quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

HOMENAGEM A ZECA-AFONSO NO ANIVERSÁRIO DA SUA MORTE 23-02.

HOMENAGEM A ZECA AFONSO, NO DIA 23 DE FEVEREIRO, ANIVERSÁRIO DA SUA MORTE.

              Luís de Camões 1524-1580 e Zeca Afonso 1929-1987  - Mais de quatro séculos separam estes dois nomes.  Luis de Camões  no século XVI escreveu “Verdes são os campos” que Zeca Afonso musicou e cantou no século XX. E continua a ser cantado por outros no século XXI. 
          No século XVI, época em que Luís de Camões viveu, a influência do Renascimento italiano, expande-se por toda a Europa.

          Analisando estes simples mas belos versos, vê-se o romantismo que, de tão simples tanto significam. Encantam-nos com a visão da natureza, lugar idílico, harmonioso, dependendo da presença ou ausência da mulher por ele amada.   
          O magistral Camões, compara a verdura dos campos e dos limões com os olhos da sua amada.  Menciona que as ovelhas sobrevivem desses campos, assim como ele,  poeta, sobrevive das lembranças do seu coração, sentindo tristeza, nostalgia e a saudade dos olhos da sua amada. São aqueles olhos da sua amada, da cor das ervas dos campos que o fazem viver alegremente, assim como o gado pasta e se alimenta com alegria nos campos que são da mesma cor. O poeta insiste que os animais estão a comer a verdura bela, o pasto especial que trás o verão dos quais se alimentam, assim como ele se alimenta das lembranças do seu coração.  
          O professor, compositor e cantor José Afonso, que ficou conhecido por Zeca Afonso, passados quatro séculos, musicando aqueles versos, ofereceu-nos uma canção suave, melodiosa, que enche o nosso coração de ternura. Os dois, pelo seu valor fazem parte da nossa saudade. No dia de hoje, 23 de Fevereiro faleceu em 1989 Zeca Afonso, o professor, músico, cantor, que nas suas composições lutou pela liberdade.

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;


Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

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