segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
PRÉMIO - ABC
Logo no início do ano 2012!
Comecei o blogue há mais ou menos dois anos. Para quem começou sem nunca ter visto como se fazia um blogue, como se colocavam os artigos, mal sabendo de internet, foi uma aventura.
Tinha pedido a um sobrinho que me iniciasse um blogue. Fê-lo e estou-lhe grata por isso. No entanto, quando quis publicar, não consegui que o artigo ficasse ali - esquecia-me de "clicar" em alguma coisa. Depois um dia, aconteceu encontrar uma frase em que dizia: "Do you want to start a blog? It's simple". E eu, começava e voltava a apagar. Porquê? Por que, por que... eles escreviam esta palavra: "Your account". Conta? Se tenho de ter conta, pensei, tenho de pagar. Pagar para ter um blogue? Não pode ser. O dinheiro é preciso para outras coisas mais importantes na vida.
E fui pedindo a uma neta, uma vez, duas, três... sei lá. Ela é professora de ginástica, trabalha em escolas e ainda dá treinos a atletas para competição, o tempo nem lhe chega, quanto mais fazer um blogue para a avó. Será que a avó vai perceber alguma coisa? Uma kota! Nã! Mas a Tânia acabou por vir, sempre a correr como é costume: avó, tem de ser depressa, tenho de às x horas estar ali com umas amigas, tenho de às x horas estar nos treinos, tenho de...
E a Tânia ia a começar o blogue. Perguntou-me: que nome queres pôr? E foi perguntando. E disse-me estupefacta: Avó, mas tu já tens um blogue! Claro, eu sei, é o blogue que me fez o meu sobrinho Jorge Cortez.
- Não avó, este é blogspot e o do Jorge é.....
- Não avó, este é blogspot e o do Jorge é.....
- Ahn! Como é possível? Ó Tânia, mas "eles" pediram-me para pagar e eu pensei que tinha feito o necessário para desistir. E agora? Tenho de pagar?
- Pagar avó? Pagar o quê?
- Ó Tânia, mas...
- Avó... ouviste o que te disse? Tens o blogue aberto, tens um blogue que "tu" fizeste.
- Eu? A sério? Xi! Afinal sou capaz como as outras pessoas!
Que parvoíce estarmos sempre convencidos que não sabemos!
Que parvoíce estarmos sempre convencidos que não sabemos!
O Meu blogue teve algumas alterações para melhor. Tive um anjo na terra que me deu uns conselhos à distância de milhentos quilómetros, da Australásia para a Europa! Ajudou-me a por o tradutor, as cores. E quando alguma coisa "desaparece" como por encanto, esse anjo torna-se "mágico", acaba por encontrar tudo.
Até agora, - mas a partir apenas de 15 de Julho de 2010 - o blogue Letras à solta teve cerca de 9.500 visitas, quando instalei o "flag counter", que considero verdadeiro na contagem, embora me intrigue como podem pessoas do Libano e de outros países, interessarem-se por um blogue como o meu. Sei que tem tradutor, mas...visitantes de 36 (trinta e seis) países!!!!!
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Bandeiras dos países vitiantes Obrigada a todos os que visitaram o meu blogue O blogue tem tradutor para diversas línguas. |
Não tenho direito a um prémio? Claro que tenho. Se vocês soubessem como é difícil pôr as fotos nos artigos! Elas fogem, caem,dançam umas com as outras, fazem exercício e obrigam-me a fazer. Pura e simplesmente fazem-me caretas e desaparecem!!!!!
- Que falta de jeito, Celeste, que falta de jeito, responderão os que sabem tudo.
- Que falta de jeito, Celeste, que falta de jeito, responderão os que sabem tudo.
- Eu, minhas amigas e meus amigos, passo horas à volta do blogue. Mas por fim... ufa, acabei por hoje. Amanhã farei mais.
UM PRÉMIO! Um prémio. Não me digam que não o mereço. Não são milhões nem tostões, é um troféu que nem sequer se recebe. Apenas uma menção em outros blogues. Recompensa de tantas horas a trabalhar afincadamente. Eu não nasci na era da internet, na era dos emails, na era do facebook, na era dos computadores sequer. Mas, mal ou bem, melhor ou pior, vou fazendo o que posso e o (pouco) que sei. E as fotos são 99º. minhas, na maioria oferecidas pelo meu marido, que tem este hobby de fotografar para colocar no site Olhares e no site Reflexos!
UM PRÉMIO! Um prémio. Não me digam que não o mereço. Não são milhões nem tostões, é um troféu que nem sequer se recebe. Apenas uma menção em outros blogues. Recompensa de tantas horas a trabalhar afincadamente. Eu não nasci na era da internet, na era dos emails, na era do facebook, na era dos computadores sequer. Mas, mal ou bem, melhor ou pior, vou fazendo o que posso e o (pouco) que sei. E as fotos são 99º. minhas, na maioria oferecidas pelo meu marido, que tem este hobby de fotografar para colocar no site Olhares e no site Reflexos!
Há quem diga que sei muito. Obrigada pela gentileza e generosidade.
Quero continuar. Prometo melhorar. Espero que continuem a visitar o meu blogue LETRAS À SOLTA - http://celestecortez.blogspot.com/
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
CUIDADO: COMPRAS PELA INTERNET
Repasso através deste blogue porque atinge mais pessoas. A informação fica sempre disponível.
Diferença entre http:// e https://
É muito importante, para todos que usam, navegam e compram pela INTERNET. Principalmente, para os que passam os seus números de cartões de crédito, para comprar algo!.
IMPORTANTE!!!
Eis aqui um conselho válido, que talvez muita gente não saiba ...
Pois é, a diferença existe... e é simplesmente a nossa segurança!
O "s" = secure = segurança.
A sigla http quer dizer "Hyper Text Transport Protocol", que é a linguagem para troca de informação entre servidores e clientes da rede.
O que é importante, e o que marca a diferença, é a letra "s" que é a abreviatura de "Secure"! O "s" indica que os dados inseridos serão criptografados e não poderão ser interceptados.
Ao visitar uma página na web, observe se começa por: http://. Isto significa que essa página se comunica numa linguagem normal, mas sem segurança!
ATENÇÃO = Não se deve dar o número do cartão de crédito através de uma página/site começada APENAS por http:// ...!!!
Se começar por https:// , significa que o computador está conectado a uma página que se corresponde numa linguagem codificada e segura, à prova de espiões!!!
Você sabia disso? Repasse também para seus amigos...
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
ÁRVORE DE INVERNO
Quem pode dizer que uma árvore é feia no inverno?
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Arvore de inverno. Foto tirada por ToCortez para os sites OLHARES e REFLEXOS. Respeite os direitos de autor |
Pessoalmente acho-as fascinantes. Aqueles galhos esticados para o alto, como que a agradecerem aos Céus as bençãos que receberam: os frutos que saciaram a fome e a saúde de tanta gente, a sombra que protegeu o trabalhador que precisou de se abrigar do sol, o viandante que debaixo dos seus ramos procurou descanso.
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Esta árvore e a de cima é a mesma, foto tirada em dias diferentes e de angulos diferentes Foto de Tó Cortez, para OLHARES e REFLEXOS. Respeite os direitos de autor |
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Pinheiros em frente ao mar, no inverno Foto de TóCortez para os sites OLHARES e REFLEXOS Respeite os direitos de autor |
Bendita sejas árvore de inverno, que floriste na primavera, deste fruto no verão, mudaste a cor das folhas no outono passando por tons extraordinários como os encarniçados, bronzes, dourados, e que ficaste de "mãos" guias estendidas para o Céu no inverno, sem te preocupares com o gelo que te queima a seiva.
Arvore que também foste mãe, bendita sejas.
Arvore que também foste mãe, bendita sejas.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
PAI - em homenagem ao meu

Tudo isto, papá, ao seu retrato pertence:
Carácter, sentido do dever, simplicidade
Amor ao próximo, bondade, humildade,
Lealdade, justiça, honestidade
Papá deixou-me saudades. Sinto-as sempre, mas neste dia revivem e fazem sangrar o meu coração. A única maneira que encontrei de matar essas saudades, é recordá-lo. Recordá-lo pelo facto de nunca me ter batido, nem quando eu era pequena para me educar, dizia as palavras certas na hora exata e era o suficiente para me educar. Recordá-lo quando fez de meu professor pela falta de meios para continuar a manter-me no Colégio das Freiras, que era caro para o seu bolso de funcionário público honesto, com três filhos para criar. E que bem sabia ensinar - exigente é certo com os meus resultados. Semanalmente eu tinha de enviar os exercícios para a Escola Comercial Portuguesa, na Rua do Arsenal, nº.54 - 3º. esquerdo, Lisboa - Portugal. (Já não existe!) Já se encontrava em Lisboa quando fiz o liceu nocturno, com três filhas já crescidotas e duas também no Liceu. Como teria ficado feliz se tivesse estado a meu lado quando fui estudando mais e mais num país estrangeiro. Recordo-o como poeta, escritor, embora pela sua simplicidade nada tenha publicado em livros. Escrevia para um jornal de Portugal e não tenho os seus escritos. Fez letras para o teatro e ranchos folclóricos - isso é ser letrista, isso é ser poeta. Só conheço algumas porque se as trouxe consigo para Portugal não pensei nisso quando deixei a casa com outras pessoas. Os papeis "andavam por ali" e não pensei guardá-los. Recordo-o como ensaiador de teatro e ranchos folclóricos, primeiro ainda muito jovem - eu era pequena - em Portugal, depois em África no Actor Eduardo Brazão e no Solão dos Beirões. Recordo-o mais tarde como meu chefe - exigente, exigindo que o meu trabalho fosse mais eficiente do que das demais colegas. Grande ensinamento, grande aprendizagem para a vida.Recordo as vezes que fui consigo à cadeia da Beira, visitar os presos. Não lhes levava só biscoitos feitos pela mamã, levava-lhe também algumas revistas, jornais e livros! Recordo, recordo como era bom para todos nós e como fazia o bem sem olhar a quem, e como fazia tudo sem dar nas vistas. Vim a ter conhecimento que a capela da sua terra, onde o nosso Fernando esteve quando o seu corpo estava frio, tinha sido erigida com peditórios que organizou, principalmente através das cartas que enviou para os emigrantes da aldeia e da vila, que estavam no Brasil. Não sei como fez isto, se pensar na sua timidez. Ah, já sei: Pôs a timidez no bolso esquerdo e escreveu com a mão direita e com essa entregou também os donativos e, a capela, ali está, linda e grande. (Foi acabada com outros peditórios anos mais tarde). Mas o que interessa é a obra começada, com paredes, chão e telhado e isso foi feito e funcionou até muitos anos depois ser acabada.
Papá, aqui estou para lhe dizer como tenho saudades suas. Como me recordo que, por fazer anos no dia de Reis, íamos primeiro com um enorme grupo da Acção Católica e mais tarde da Rádio Pax, cantar a diversas casas, começando pela do Governador da Beira, pedindo para os pobres. Acabava a festa na sua casa papá, onde havia uma mesa posta com o tradicional bolo rei e outros bolos que a mamã confeccionava para festejar o dia, o seu dia. Nasceu no dia de Reis. Será sempre um Rei especial no meu coração. No coração dos seus filhos, genro e netos. Um abraço meu e de todos nós. E agora continue a festa que os Anjos lhe prepararam no Céu. Até sempre.
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
ÁRVORE DA VIDA
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Georgina Castanheira de Almeida Amaral de Campos Artur Cortez de (Silva) Campos |
Nunca deixei de conversar contigo sempre que penso em livros, em escrita. Como tu, também gosto de escrever, escrever, escrever. Tu publicavas em pequenos jornais, enviavas os artigos que fazias em Moçambique para Portugal. Eu... bem, também publiquei em pequenos jornais, pequenas revistas, mas como tu... também não vou mais longe. Será que não faço bons artigos?
Não é o que dizem os que publicam ou publicaram o que escrevo. Mas... fico-me por aqui. Tu sabes, tu adivinhas o que quero dizer.
Gostaria de te fazer um poema. Mas a poesia não sai quando quero, mas quando ...
Então deixo aqui um pequeno artigo sobre a nossa árvore genealógica. E parte do grande mapa dos nomes que escrevi.
A NOSSA ÁRVORE DE FAMÍLIA : CAMPOS
As árvores têm muitos ramos. Todos os ramos são seus filhos.
Uns ramos estão mais próximos do tronco da árvore, outros estão mais longínquos, mas a árvore gosta sempre dos seus filhos, de todos, dos que estão longe, lá no alto, dos que estão ao lado, dos que estão mais baixo, daqueles ramos que o tronco da árvore não consegue ver, mas sabe que estão lá.
Assim são as pessoas da mesma família. Estão separadas, por um conjunto de circunstâncias, alguns vivem longe. Mas o amor de família mantêm-se. Quando um membro da família atinge um grau especial: de felicidade, ou no emprego, ou porque lhe nasceu um filho, porque realiza um casamento, todas as pessoas da família ficam felizes.
Mas porque a vida não é apenas composta de horas boas, mas também de problemas, de tristezas, todas as pessoas da mesma família, sofrem. Mesmo os que estão longe.
Por isso, devemos comunicar assiduamente com os nossos familiares, seja nas horas de alegria, para que eles se alegrem connosco e por nós, seja nas horas difíceis, para que possam ajudar com boas palavras, ou mesmo sem palavras mas com a certeza de que estão a preocupar-se por nós. Comunicar é amor.
ARTUR DE CAMPOS SILVA (nome na Genealogia)
Em 06-01-1915
nasceu Artur de Campos ,em Portugal
– Alvarelhos, Carregal do Sal.
Cresceu, estudou, aprendeu,
Tornou-se homem, arranjou emprego,
E um dia encontra uma bonita rapariga
Que é especial, um primôr,
- A isto, chama-se amor
GEORGINA CASTANHEIRA DE ALMEIDA (CAMPOS)
Em 10-01-1917
Em Pinheiro, Carregal do Sal,
nasceu Georgina Castanheira de Almeida
menina linda, de olhos azuis, loirinha
Brincou, cresceu,fez-se uma senhorinha
E chegou o tempo de amar
O Artur lhe apareceu a pedir para namorar
e ...... casar.
MALANGATANA

“Há sempre um manancial de temas a abordar. São os acontecimentos do mundo, às vezes tristes, outras alegres, e eu não fico indiferente. Seja em Moçambique ou noutra parte do mundo, a dor humana é a mesma”.
(Declaração de Malangatana à Agência Portuguesa de Notícias – Lusa, sobre os Temas do Mundo).
Malangatana Valente Ngwenya nasceu em Matalana, distrito de Marracuene, Moçambique, a 06-06-1936 e faleceu a 5-01-2011, faz hoje um ano. Choraram-no amigos e conhecidos, gente de todas as condições sociais e de todos os quadrantes, de todas as raças, de todos os credos. Portugal deu-lhe honras fúnebres, tendo seu corpo sido velado no Mosteiro dos Jerónimos.
Conhecido mundialmente como o maior artista internacional moçambicano, Malangatana foi pintor, bailarino, poeta, ceramista, escultor, homem de palco, enfim. Era um homem despegado de vaidades, dizem todos.
Era um homem que partilhava os seus dons artísticos. A propósito da sua partilha, traduzo “ad hoc” palavras de Pauline Wynter em “Pambazuka News, com texto publicado com o título “Malangatana, force of nature”: Os artistas mais novos terão algumas vezes pensado que Malangatana ocupava demasiado espaço mas ele foi um bom hospedeiro (desbravador?) da floresta. A grande árvore caiu. O espaço que deixou para preencher é enorme – contudo os pequenos têm de crescer para o preencher”.

Malangatana simbolizava a essência da Alma Moçambicana. Por certo Malangatana, era o mais português dos moçambicanos e o mais moçambicano dos portugueses, diz no referido caderno Pedro Rebelo de Sousa, que o conheceu nos anos 60.
Mia Couto, no mesmo caderno dá testemunho de convivência com Malangatana e remata o seu depoimento com estas palavras tão profundas: Verei Malangatana sempre. Escutá-lo-ei sempre. Este homem se inscreveu tanto na nossa vida que não há ausência que tenha o seu tamanho.
O poeta Eduardo White, finaliza o caderno a que atrás me refiro, com - pelo menos para mim - a sua melhor poesia de sempre, com o nome “Nosso colorido marinheiro Malangatana” contando que lhe tinham dito nessa manhã – na manhã da morte de Malangatana – que tinha chegado um barco grande a Matosinhos, vindo de um ponto tão distante que os homens só dele sabiam de ouvirem falar. De dentro desse majestoso navio, rufavam tambores e ecoavam cânticos, enquanto bailarinas líquidas, dançando se embrulhavam em milhentas mil cores sob os pássaros gentios que as acompanhavam. Depois do mavioso espectáculo, do navio se fez ouvir uma estridente sirene, tão forte e tão aguda, capaz de fazer tremer as casas dos homens, os prédios da terra, os campos em volta. Com tal grave som os cães ladraram e os relógios pararam e o mar se abriu calmo e sereno para engolir aquela visão fantasmagóricas. E o silêncio fez sentir-se para que a cidade voltasse a dormir.
E termina o grande poeta Eduardo White, com quem estive num encontro de poetas levado a cabo pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora: “Apenas mais tarde se soube, de um país haver percorrido o Mundo para embarcar o seu pintador enfeitiçado da vida, que, agora, naquela enorme nave, voltava para vivê-la na consanguinidade moçambicana das suas telas. Esse homem, nosso colorido marinheiro do mundo de seu nome MALANGATANA.
***Sinto-me privilegiada por ter estado presente num grandioso espectáculo a comemorar os 75 anos de Malangatana, (falecido a 05 de Janeiro desse ano de 2010(. E foi um prazer enorme ter recebido o Caderno "Malangatana - o homem e as obras" que, atendendo um pedido meu, me foi enviado gratuitamente pelo Secretário da UCCLA.
No meu romance Mãe Preta, dedico todo o capítulo XXVIII a Malangatana, (páginas 407, 408 e 409).Escrevi o capítulo em 2006 ou 2007, quando Malangatana estava vivo.
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