quarta-feira, 3 de novembro de 2010

SAÚDE - O NOSSO CÉREBRO, capacidade de memória


ANO LECTIVO 2010/2011 - 1ª.aula aos alunos da ACTIS - Universidade T.I. de Sintra - 11-10-2010

O NOSSO CÉREBRO - CAPACIDADE DE MEMÓRIA

Em alguma altura da nossa vida, começamos a notar que temos pequenos esquecimentos:
. Como se chama este filme no qual a artista que aparece é belíssima?... Sim, não te lembras, é aquela alta, de cabelos negros, que trabalhou algumas vezes com aquele actor maravilhoso que se chama... Como é que ele se chama? Aquele que fez um filme muito famoso, lembras-te, até fomos ver. Já sabes de quem falo, não?

• A que horas era o encontro, às 5:00 ou 5:30?
• Onde deixei as minhas chaves?
Mas nada como quando exclamamos…
Roubaram o meu carro!.. Sem darmos conta de que saímos por outra porta do centro comercial.

Ainda que estes pequenos esquecimentos não afectem a nossa vida, causam- nos ansiedade.
Pensamos que o cérebro começa a converter-se em gelatina e nos preocupa ficar como a tia idosa, que recorda com pequenos detalhes tudo sobre a sua infância, mas não se lembra do que fez ontem ou mesmo esta manhã!
Se isto lhe parece familiar , não se preocupe, tenha esperança.
Existem muitos mitos em que as pessoas, equivocadamente, relacionam a idade com a falta de memória.

Vamos comparar o cérebro ao nosso computador: O cérebro, é fantasticamente inteligente ao ponto de armazenar o mais necessário, selecciona, porque não pode armazenar tudo. Armazena apenas até um certo limite. Rejeita o resto. Nesta época de computadores, de televisão, do conhecimento global, recebemos informações constantes: um dilúvio na China, um tremor de terra no Japão, temporal na Madeira, enxurradas na América, vulcão na Itália, uma mina que desaba no Chile e aprisiona dezenas de mineiros, um marmoto equidistante, tomamos conhecimento quase imediato. Enche-nos de informação.
Nós, os mais velhos, já temos informação - conhecimento - desde há muito e com a actual, não tem espaço para guardar, para armazenar.
Há diversos exercícios para ajudar o cérebro. Comparemos esses exercícios a alongamentos, assim como há alongamentos do corpo.

Os neurocientistas têm comprovado que:
A perda de memória de curto prazo não se deve à idade ou à morte dos neurónios, que morrem mas se regeneram, mas sim à redução do número de conexões entre si, dos neurónios ou dentritas (1) (ramos dos neurónios).
Isto sucede por uma simples razão: falta de uso, o que é grave. Assim como se atrofia um músculo sem uso, as dentritas também se atrofiam se não se conectam com frequência, e a habilidade do cérebro para receber nova informação reduz-se.
É certo, o exercício ajuda muito a alertar a mente; também há vitaminas e remédios que aumentam e fortalecem a memória. EM BREVE FALAREMOS NA SALVA, OU SALVIA OFFICINALIS), PARA AJUDAR A MEMÓRIA. (Sage, to improve de memory).

Entretanto, nada como fazer com que o nosso cérebro fabrique o seu própio alimento:
As neurotrofinas. (1)
- As neurotrofinas são moléculas que produzem e segregam as células nervosas e actuam como alimento para manterem-se saudáveis.
Quanto mais activas estejam as células do cérebro, mais quantidade de neurotrofinas produzem e isto gera mais conexões entre as distintas áreas do cérebro.
-
- QUE PODEMOS FAZER?
O que necessitamos é fazer alongamentos para o cérebro, (como as pessoas fazem nos ginásios, alongamentos do corpo); com os neurônios:
• esticá-los;
• surpreendê-los;
sair da sua rotina;
• apresentar-lhes novidades;
• coisas inesperadas e divertidas através das emoções;
• através do olfacto, da visão, do tacto, do paladar e da audição.

RESULTADO? O cérebro torna-se mais flexível, mais ágil e a sua capacidade de memória aumenta.
Não é suficiente: ler, trabalhar, fazer exercícios e mil coisas mais durante o dia. Isso não é suficiente para estimular a mente, porque …. Não passam de rotinas. Fazemos sempre a mesma coisa da mesma maneira.
Se pensarmos num dia ou semana comum e corrente: Que há de diferente na sua rotina diária?
O caminho para o trabalho, a hora que comemos ou regressamos a casa, o tempo que passamos no carro, os programas que vemos na televisão?
- AS ACTIVIDADES ROTINEIRAS SÃO INCONSCIENTES - Fazem com que o cérebro funcione automaticamente e requeira um mínimo de energia.
As experiências passam pelas mesmas estradas neuronais já formadas, NÃO DESBRAVAM, NÃO ABREM NOVOS CAMINHOS. É como se um carro passasse sempre no mesmo caminho, como se todos os dias o relógio despertasse à mesma hora, como se o galo cantasse sempre à mesma hora ao romper do dia. ASSIM: Não há produção de neurotrofinas.
INDICO ALGUNS EXERCíCIOS QUE EXPANDEM SUBSTANCIALMENTE AS DENTRITAS (1) E A PRODUÇÃO DE NEUROTROFINAS. Pede-se a cada pessoa o mmáximo cuidado, porque cair não será uma ajuda para a cura.

1. TENTAR, pelos menos uma vez por semana, tomar duche com os olhos fechados. Só com o tacto, localizar as torneiras, ajustar a temperatura da água, pegar no sabonete, o champô ou creme de barbear. As nossas mãos notarão texturas que nunca havíamos encontrado antes.
2. UTILIZAR a mão NÃO dominante. Comer, escrever, abrir a pasta dentes, escovar os dentes, abrir a gaveta com a mão que mais nos custe usar.
3. LER em voz alta: distintos circuitos serão activados, além dos que usa para ler em silêncio.
4. TROCAR as rotas, não andar sempre pelas mesmas ruas (a não ser que tenha receio de se perder e não tenha um edifício-guia ou outra coisa por onde se guiar). Passe por diferentes caminhos para ir para o trabalho ou para casa.
5. MODIFICAR a rotina. Fazer coisas diferentes. Sair, conhecer, falar com pessoas de diferentes idades, trabalhos e ideologias. Experimentar o inesperado. Usar as escadas ao invés do elevador. Sair para o campo, caminhar.
6. TROCAR a localização de algumas coisas. Deve ser por isso que eu, desde sempre, gosto de mudar os móveis, pô-los de maneira diferente, em lugares diferentes. O Tó há anos, quando chegou a casa e encontrou o seu interior praticamente todo diferente, disse: por este andar, qualquer dia encontro a cama na casa de banho. O que vale é que chego com sol a casa, não tropeço num móvel que de repente "se mudou" para outro lugar.
6.a) Ao saber onde tudo está, o cérebro já construiu um mapa. Mudar, por exemplo, o recipiente de lixo de lugar, e veremos o número de vezes que iremos atirar o lixo no antigo local.
7. APRENDER uma habilidade. Qualquer coisa;
  • pode ser fotografia, (ver To Cortez fotografia OLHARES, na net)
  • culinária, (cuidado com certas comidas e não experimente novas receitas de bolos todos os dias, o açucar não é saudável e as manteigas podem ajudar a elevar o mau colesterol).
  • Faça yoga, estudar um novo idioma.
  • Se gostar de quebra-cabeças ou figuras, cubra um olho para perder a percepção de profundidade, de modo que o cérebro tenha que confiar e buscar outras rotas.
  • 8. IDENTIFICAR OBJECTOS: Colocar no carro uma chávena com várias moedas diferentes e tactear a mão para que, enquanto esteja parado num semáforo, com os dedos identificar cada uma. (esperemos que os larápios não espreitem para dentro do carro quando este estiver no parqueamento)
Receio apenas que quem pretender andar às escuras à noite, mesmo que seja apenas para se dirigir à casa de banho, se predispõe a bater com a cabeça na parede ou a dar um pontapé num móvel que de repente, resolveu sair do lugar... Porque andar sem luz, pode não ser sinónimo de tentar "experiências para a memória", mas sim "economizar luz". Não confundir!!!!

Porque não abrirmos a mente e experimentarmos esses exercícios tão simples que, de acordo com os estudos de Neurobiologia da Duke University Medical Center, ampliam a nossa memória? Com sorte, nunca mais voltaremos a perguntar: “Onde deixei as minhas chaves? “
(1)…Os nomes não tem interesse para decorar, mas sim não esquecer o que podemos fazer para exercitar o cérebro. Estes escritos, foram ensinamentos adquiridos através de diversos médicos de medicina natural ou de médicos que, embora praticamente outro tipo de medicina, dão estes conselhos aos seus doentes e, ainda, pela leitura dos estudos efectuados pelo departamento de Neurobiologia da Universidade de Duke. Não pretende ser qualquer tratado sobre saúde, mas apenas para ajudar nas aulas que dou a adultos na Universidade.Todas as pessoas são livres para julgar se os devem ou não seguir.

Trabalho coordenado por SAMI VELOSO (Austrália) e CELESTE CORTEZ (Portugal).
Pode também estar interessado em ler neste blogue: SAÚDE - a salsa; SAÚDE - cloreto de magnésio e outros

3 comentários:

Sara disse...

i like this....and of course it is absolutely true.....we can improve our brain....I had an english professor ate university that said.."if you dont use it you lose it!""

Maria Fernanda disse...

Gostei de ler. Está claro objectivo. Diz tudo
quanto é básico e deve ser feito. Parabens.
A questão não é nova, nunca será demais dizer, mas infelizmente poucos a seguem!!!
J.V.Campus

Anónimo disse...

parabéns pelo assunto abordado. concerteza vai me ajudar muito e outras pessoas tbm....

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