Iluminacoes desta epoca festiva, final do ano 2016 inicio do ano 2016, em Perth, Australia onde me encontro de ferias pela segunda vez. |
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Iluminacoes desta epoca festiva - de Perth, Australia
FELIZ ANO NOVO 2016
FELIZ ANO NOVO 2016.
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Foto que copio do blogue da minha filha, residente na Australia. Iluminacoes desta quadra festiva, num predio na baixa de Perth.
As iluminacoes na baixa da linda cidade de Perth, na Australia, passavam neste predio como um filme passa no cinema. Em Cascais, Portugal, tambem em Setembro costuma haver o dia da Luz e estes efeitos de projecao (diferentes), tambem ali se fazem desde ha 4 anos.
Esta arvore de Natal lindamente iluminada, ao lado do predio onde estavam a ser feitas as projecoes de iluminacao. (Ja repararam que nao ponho acentos, este teclado nao os tem!!)
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015
POETA - MÁRIO CESARINY - HOJE É DIA DE RELEMBRARMOS O POETA
Hoje é dia de lembrarmos o poeta MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS, que faleceu em Lisboa a 26-11-2006.
Mário Cesariny nasceu em Lisboa em 1923, faleceu com 83 anos, poeta do surrealismo.
Pastelaria (título do poema)
Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante!
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade, rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora - ah, lá fora! - rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Mário Cesariny, in 'Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano'
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante!
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade, rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora - ah, lá fora! - rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Mário Cesariny, in 'Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano'
terça-feira, 24 de novembro de 2015
NATAL E NÃO DEZEMBRO - DAVID MOURÃO FERREIRA
NATAL, E NÃO DEZEMBRO
Entremos, apressados, friorentos,
Numa gruta, no bojo de um navio,
Num presépio, num prédio, num presídio
No prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
Porque esta noite chama-se Dezembro,
Porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
Duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
A casa, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
Talvez seja Natal e não Dezembro,
Talvez universal a consoada.
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Num sótão num porão numa cave inundada
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Dentro de um foguetão reduzido a sucata
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Numa casa de Hanói ontem bombardeada
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Num presépio de lama e de sangue e de cisco
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Para ter amanhã a suspeita que existe
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Tem no ano dois mil a idade de Cristo
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Vê-lo-emos depois de chicote no templo
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
E anda já um terror no látego do vento
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Para nos pedir contas do nosso tempo.
“Litania para o Natal de 1967”, David Mourão Ferreira
Numa gruta, no bojo de um navio,
Num presépio, num prédio, num presídio
No prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
Porque esta noite chama-se Dezembro,
Porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
Duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
A casa, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
Talvez seja Natal e não Dezembro,
Talvez universal a consoada.
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Num sótão num porão numa cave inundada
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Dentro de um foguetão reduzido a sucata
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Numa casa de Hanói ontem bombardeada
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Num presépio de lama e de sangue e de cisco
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Para ter amanhã a suspeita que existe
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Tem no ano dois mil a idade de Cristo
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Vê-lo-emos depois de chicote no templo
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
E anda já um terror no látego do vento
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
Para nos pedir contas do nosso tempo.
“Litania para o Natal de 1967”, David Mourão Ferreira
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
POETA - JOÃO COELHO DOS SANTOS
O meu amigo poeta JOÃO COELHO DOS SANTOS, lança hoje o seu 41º. livro. Este tem curiosidades muito interessantes, O João deu-se ao trabalho de pesquisar, escrever e publicar o texto que abaixo transcrevo. Parabéns João Coelho dos Santos, pela dinâmica, pela maravilhosa poesia, por ser quem é e ser meu amigo. Votos de que este livro que hoje vem para as mãos de muitos leitores, seja mais um até chegar ao cento ou aos centos. Muito sucesso hoje e sempre, prezado amigo e confrade, a quem tive a honra de propor para a Academia de Letras e Artes
Almeida Garrett - 1799/1854 (55 anos) - João Leitão da Silva, depois: João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett. É um nome por si inventado; foi buscar Almeida ao apelido da mãe e Garrett à avó paterna – D. Antónia Margarida - cujo pai, Bernardo Garrett, foi capitão da marinha de ascendência irlandesa). Passou a usar o apelido quase no final da sua vida e foi com ele que ficou eternizado. Nasceu no Porto em 1799, ou seja, 600 anos depois da primeira Cantiga de Amigo atribuída a D. Sancho I – 1199.
Em 1834 foi Cônsul Geral de Portugal na Bélgica, até 1836 e depois, brilhante deputado e Ministro dos Negócios Estrangeiros. Reformou o teatro português (era chamado O Divino). Em 1836 separou-se de Luísa Midosi “por convenção amigável e verbal”. Estiveram casados catorze anos. Tinha trinta e sete anos quando se apaixonou por Adelaide Deville Pastor, de dezoito anos, com quem viveu cinco anos (morreu em 1841, alguns meses depois do parto de uma filha – a Maria Adelaide). A sua musa inspiradora foi uma jovem viúva, a Viscondessa da Luz, que era cerca de 20 anos mais nova. Chamava-se D. Rosa de Montufar Infante, e era espanhola da Andaluzia. Foi um amor outoniço, que chocou a sociedade da época, tal a forma aberta como abriu o seu coração apaixonado. Mais tarde Garrett teve uma relação amorosa com outra mulher casada, Maria Kruz, a quem chamou a mulher demónio. Diz-se que morreu nos braços da Kruz, com os olhos postos na Luz.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
DIA DO MAR - POESIA DO MAR
sábado, 14 de novembro de 2015
POETA - CASTRO ALVES

O lembrar
o amor da sua vida, a atriz portuguesa Eugénia Câmara, foi também o tempo de
maior e melhor inspiração. Foi quando escreveu “O navio negreiro” e “Vozes
d’Africa” (1868), em S.Paulo.Concluiu
em 1867 o drama GONZAGA, encenado por Eugénia Câmara em setembro do mesmo ano.
Segue-se a sua BIOGRAFIA:
Segue-se a sua BIOGRAFIA:
CASTRO ALVES - Aos sete anos foi para SALVADOR (Baía) acompanhar o pai que foi lecionar na Faculdade de Medicina. António Frederico desde criança tinha aversão às ciências matemáticas. A sua paixão foi a leitura, a escrita e o desenho. Aos treze anos recitava pela primeira vez em público um poema de sua autoria.
Em 1862, dirigiu-se para o Recife a fim de estudar para ingressar na Faculdade de Direito. Começou nesse ano a publicar trabalhos seus num jornal. Pouca dedicação aos estudos. Dedicava-se a uma vida boémia, à bebida e aos versos.

Ao conhecer a atriz Eugênia Câmara, recitou-lhe o primeiro de vários poemas que lhe foi dedicando. Foi com ajuda da sua experiência teatral, que Castro Alves escreveu o drama ‘Gonzaga’, que lhe rendeu uma coroa de louros com a inscrição ‘Ao Gênio’.
Pouco tempo depois, acrescentou ao seu repertório lírico a causa abolicionista, fazendo do amor e da liberdade seus temas de trabalho, como nos poemas ‘Vozes da África’ e ‘Navio Negreiro’.
Com influência de Varela e Gonçalves Dias, Castro Alves iniciou um novo tipo de poesia brasileira, intermediária entre o romantismo clássico e o ultra-romantismo. Finalmente em 1864 ingressou na faculdade, mas não chegou a completá-la, por motivo de viagens pelo país e devido à tuberculose, doença que viria a perturbá-lo até ao resto da vida.
Com a morte do seu pai em 1866, retornou mais uma vez à Bahia, onde se apaixonou por suas três vizinhas, escrevendo a famosa poesia ‘Hebréia’.
Nesse mesmo ano fundou, ao lado de nomes como Rui Barbosa, uma sociedade abolicionista.

Ao romper seu relacionamento com Eugênia, que foi o amor da sua vida e o tempo de maior e melhor inspiração, quando escreveu "Navio Negreiro" e "Vozes d'Africa" (1868) em S. Paulo, isolou-se na Bahia onde sofreu um acidente e teve o pé amputado. Em 1870, recolheu-se a uma fazenda no mesmo estado, realizando mais alguns trabalhos, entre os quais ‘Os Anjos da Meia-Noite’. (E Espumas Flutuantes)?
Obras suas:
Espumas Flutuantes (1870)
Gonzaga ou a Revolução de Minas (1875)
A Cachoeira de Paulo Afonso (1876)
Vozes D''África, Navio Negreiro (1880)
Os Escravos (1883)
Da sua obra, apenas o livro "Espumas Flutuantes" foi publicado em vida do poeta.
Um
tiro acidental em seu calcanhar, numa caçada, ocasionou amputação a frio do pé
esquerdo, o que debilitou e agravou a tuberculoso e acabou por o vitimar “O
POETA DOS ESCRAVOS”, NO DIA 6-6-1871, EM Salvador , com apenas 24 anos. É o
patrono nº.7 da AcademPOETA
– CASTRO ALVES (ANTONIO FREDERICO DE CASTRO ALVES), fazenda
Cabaceiras,Curralinho, hoje cidade Castro Alves, Baía. 14-3-1847 - Salvador da Baía 6-6-1871 (24 ANOS).

Em 1870 publicou o livro de poemas: “Espumas flutuantes”, único a lançar em vida.
Um
tiro acidental em seu calcanhar, numa caçada, ocasionou amputação a frio do pé
esquerdo, o que debilitou e agravou a tuberculoso e acabou por o vitimar “O
POETA DOS ESCRAVOS”, NO DIA 6-6-1871, EM Salvador , com apenas 24 anos. É o
patrono nº.7 da Academia Brasileira de Letras.
Castro Alves morreu em 6 de julho de 1871, na capital baiana Salvador, deixando uma das maiores e mais consagradas obras da poesia brasileira.
Castro Alves morreu em 6 de julho de 1871, na capital baiana Salvador, deixando uma das maiores e mais consagradas obras da poesia brasileira.
Um dos seus lindos poemas: LAÇO DE FITA, do livro "Espumas flutuantes" publicado em Julho de 1868
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