NA NOITE DE 10 DE SETEMBRO, UM DOS MUROS DO FORTE "cidadela", ded Cascais, estava assim iluminado. Hoje dia 11, começa a 4ª. exibição da "LUMINA", QUE FICARÁ ATÉ AO DIA 13 DO CORRENTE MÊS.
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
EU ME CONFESSO, (artigo I) Celeste Cortez
Caro leitor: Sabe que tem ao seu dispôr, neste blog, um tradutor? Olhe para a DIREITA desta página e escolha a tradução que lhe interessar.

Eu, CELESTE CORTEZ
me confesso
Parte I do artigo "EU ME CONFESSO".
Continuarei publicando o título "eu me confesso", mostrando-me como sou, com os meus defeitos e qualidades. Tudo o que escrevo sai da minha alma, do meu coração. É a minha maneira de ser, autêntica.
me confesso
Parte I do artigo "EU ME CONFESSO".
Continuarei publicando o título "eu me confesso", mostrando-me como sou, com os meus defeitos e qualidades. Tudo o que escrevo sai da minha alma, do meu coração. É a minha maneira de ser, autêntica.
O tema de hoje: "COMO ESCREVO UM LIVRO":
Não uso caneta ou lápis, ou raramente o faço, a não ser para fazer a revisão do livro.
Também só utilizo caneta quando vou viajar de carro, com motorista, e me surge uma ideia para
acrescentar a um dos livros que ando a escrever, ou uma ideia para um poema. Não se admirem,
eu escrevo ao mesmo tempo alguns livros: Prosa, romance, crónica, literatura infantil ou poesia.
Sei que é má ideia, mas sou assim.
Na leitura sou precisamente a mesma coisa, leio três e quatro livros ao mesmo tempo:
outro, primeiro capítulo de outro, último
capítulo de outro ainda. A trabalhar, sempre fiz
mais do que uma tarefa ao mesmo tempo. Por
vezes quatro ou mais, por exemplo quando
trabalhei no Nedbank na África do Sul, estava
a lançar documentos contabilisticos, atendia ao
mesmo tempo um telefonema que viesse e na mente tinha outro assunto pendente e, ainda,
cantarolava para mim, lembrando-me da letra e da música.
Também gosto de escrever dois livros de criança ao mesmo tempo, enquanto interrompo para
escrever poesia, para emendar um poema, responder a emails, fazer um artigo para publicar no
blog. Gosto de escrever "blogue", é mais português de Portugal, mas não é errado escrever blog.
Prometo voltar. Voltem também para ler a continuação deste artigo.
Um abraço a todos, Celeste Cortez
Caro leitor: Ao ler este artigo, comente-o. Tem para isso ao seu dispor, no fim do artigo. neste blog, um espaço para isso.
Entre todos os que comentarem, que deixarem o seu comentário no lugar apropriado, será sorte4ado um dos romances, ou um livro de poesia, ou uma das antologias onde a autora tenha entrado.
Ao recebê-lo, poderá ainda habilitar-se a outro livro se tirar uma foto com o livro que lhe calhou e publicar no facebook conforme referido no destacado abaixo:
O feliz contemplado, ao receber o
romance ou o livro que lhe calhar por sorteio, terá de tirar uma foto sua com ele, publicando-a no
facebook, com o título: "Eu li este
romance. E você, já leu?"
ESCRITOR ASCENCIO DE FREITAS (1926/2015) EM JEITO DE HOMENAGEM E AGRADECIMENTO
- Faleceu no dia 24 de Agosto (2015), o escritor ASCENCIO DE FREITAS.
- É certo que não era um jovem, mas apesar das dificuldades de saúde e locomotivas, raramente faltava a encontros de escritores.
Só li eu livro seu, que tenho em casa, mas ouvi-o muitas vezes em conferências. Se não for no nosso tempo será com a geração vindoura, a sua obra será reconhecida e amada. Paz à sua alma.
Um dia, o Ascêncio quis-me ajudar, mas não tinha como. Reconhecida, agradeci-lhe. Hoje, no momento em que acabo de saber da sua morte, daqui lhe envio mais um abraço com toda a gratidão pelo seu gesto tão humano.
sábado, 22 de agosto de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
QUERIA QUE OS PORTUGUESES, Agostinho Lopes da Silva
Queria que os Portugueses
Queria que os portugueses
tivessem senso de humor
e não vissem como génio
todo aquele que é doutor
sobretudo se é o próprio
que se afirma como tal
só porque sabendo ler
o que lê entende mal
todos os que são formados
deviam ter que fazer
exame de analfabeto
para provar que sabem ler
teriam sido capazes
de constituir cultura
por tudo que a vida ensina
e mais do que livro dura
e tem certeza de sol
mesmo que a noite se instale
visto que ser-se o que se é
muito mais que saber vale
até para aproveitar-se
das dúvidas da razão
que a si própria se devia
olhar pura opinião
que hoje é uma manhã outra
e talvez depois terceira
sendo que o mundo sucede
sempre de nova maneira
alfabetizar cuidado
não me ponham tudo em culto
dos que não citar francês
consideram puro insulto
se a nação analfabeta
derrubou filosofia
e no jeito aristotélico
o que certo parecia
deixem-na ser o que seja
em todo o tempo futuro
talvez encontre sozinha
o mais além que procuro.
Agostinho da Silva, in 'Poemas'
tivessem senso de humor
e não vissem como génio
todo aquele que é doutor
sobretudo se é o próprio
que se afirma como tal
só porque sabendo ler
o que lê entende mal
todos os que são formados
deviam ter que fazer
exame de analfabeto
para provar que sabem ler
teriam sido capazes
de constituir cultura
por tudo que a vida ensina
e mais do que livro dura
e tem certeza de sol
mesmo que a noite se instale
visto que ser-se o que se é
muito mais que saber vale
até para aproveitar-se
das dúvidas da razão
que a si própria se devia
olhar pura opinião
que hoje é uma manhã outra
e talvez depois terceira
sendo que o mundo sucede
sempre de nova maneira
alfabetizar cuidado
não me ponham tudo em culto
dos que não citar francês
consideram puro insulto
se a nação analfabeta
derrubou filosofia
e no jeito aristotélico
o que certo parecia
deixem-na ser o que seja
em todo o tempo futuro
talvez encontre sozinha
o mais além que procuro.
Agostinho da Silva, in 'Poemas'
POETA –
FILÓSOFO, ENSAISTA – AGOSTINHO DA SILVA
(1906-1994)
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