos.
Apesar do sofrimento que nos roía por dentro, cada um de nós sorriu. Eu prometi voltar no comboio pendular na manhã seguinte. Não respondeste. Palavras para quê? Tu sabias. Voltei a prometer que voltaria no dia seguinte, no comboio. Mais uma vez ficaria perto de ti, passaria a tarde contigo, e, à noite, numa cama ao lado da tua, fingiria que dormia, mas ficaria alerta para te ouvir respirar e, ouviria, mais vezes, que chamavas com uma voz doce, maviosa: Mãe...Mãe. E quando olhava com a claridade da lampada de presença, via-te olhar para longe, de certeza para o Céu a repetires documente: Mãe, Mãe. E ficavas numa atitude contemplativa.
Eu sei, não precisei perguntar-te - não quis interromper-te - que falavas com a Mãe do Céu, porque a mãe que tivémos na terra, chamavamos de "mamã".
        Fernando, não podias esperar até que eu chegasse? Tens razão: não se diz adeus aos que amamos… estaremos sempre com eles.

Hoje telefonei-te a dar os parabéns logo que passou um segundo da meia noite. Dia 13 de Fevereiro, o dia dos teus anos. E tu disseste-me num sorriso: ainda bem que não fizeste um bolo, aqui tenho uma festa com a família, amigos e conhecidos, com toda a gente, porque eu gosto de toda a gente. Sempre gostei. Os Anjos vestiram as suas melhores roupas para nos apresentarem esta festa. O bolo está muito bom.
- Claro Fernando, o bolo que no Céu fizeram para ti, tinha de ser muito bom, tu mereces tudo de bom. Sempre mereceste. Estás todo bonito para a festa Fernando. Mas são horas de desligar. Ligarei de vez em quando, falarei contigo, como de costume, mentalmente, em pensamento. Adeus Fernando, aquele abraço cheio de carinho da tua irmã sempre amiga. Celeste 

Na tropa, em Moçambique - Fernando, de pé, ao lado do militar fardado de cor clara. O Fernando sorridente.

CÃO AMIGO DO HOMEM - O MOPPY



A todas as pessoas que perderam os seus amigos animais, com um sentido abraço do tamanho do abraço que eu preciso neste momento, enquanto escrevo este artigo e as lágrimas caem em cascata,  imediatamente depois do Moppy nos ter dito adeus. 
Portugal -  22-02-2009 - (entre as 12,30 e as 13 horas).

Num domingo, dia de sol, fresco e agradável, o Moppy deixou beijinhos para todos.
Se eu fosse capaz de ler a mente do nosso cão, do nosso Moppy, hoje dia 22 de Fevereiro de 2009, entre o meio dia e meia hora e a uma hora, sei que ele teria deixado beijinhos para todos.
Não levou rancores, nem ódios, nem tristezas, nem mágoas. Partiu com saudades, sabendo que as deixou também.
Ultimamente andava muito cansado, e dizia para si:
Como é possível ter sido tão alegre, brincalhão, ter corrido como uma gazela atravessando o jardim de Primrose e da Quinta do Conde... e agora custar-me tanto a andar! A velhice é muito triste, venha um cientista para modificar estas coisas desagradáveis. Até pode ser a Nadine e a Karina a começarem o projecto, o Michael, a Tania, o Roberto e o Nicholas todos ajudarão no projecto... Deixo-lhes o meu Bem-Haja amigos, sejam felizes. Mesmo que o projecto não resulte, foi apenas uma lembrança... quem sabe, um dia a velhice deixa de ter doenças!!!

Ainda me lembro do tempo em que apanhei carraças deixadas de outros cães.Aquela carraça única, que apanhei no enorme Parque perto de Bedfordview, em Joanesburgo, onde, pequenino, pequenino, andei a correr pela alegria que senti de andar à solta. Até me fez febre. Ou aquelas que apanhei na relva do jardim da vivenda dos avós, na 1ª.vez que fomos conhecer a casa e o jardim, na Quinta do Conde e que a Tania no carro, disse serem "coisinhas pretas a passearem"! E das pulgas que apanhava na rua quando ia passear! E a vóvó tinha de me dar banho com um champôo especial - e eu que tinha medo de ficar na banheira que me parecia uma piscina!...
Tenho até saudades de me coçar!... Quando deixamos de ter essas coisas, é mau sinal, estamos na velhice.
Usar fraldas como os bébés, faz confusão, mas depois de me habituar, já pedia para não me deixarem sem ela, nunca quiz dar trabalho ao vôvô e à vóvó nas limpezas da casa, não só porque sempre fui asseadinho como também porque gostei sempre muito deles. Não lhes queria dar trabalho. Que saudades tenho da galinha cozida, apesar de saber que só quando comecei a envelhecer é que tive direito a ela, porque as bolinhas rijas me faziam doer os dentes. Obrigado ao avô e à avó, que estavam sempre preocupados e tentaram o seu melhor para eu não sofrer.

Agora para sair da cama, dou um gritinho, porque as artroses fazem doer. Levanta-se o avô a resmungar - mas eu sei que é feitio, porque ele gosta muito de mim - obrigado avô pelo teu incondicional amor, mas não rezes esse tipo de "quechatice", a avó fica triste. Levanta-se a avó que me acompanha até à água, me faz andar, devagar, devagarinho, pondo uma mão de cada lado do meu corpo para eu não cair, mas estimula-se a andar, porque é um bom exercício para as pernas. Depois muda-me a fralda, deita-me, tapa-me por causa do frio. Tudo como o avô faz, afinal! Mas, sem resmungar. Realmente as mulheres são mais pacientes! Obrigada avó pelo teu amor paciente.
Cada vez mais me custa ir beber água, que está num recipiente inox, entalado entre o fogão e a parede para eu me sentir seguro e não a entornar, pouco distante da minha cama, mas nos ultimos dias parece que as pernas de trás se juntam, e eu faço um enorme esforço para não cair. Ultimamente caí algumas vezes, e, se estava sózinho levava algum tempo para me levantar... ou... achava que tinha preguiça e deixava-me ficar por ali. Eu sabia, sim eu sempre soube, que a minha avó ou o meu avô chegariam a qualquer momento para me darem uma mãozinha com o seu amor.
Eles diziam-me que não me davam nada que eu não merecesse, porque eu também tinha sempre sido amigo deles. Que me queriam retribuir todos os meus beijinhos, todos os meus carinhos, que eu tinha sido o cão mais inteligente do mundo. Disseram-me que eles agora eram a minha bengala, que me encostasse sem receio, que suportariam o meu peso até ao fim. Sei que se eu pesasse cem quilos, eles aguentariam, porque o amor faz milagres. Mas infelizmente para eles e para mim, o meu peso há 10 dias atrás, na penultima vez que fui à veterinária, era de pouco mais de 5 quilos.Para quem chegou a pesar 10 e teve de se habituar a ir comendo menos para não engordar... Fiquei depois com 8 quilos... parecia um manequim quando passeava com os meus fatos, muito bonitos, e ficava melhor ainda com o meu pelo tão bonito e lustroso.
Hoje, quando os meus avós me levaram e me deixaram pela ultima vez na veterinária, quando esta quis mostrar a sua sabedoria (pensa ela) e disse que eu, quando andava às voltinhas poderia ser um sintoma de tumor na cabeça, quando a avó sabe perfeitamente que é para eu saber o caminho que piso porque sempre gostei de andar por bons caminhos, a minha avó, antes de me pôr no colinho amigo do veterinário mais forte que se vê que tem muito amor aos cãezinhos desde pequenino, a minha avó... com a cara molhada ...sem que eu notasse que estava a chover lá fora... apertou-me tanto, que eu ouvi o seu coração a dizer ao meu: Amo-te Moppy, amei-te sempre. O meu coração, também já muito débil, respondeu-lhe: Também te amei sempre vóvó,a ti e a todos, e quero que fiques contente com o que te vou dizer:
- Agora que já sou crescidinho (nasci a 15-10-1991, quase 18 anos de canídeo é uma boa idade), embora pareça ter mirrado, decidi ir viver num jardim enorme cheio de relva e flores, árvores que filtram um sol radioso e de boa temperatura, com casinhas de cores onde repousaremos de noite, baloiços, carrinhos de corridas, lagos e fontes com água fresca, uma paisagem paradisiaca, que eu diria mais uma paisagem céudisiaca, um lugar onde não há dores, nem mesmo de dentes, nem cães cegos - e eu que sei bem o que é ser cego - nem cães com problemas de respiração, os ossos não doem, onde as artroses fazem parte do passado, nem tumores na cabeça nem na barriga, as pernas são sempre fortes e ágeis, nada há que possa atrapalhar-me para dar uma boa corrida como eu dava nos parques, para ir ver uns cãezinhos pequeninos, pequeninos como eu era, que eu estou a ver a correrem felizes para mim. Ah, são os cães da Nikki, os meus sete filhinhos. Lá vem ela atrás, toda pachorrenta. Lembram-se como ela era? Continua pachorrenta, a minha querida mulher. Resta-me a consolação de ao abraçá-la lhe poder dizer: Fui-te sempre fiel, desde o dia em que nasci. Tu foste a única mulher por quem me apaixonei. A tua beleza, Nikki, fez de mim o marido mais feliz do mundo.
E neste lugar que é destinado aos cães que foram toda a vida bons como eu e a Nikki, acompanhados por dois dos nossos filhos e esperando um dia os outros, aqui neste céu dos cãezinhos onde temos de viver para sermos sempre lindos e saudáveis, nunca nos esqueceremos de vós, não nos esqueceremos de todos os humanos que foram nossos amigos (e nós esquecemos as maldadezitas, não se preocupem, aqueles pontapézitos das crianças ), estamos a mandar -vos um lindo ramo das flores belas que aqui há, flores naturais que nunca secam e cheiram sempre bem, estamos a atirar-vos com a nossa patinha no ar... milhões de beijinhos e a dizer-vos Obrigado, obrigada, até sempre.
Céu dos cãezinhos, 22-2-2009 à tarde.
assinado: Moppy Silvestre Papadimitriou, Nikki e filhos

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O SER HUMANO



O ser humano, não é apenas um conjunto dos seus próprios méritos.
Não basta para o formar, um conjunto de qualidades, é também preciso, um conjunto de circunstâncias.Vejamos:

  • O jogador Cristiano Ronaldo não tivesse tido a oportunidade para vir da Madeira para o Continente, não teria, provavelmente, passado de um simples jogador de um pequeno clube. Talvez nem tivesse passado de jogador juvenil;
  • se não tivesse havido a Revolução Francesa, Napoleão não teria passado de um pequeno oficial de um regimento da Província.
  • Quando e quantos exemplos poderiamos dar, para ilustrar esta opinião.

Por isso, quando o ser humano tem qualidades, é preciso reconhecer essas qualidades e apoiá-lo sempre que necessário.





segunda-feira, 26 de julho de 2010

O QUE ME DÁ ALENTO PARA CONTINUAR - III -


o que me dá alento para continuar... são as vossas palavras.


Agradeço do fundo do meu coração, Celeste Cortez
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