sábado, 21 de maio de 2016

POEMA - CANÇÃO DE EMBALAR, DE ZECA AFONSO

                   
                      Canção De Embalar

                            Autor: Zeca Afonso    (Aveiro 1929 - Setúbal 1987)
  

Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será pra ti
Outra que eu souber será para ti
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô


Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar
Trovas e cantigas de embalar
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô


Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor
Perde a estrela d’alva o seu fulgor
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô


Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme quinda à noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer
Deixa-a vir também adormecer
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô



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