segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

ANTÓNIO ALEIXO - POETA ( Vila Real de Santo António 18-02-1899-16-11-1949)

POETA (e cantor) António Aleixo
António Fernandes Aleixo (Vila Real de Santo António, 18 de fevereiro de 1899Loulé, 16 de novembro de 1949) (50 anos) foi um poeta popular português de grande relevo autor de 
Versos  com IRONIA e CRITICA SOCIAL. 
 António Aleixo também é recordado como homem simples, humilde e semi-analfabeto, mas deixou um legado de obra poética singular na literatura portuguesa da primeira metade do século XX.
Vida emaranhada lutando contra a pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças. Personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como emigrante, exerceu em França.

De regresso ao seu Algarve natal, Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, atividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de «poeta-cauteleiro». Faleceu vítima de uma tuberculose, doença que tinha vitimado uma de suas filhas.
Estilo literário –Espontaneidade; Sentido filosófico; Expressão “Sintética” de conceitos de moralidade. A sua métrica – pequenas composições de QUATRO VERSOS, conhecidos como QUADRAS ou TROVAS;
Foi internado no Hospital – Sanatório dos Covões, em Coimbra, a 28 de junho de 1943. Ali uma nova era para o poeta que descobre novas amizades e deleita-se com novos admiradores, que reconhecem o seu talento, de destacar o Dr. Armando Gonçalves, o escritor Miguel Torga, e António Santos (Tóssan), artista plástico e autor da mais conhecida imagem do poeta algarvio, amigo do poeta que nunca o desamparou nas horas difíceis. Os seus últimos anos de vida foram passados, ora no sanatório em Coimbra, ora no Algarve, em Loulé.
A 27 de maio de 1944 recebeu o grau de Oficial da Ordem de Benemerência.[1]
HOMENAGEM – Em homenagem ao poeta popular e à sua obra, muitos distritos portugueses atribuíram o seu nome a ruas e avenidas e até a diversas escolas.
  • O reconhecimento a este poeta tem-se repercutido noutros países de língua portuguesa, nos quais o nome de Aleixo foi imortalizado em instituições como, por exemplo, a Escola Poeta António Aleixo no Liceu Católico de São Paulo no Brasil.  
Da sua autoria estão publicadas as seguintes obras:
·         Quando começo a cantar – (1943);
·         Intencionais – (1945);
·         Auto da vida e da morte – (1948);
·         Auto do curandeiro – (1949);
·         Auto do Ti Jaquim - incompleto (1969);
·         Este livro que vos deixo – (1969) - reunião de toda a obra do poeta;
·         Inéditos – (1979); tendo sido, estes quatro últimos, publicados postumamente.
FUNDAÇÃO ANTÓNIO ALEIXO, Loulé – Loja social, secção de comunicação e animação; Creche Meninos do Aleixo (Abelheira-Loulé); Creche Espaço Infantil (Abelheira); Centro Comunitário – Abelheira – Serviço Apoio Domiciliário (Abelheira).
          I

Sou humilde, sou modesto;
mas, entre gente ilustrada,
talvez me digam que não presto,
porque não presto p`ra nada.

           II
Forçam-me mesmo velhote,
de vez em quando a beijar
a mão que brande o chicote
que tanto me faz penar.

Por de Deus ter recebido
tantas provas de bondade,
já lhe tenho até pedido
a morte por caridade.

          IV
Porque o mundo me empurrou,
caí na lama, e então
tomei-lhe a cor mas não sou
a lama que muitos sã

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