quarta-feira, 15 de abril de 2015
LIVROS SÃO OS MAIORES AMIGOS E OS MELHORES PROFESSORES
Romance "O Meu Pecado"
Romance "Mãe Preta"
"Cântico de Palavras" - poesia
Peça à autora Celeste Cortez, através do facebook.
sábado, 11 de abril de 2015
Cântico Negro - José Régio
Cântico Negro
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'
domingo, 29 de março de 2015
MENÇÃO HONROSA, no conto "Era uma vez O AMOR, maravilhoso presente vivo da vida
CATEGORIA – ACADÊMICOS EFETIVOS, CORRESPONDENTES E HONORÁRIOS
- Era uma vez – O amor – Maravilhoso presente vivo da vida –
Autor: Celeste Cortez – Portugal – Membro Correspondente da ALACIB

É sempre muito agradável receber prémios. Esta menção honrosa de UM CONTO, encheu-me de orgulho.
Obrigada à Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil e aos membros do júri.
- Era uma vez – O amor – Maravilhoso presente vivo da vida –
Autor: Celeste Cortez – Portugal – Membro Correspondente da ALACIB

É sempre muito agradável receber prémios. Esta menção honrosa de UM CONTO, encheu-me de orgulho.
Obrigada à Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil e aos membros do júri.
terça-feira, 24 de março de 2015
FALECEU O POETA HERBERTO HELDER, em Cascais onde residia.
![]() |
| Este desenho do poeta Herberto Helder, não é recente. |
Herberto Helder foi condómino do prédio que a minha ex-empresa administra em Cascais, conheço sua esposa, mas nunca o vi.
Sobre um poema,
de Herberto Helder, (falecido a 23 de Março de 2015, em Cascais.
Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
– a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
– Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
– E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
– a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
– Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
– E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Obrigada em meu nome. Não mereço, mas dá felicidade ser-se reconhecido.




RE: Nada fiz de especial
tigo que veio a público recentemente, incluíndo no facebook. É da autoria do jornalista regional, Albertino da Costa Veloso, meu conterrâneo.
tigo que veio a público recentemente, incluíndo no facebook. É da autoria do jornalista regional, Albertino da Costa Veloso, meu conterrâneo.
| Nos salões nobre da Câmara Municipal de Carregal do Sal, na tarde de 16 de Março de 2012, na inauguração da Uscsal - Universidade Sénior de que fui idealizadora, sócia nº.1 |
Artigo que foi publicado, também no facebook, por um jornalista regional, meu conterrâneo, Albertino da Costa Veloso. Não resido na terra que ele menciona, tenho contudo feito o que posso para a valorizar. Não tenho no entanto o valor que ele me atribui, mas partilho com os amigos a honra com que me distingue:
"A HOMENAGEM QUE TARDA
Carregal do Sal, ridente Vila-Concelho implantada no coração do Planalto Beirão assistiu, nestes últimos quase trinta anos, ao desenvolvimento económico, cultural e social dos concelhos vizinhos enquanto, refém duma apatia confrangedora, deixava que os seus bens materiais e valores pessoais se perdessem, alguns irremediavelmente!
Já uma vez disse num dos meus escritos que os países são o que valerem as suas gentes. A mesma asserção se aplica às cidades, vilas e aldeias. Está demonstrado… Como está demonstrado que a negação do mérito – por antipatia ou distracção – gera desilusão, perda de entusiasmo e a consequente retracção ou fuga de valores.
| Medalha de Prata - oferta da Câmara Municipal de Carregal do Sal à Uscsal - Universidade Sénior (que a fundadora nº.1 entregou ao 1~. Presidente). |
São muitas as figuras carregalenses que se têm distinguido por este País fora (e não só) nos mais variados domínios. Alguns já sentiram a honra de ver o seu nome projectado para a posteridade. A esses, fez-se justiça – embora relativamente a um ou outro subsistam algumas reticências… Falta porém preencher uma incompreensível lacuna no que toca ao reconhecimento público devido a duas pessoas que muito têm feito para levar bem longe o nome deste “Paraíso Beirão”. São eles, nem mais nem menos, os dois ilustres filhos desta terra Celeste Cortez e Hermínio da Cunha Marques.
Só por preciosismo me atrevo a destacar estas duas figuras, tão vasto é o currículo de ambos, que dispensam apresentação. Mas faço-o, rendido às suas enormes capacidades que ninguém pode ignorar.
Citar Celeste Cortez é falar implicitamente da Mulher, da Escritora, da Romancista, da Poetisa, da Pedagoga e da Humanista, um manancial de atributos enriquecedor;
Citar Hermínio da Cunha Marques é falar do Homem, do Escritor, do Poeta, do Historiador e – arrisco – do Compositor. Mais palavras para quê? Cabe ao Povo do Carregal, na pessoa da Assembleia Municipal, propor que seja perpetuado o nome destes cidadãos, inscrevendo-os na toponímia deste Concelho. Ainda na vida deles. Para sentirem o apreço que lhe tributaram.
Quem honra a sua terra, merece por ela ser contemplado."
terça-feira, 10 de março de 2015
HOMENAGEM AO ESCRITOR AMADEU FERREIRA-FALECIDO A 01-03-2015
![]() |
| Escritor, Amadeu Ferreira (1951-2015) |
segunda-feira, 2 de março de 2015
ROMANCE DA AUTORA
Eu já li...
Você vai ler?...
Romance Mãe Preta, de Celeste Cortez, publicado em Portugal

O cheiro das queimadas no mato, tão longe, parece chegar até à cidade, como o tiririti das marimbas parece fazer brotar da terra as danças ritmadas do seu povo, nas noites de lua cheia. Estamos a falar de África, de Moçambique, onde a fantasia leva os velhos a contarem histórias de jacarés que comem gente viva.
Preço €uros 15-00 + postes de CTT.
Envio à cobrança. Peça-o através da página do facebook Celeste Cortez Autora.
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