domingo, 29 de março de 2015

MENÇÃO HONROSA, no conto "Era uma vez O AMOR, maravilhoso presente vivo da vida













TEXTOS SELECIONADOS – 2º CONCURSO INTERNACIONAL DA ALACIB
CATEGORIA – ACADÊMICOS EFETIVOS, CORRESPONDENTES E HONORÁRIOS


Era uma vez – O amor – Maravilhoso presente vivo da vida – 
Autor: Celeste Cortez – Portugal – Membro Correspondente da ALACIB

É sempre muito agradável receber prémios. Esta menção honrosa de UM CONTO, encheu-me de orgulho.

Obrigada à Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil e aos membros do júri. 

terça-feira, 24 de março de 2015

FALECEU O POETA HERBERTO HELDER, em Cascais onde residia.


Este desenho do poeta Herberto Helder, não é recente.
Herberto Hélder Luís Bernardes de Oliveira (Funchal, São Pedro, 23 de Novembro de 1930 - Cascais, 23 de março de 2015 ) foi um poeta português, considerado o "maior poeta português vivo da segunda metade do século XX" até à data da sua morte. (informação da Wikipédia). 
Herberto Helder foi condómino do prédio que a minha ex-empresa administra em Cascais, conheço sua esposa, mas nunca o vi. 


Sobre um poema
de Herberto Helder, (falecido a 23 de Março de 2015, em Cascais. 

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
– a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
– Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
– E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
                                                        Herberto Hélder
                                             

quarta-feira, 18 de março de 2015

Obrigada em meu nome. Não mereço, mas dá felicidade ser-se reconhecido.


Nos salões nobre da Câmara Municipal de Carregal do Sal,
na tarde de 16 de Março de 2012, na inauguração da
Uscsal - Universidade Sénior de que fui idealizadora, sócia nº.1
Artigo que foi publicado, também no facebook, por um jornalista regional, meu conterrâneo, Albertino da Costa Veloso. Não resido na terra que ele menciona, tenho contudo feito o que posso para a valorizar. Não tenho no entanto o valor que ele me atribui,  mas partilho com os amigos a honra com que me distingue: 


"A HOMENAGEM QUE TARDA


Carregal do Sal, ridente Vila-Concelho implantada no coração do Planalto Beirão assistiu, nestes últimos quase trinta anos, ao desenvolvimento económico, cultural e social dos concelhos vizinhos enquanto, refém duma apatia confrangedora, deixava que os seus bens materiais e valores pessoais se perdessem, alguns irremediavelmente!
Já uma vez disse num dos meus escritos que os países são o que valerem as suas gentes. A mesma asserção se aplica às cidades, vilas e aldeias. Está demonstrado… Como está demonstrado que a negação do mérito – por antipatia ou distracção – gera desilusão, perda de entusiasmo e a consequente retracção ou fuga de valores.
Medalha de Prata - oferta da Câmara Municipal de Carregal do Sal à
Uscsal - Universidade Sénior (que a fundadora nº.1 entregou ao 1~.
Presidente). 
São muitas as figuras carregalenses que se têm distinguido por este País fora (e não só) nos mais variados domínios. Alguns já sentiram a honra de ver o seu nome projectado para a posteridade. A esses, fez-se justiça – embora relativamente a um ou outro subsistam algumas reticências… Falta porém preencher uma incompreensível lacuna no que toca ao reconhecimento público devido a duas pessoas que muito têm feito para levar bem longe o nome deste “Paraíso Beirão”. São eles, nem mais nem menos, os dois ilustres filhos desta terra Celeste Cortez e Hermínio da Cunha Marques.
Só por preciosismo me atrevo a destacar estas duas figuras, tão vasto é o currículo de ambos, que dispensam apresentação. Mas faço-o, rendido às suas enormes capacidades que ninguém pode ignorar.

Citar Celeste Cortez é falar implicitamente da Mulher, da Escritora, da Romancista, da Poetisa, da Pedagoga e da Humanista, um manancial de atributos enriquecedor; 

Citar Hermínio da Cunha Marques é falar do Homem, do Escritor, do Poeta, do Historiador e – arrisco – do Compositor. Mais palavras para quê? Cabe ao Povo do Carregal, na pessoa da Assembleia Municipal, propor que seja perpetuado o nome destes cidadãos, inscrevendo-os na toponímia deste Concelho. Ainda na vida deles. Para sentirem o apreço que lhe tributaram.
Quem honra a sua terra, merece por ela ser contemplado."

terça-feira, 10 de março de 2015

HOMENAGEM AO ESCRITOR AMADEU FERREIRA-FALECIDO A 01-03-2015

Escritor, Amadeu Ferreira (1951-2015)

Faleceu no dia 1 de Março de 2015 o escritor (romancista e poeta) Amadeu Ferreira, vítima de doença prolongada. Fica de luto a cultura de um modo geral e particularmente a cultura transmontana.Tinha  64 anos de idade.
Amadeu Ferreira, era Presidente da Direcção da Academia de Letras de Trás-os-Montes. Professor de direito na Universidade Nova de Lisboa. Vice-presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários. 
Traduziu para Mirandês, sob o pseudónimo de Fracisco Niebro, obras importantes como Os Lusíadas, os Quatro Evangelhos, e Mensagem,de Fernando Pessoa, Astérix e obras de Horácio, Vergílio.
Outras obras do escritor Amadeu Ferreira: 
Poesia;Ars Vivendi / Ars Moriendi (sua obra-prima),Norteando e Cebadeiros;
Prosa:  La Bouba de la Tenerie / Tempo de Fogo (versão mirandesa e portuguesa), Cuntas de Tiu Jouquin e Ditos Dezideiros / Provérbios Mirandeses.
É o autor do manifesto da língua mirandesa Lhéngua Mirandesa - Manifesto an Forma de Hino.
Livros de Direito: Homicídio Privilegiado e Direito dos Valores Mobiliários.
Colaborador em mirandês, de diversos meios de comunicação social de âmbito regional e nacional: Jornal Nordeste, Mensageiro de Bragança, Diário de Trás-os-Montes e O Público.

Um livro com a sua biografia, com o título "O fio das lembranças" da autoria da Professora Doutora Teresa Martins Marques, foi lançado no dia 5 de Março 2015, na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, assim como o seu último livro de poesia "Belheç/Velhice" (bilingue mirandês/português). 

segunda-feira, 2 de março de 2015

ROMANCE DA AUTORA

Eu já li...
Você vai ler?...

Romance Mãe Preta, de Celeste Cortez, publicado em Portugal


O cheiro das queimadas no mato, tão longe, parece chegar até à cidade, como o tiririti das marimbas parece fazer brotar da terra as danças ritmadas do seu povo, nas noites de lua cheia. Estamos a falar de África, de Moçambique, onde a fantasia leva os velhos a contarem histórias de jacarés que comem gente viva. 


Preço €uros 15-00 + postes de CTT.

Envio à cobrança. Peça-o através da página do facebook Celeste Cortez Autora.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

PORCELANA PINTADA por Celeste Cortez - PRATO DA SEMANA

          Embora a nossa pintura em porcelana (minha e de meu marido), seja baseada na pintura da Companhia das Indias (já expliquei neste blogue quem era a Companhia das Índias e porque foi criada) este prato não o é.
          Vê-se que foi um desenho que se passou para o prato e se foi enchendo na parte das cores. Foi invenção minha os tracinhos em cruz X e as mini florinhas que aparecem a ornamentar a parte central do prato.  No entanto, terei de chamar à atenção, de que este tipo de desenho, nada tem a ver com as lindas pinturas de "desenho livre" que se faz. 
          Neste prato, continuei, como podem ver, a usar o mesmo "estilo", a mesma "forma",  que se usei
para a pintura da louça Companhia das Índias. 
          Temos pena porque não temos para partilhar convosco todos os pratos que pintamos nos quase dois anos de aprendizagem, com uma ida semanal de 2 horas às aulas. Porque oferecemos alguns e não nos lembramos de tirar foto. Mas... descansem, temos muitos para publicar.  
          Este prato, só com duas cores, pode ser levado à mufla (forno de cozer e fixar as cores da tinta na porcelana), apenas uma vez. Explicando melhor: Não precisamos de "cozer" a tinta azul e depois vir pintar a amarela e o prato voltar à mufla. Não.
          Neste caso, até o ouro à volta se poderia ter levado a cozer conjuntamente? Se foi esta a sua pergunta, diremos que não, porque a temperatura para fixar a tinta de cores, não é a mesma que para fixar o ouro. A tinta de ouro, além de ser caríssima, é muito sensível. Se coze a uma temperatura maior ou menor, não sei dizer, porque não tinha mufla. Alguém fez na sua mufla o trabalho mediante pagamento. 
          E por hoje é tudo sobre os nossos pratos. Para a semana e todas as semanas durante bastante tempo, espero ter oportunidade de publicar mais fotos de pratos pintados por mim com a ajuda de meu marido na parte do desenho.  

SHAKESPEARE (WILLIAM) 1564-1616 - POEMA AMIZADE

Poema de Amizade – WILLIAM SHAKESPEARE

Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse esta verdade:
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.



O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.

Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.

Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

Foto da internet
. É a cada de um livro de sonetos. 
William Shakespeare, nasceu em 1564 e faleceu com 51 anos em 1616, precisamente no mesmo dia 23 de Abril. Inglês. Foi dramaturgo, poeta, ator, escritor. Segundo algumas fontes, não se sabe ao certo se todas as obras que estão como suas, são realmente. Aqui fica o nome de algumas:

- Romeu e Julieta; Rei Lear, Macbeth, O Mercador de Veneza, Sonho de uma Noite de Verão, A Megera Domada, Otelo, O Mouro de Veneza, etc. Os seus géneros literários foram: Tragédia, drama, comédia, poesia e romance. 
Nota: Por vezes, andam pela internet poemas e textos em prosa, que, apesar de terem o nome de autores famosos, não lhe pertencem. Copiamos o poema acima como seja de William Shakespeare. 



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