terça-feira, 29 de julho de 2014

ESTA É A DITOSA PÁTRIA MINHA AMADA "Camões" - CANTO III - estâncias 17,20,21

A ALA - ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE PORTUGAL, abriu um concurso de Poesia. subordinado ao mote "Esta é a ditosa Pátria minha amada". Este concurso está aberto para académicos da Ala e de outras Academias nacionais ou estrangeiras e membros da Associação de Poetas. Obedece a um regulamento que está publicado neste blogue, no site da Ala e na página do facebook da Ala e na minha página de autora no facebook "Celeste Cortez Autora". Concorra se se enquadrar nas exigências do concurso. Brevemente será lançado outro concurso para pessoas que não pertençam a academias e associações de poetas. 

Como toda a gente sabe, "mote", segundo o dicionário da Texto Editora,  é um conceito expresso em um ou mais versos, para ser glosado.
O concurso pretende homenagear Luís de Camões e por isso se escolheu um verso de uma estrofe de "Os Lusíadas". .A escolha recaíu na estrofe (ou estância) 21, do Canto III:  "Esta é a ditosa Pátria minha amada". Nas bandeiras militares (marinha e exército) há uma fita colorida com a inscrição, de que deixamos foto que com a devida vénia retiramos da internet.

Deixamos aqui as estrofes 17, 20 e 21, para facilitar a percepção do verso "Esta é a ditosa Pátria minha amada".
Nestas estrofes o navegador VASCO DA GAMA, está a fazer a descrição da geografia da Europa ao rei de Melinde:   

 17- "Eis aqui se descobre a nobre Espanha,
como cabeça ali da Europa toda,
em cujo senhorio e glória estranha
muitas voltas tem dado a fatal roda;
mas nunca poderá, com força ou manha,
a Fortuna inquieta pôr-lhe noda (nódoa)
que lha não tire o esforço e ousadia
dos belicosos peitos que em si cria." 


20- . "Eis aqui, quase cume da cabeça

da Europa toda, o Reino Lusitano,

onde a terra se acaba e o Mar começa
e onde Febo repousa no Oceano.
Este quis o Céu justo que floreça
nas armas contra o torpe Mauritano,
deitando-o de si fora; e lá na ardente
África estar quieto o não consente." 



 21 - "Esta é a ditosa pátria minha amada,

à qual se o Céu me dá que eu sem perigo

torne, com esta empresa já acabada,

acabe-se esta luz ali comigo.

Esta foi Lusitânia, derivada
de Luso ou Lisa, que de Baco antigo
filhos foram, parece, ou companheiros,
e nela antão os íncolas primeiros."


 Análise da estrofe (ou estância) 21, do Canto III d’Os Lusíadas:

 "Esta é a ditosa pátria minha amada (Portugal), à qual – se o Céu me ajudar eu hei-de sem perigo voltar (tornar), com esta empresa (descobrimentos) já acabada.
Acabe-se esta luz ali comigo. Se conseguir completar a viagem da descoberta e voltar a Portugal, diz Vasco da Gama, já pode morrer.
Esta foi Lusitânia (Portugal).

Íncolas - habitantes 

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