segunda-feira, 21 de maio de 2018

ANTÓNIO ARNAUT - ESCRITOR e POLITICO -


    ESCRITOR, POLÍTICO
– ANTÓNIO ARNAUT – 1936-2018

António Duarte Arnaut (Nasceu em PenelaCumeeira28 de janeiro de 1936 – faleceu  no hospital de Santo António dos Olivais, em Coimbra, onde estava internado. Foi advogado, politico, escritor (prosa, poesia e ficção). Grande admirador de Miguel Torga, em sua homenagem escreveu um conto (Conto de Job), publicou Ensaios e fez conferências e participou na organização de uma antologia “Cântico em honra de Miguel Torga”.
Fundou o Serviço Nacional de Saúde e foi cofundador do PS.  
As suas obras de poeta e escritor:
Poesia
·         Versos da mocidade -  1954
·         Pátria, memória antiga. – 1986 e 1992.
·         Miniaturais outros sinais: poesia.
·         Conto de Job (Homenagem a Miguel Torga). 1996
·         Nobre arquitectura. 1997
·         Por este caminho.
·         l do teu corpo: antologia do amor.
·         Poética (1954-2004).
FICÇÃO
·         Rude tempo, rude gente. .
·         A viagem: contos do absurdo.
·         Ossos do ofício.
·         Rio  das sombras
·          
·         Poesia e ficção
·         O pássaro azul: contos e poemas de Natal.
·         As Noites Afluentes 
Ensaio e outras
·         Serviço Nacional de Saúde: uma aposta no futuro, 1978.
·         A condição portuguesa no Diário de Miguel Torga (Conferência), 1984.
·         Onze anos depois de Abril - Reflexão Política, 1985.
·         Para uma visão diacríptica do romance com Miguel Torga.
·         O dia do encontro - No 40.º aniversário da D. U. D. do Homem (Conferência), 1989.
·         Protótipos Torguianos (Conferência), 1990.
·         Estudos Torguianos.
·         Iniciação à advocacia: história, deontologia, questões práticas.
·         Introdução à maçonaria.
·         Estatuto da Ordem dos Advogados:
·         Entre o esquadro e o compasso: três intervenções. 1999.
·         Ética e Direito: algumas questões concretas.
·         Vencer a morte: conferência (seguida de três poemas).
·         Fernando Pessoa e a Maçonaria.
Antologias - Participou na organização das seguintes antologias:
·         Imaginários Portugueses: antologia de autores portugueses contemporâneos. Com outros.
·         Cântico em Honra de Miguel Torga. Com Rui Mendes.


quarta-feira, 9 de maio de 2018

NADINE - FELIZ ANIVERSÁRIO


Á
À NOSSA NETA MAIS VELHA:

Como num sonho encantado,
Os avós lembram-se como se fosse hoje
do nascimento da primeira princesinha da família,
- NADINE -
Delicada como uma pétala de rosa,
Cresceu sempre alegre, feliz,
Falando em voz doce, maviosa.

Os avós lembram-se como se fosse hoje
Quando a princesinha
deixou cair sorvete no carro da vovó

Por esta travar com força
E a princesinha linda, triste embora
Soube defender-se com delicadeza
Naquela hora:
“Vovó, não é mia cupa, não é cupa minha,
E teve uns sapatos “pia gaínha”,
Como o vovô Tó os batizou,
E ela riu feliz, tanta graça achou,   
Como qualquer princesinha.

Nadine cresceu,
De princesa transformou-se em rainha
E encontrou o seu príncipe encantado,
Passou a rainha Mãe
Feliz, realizada,
exaltando sem saber suas virtudes,
Notabilizando-se sem vaidade,
Com sentimentos fortes e profundos
Capaz de chorar nas horas tristes e difíceis
- porque as estradas da vida não são atapetadas de rosas –
Mas limpando as lágrimas decidida,
pronta a lutar pelos seus melhores sonhos,
Com a mesma facilidade com que os supera,
Como qualquer extraordinária mulher.

Nadine,
Que este dia se repita por muitos e bons anos
Que te tragam realizações pessoais
E sempre alegria,
Que com paz e sabedoria
Continues a alcançar o que desejas,
Porque mereces o melhor
Recebe um entrançado abraço
Com doçura e amor dos avós

CelesteCortez e TóCortez-Silvestre.
   


sexta-feira, 4 de maio de 2018





SIDÓNIO MURALHA - Escritor, poeta. Nascido na Madragoa, Lisboa, em 1920, tira o curso de comércio e arranja emprego em Portugal. Em 1944 vai viver para a Bélgica, onde estuda. Mais tarde segue para o Brasil, onde publica livros de ficção e poesia para crianças.  Veio a falecer em Curitiba em 1982.

Entre os livros editados para crianças estão:
A Dança dos Pica-Paus, A Revolta dos Guarda-Chuvas, Sete Cavalos na Berlinda, Todas as Crianças da Terra, O Trem Chegou Atrasado, Os Três Cachimbos, A televisão da bicharada, O Companheiro, A amizade bate à porta, Valéria e a vida, Bichos, bichinhos e bicharocos, Um personagem chamado Pedrinho, Voa pássaro, voa, Catarina de todos nós, Helena e a cotovia, Terra e mar vistos do ar, O rouxinol e sua namorada.
Entre os livros editados para crianças estão:
A Dança dos Pica-Paus, A Revolta dos Guarda-Chuvas, Sete Cavalos na Berlinda, Todas as Crianças da Terra, O Trem Chegou Atrasado, Os Três Cachimbos, A televisão da bicharada, O Companheiro, A amizade bate à porta, Valéria e a vida, Bichos, bichinhos e bicharocos, Um personagem chamado Pedrinho, Voa pássaro, voa, Catarina de todos nós, Helena e a cotovia, Terra e mar vistos do ar, O rouxinol e sua namorada.

sábado, 21 de abril de 2018

ALBANO NEVES E SOUSA - POETA


POR FALAR NISSO AGORA... poema de Albano Neves e Sousa(1921-1995)
















Por falar nisso agora me lembrei
como passa o tempo assim depressa.
Passa o minuto, a hora, a hora essa
que aumenta o passado que passei.

Inesperadamente passa mesmo agora
aquele minuto que para trás deixei.
Com minutos outros que virão chegando
não sei nesta hora ainda o que farei,
mas não sei como será viver poupando
os outros mais minutos que terei.

terça-feira, 10 de abril de 2018

NICOLAU SANTOS - POETA

No livro “Jacarandá e Mulemba”:

“Bilhete de identidade
Nasci branco de segunda
Calcinhas ou kaluanda
Nasci com os pés no mar
em São Paulo de Loanda
Brinquei de pé descalço
Em poças de águas castanhas
Tive lagartas da caça
Não escapei às matacanhas
Comi manga sape-sape
Fruta-pinha tamarindo
Mamão a gente roubava
No quintal do velho Zindo
Pirolito que pega nos dentes
Baleizão, paracuca
E carrinhos de rolamentos
Numa corrida maluca
Tinha o Gelo, tinha a Biker
Miramar e Colonial
O Ferrovia, o Marítimo
Chás dançantes no Tropical
O N’Gola era só ritmo
O Liceu uma lenda
Kimuezo e Teta Lando
E os Ases do Prenda
Havia velhas que fumavam
E velhos com ar de sábio
Enquanto novas músicas
Se insinuavam na rádio
“E a cidade é linda
É de bem querer
A minha cidade é linda
Hei-de amá-la até morrer”
Quem não estudou no Salvador?
Quem não se lembra do Videira?
E das garinas de bata branca
Nossas colegas de carteira?
Depois havia o Kinaxixe
Futebol era nos Coqueiros
Havia praias, um mar quente
Savanas imensas, imbondeiros
E havia o som do vento
O cheiro da terra molhada
As chuvas arrasadoras
O fogo das queimadas
E havia todos os loucos
Do progresso e da guerra
A Joana Maluca, o Gasparito
A desgraça daquela terra
Nasci branco de segunda
Calcinha ou kaluanda
Nasci com os pés no mar
Em São Paulo de Loanda”

Homenagem a Simone de Oliveira | Festival da Canção 2018

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