sexta-feira, 16 de junho de 2017

MAR MORTO - PORQUE RAZÃO TEM ESTA DESIGNAÇÃO?

 PORQUE RAZÃO O MAR MORTO TEM  ESTA  DESIGNAÇÃO?
1 – Porque morreram lá muitas pessoas?
2 – Porque tem muitos peixes?
3 – Porque tem muito sal e assim não há vida?
4 -  Porque cheira muito mal? 


MAR MORTO – Segundo a Bíblia, o  Mar Morto era lugar de refúgio para o rei David. Já no tempo do Rei Herodes, o Grande, (romano de origem Iduméia - 73 A.c. – a 1.a.C) era um “resort” de saúde. Tornou-se centro de pesquisa e tratamento de saúde, pelo seu conteúdo mineral de água, baixo teor de polén, radiação ultravioleta reduzida e pela pressão atmosférica que tem efeitos benéficos sobre a pele.
O Mar Morto era fornecedor de produtos que eram utilizados para mumificação egípcia e potássio para fertilizantes.
O Mar Morto é 8,6 vezes mais salgado que o Oceano. Esta alta salinidade impede os organismos aquáticos, peixes e plantas de viverem nele. Porque os peixes ficam impossibilitados de procriar, daí o seu nome: MORTO.
O Mar Morto tem 67 quilómetros de comprimento, 18 de largura no ponto mais largo. É alimentado pelo Rio Jordão que banha a Jordânia e Israel.  
Veja a foto acima do Mar Morto. Veja a foto abaixo de uma praia do Oceano Atlântico. Enquanto o Mar Morto não é navegável, no Oceano Atlântico os barcos navegam e as pessoas podem banhar-se nas praias.  

Foto da autora do blogue: Portugal - Vista entre Cascais e Lisboa

quinta-feira, 15 de junho de 2017

BATMAN - ADAM WEST (1928-2017) O HERÓI FALECEU HOJE


BATMAN
(Adam West, 1928-2017)

Foi nossa grande ilusão
da infância que se prolongou
até ao sentir-nos cair as asas
que o morcego abrigava
sobre o homem.
Se os outros nos abandonavam
o Batman chegava
e em nossa imaginação
brilhava sua coragem, como se o triunfo
estivesse ali na esquina...
Agora a imagem se foi, 
com o sonho e esta louca idéia
de que tudo na injustiça
pode se mudar de tom.
As asas do Batman
eram falsas e voltaram
para o pobre animal
escondido no sótão.
           Teresinka Pereira

...............................


BATMAN
1928-2017
He was our great illusion
of childhood that lasted
until we had the feeling that
the bat's wings which 
protected the man, fell down.
If the others, abandoned us
in trouble, we could
count on Batman, and in
our imagination,
triumph was right
at the corner.
Now his image is gone
and also this crazy idea
that all injustice can be
changed into justice.
Batman's wings
were fake and returned
to the poor animal
hidden in the attic.
Teresinka Pereira
................




sábado, 22 de abril de 2017

MURAIS FLORIDOS

Foto número 1


          Estive uns tempos sem publicar, pela simples razão de que não conseguia abrir a página do blogue.  
Hoje, até que enfim, consegui!


Foto nº.2 
          Tenho alguns artigos para publicar, mas com um dia tão bonito, onde o sol brilhou, andei a passear por diversos lugares, tendo assim tido oportunidade de tirar algumas fotos de lugares especiais, para dedicar aos meus seguidores e aos meus leitores. 
Gostaria que no final do artigo deixassem a vossa opinião sobre as fotos a que pus o título: 
MURAIS FLORIDOS:  
     Na foto nº. 2 - É de um muro enfeitado, onde, nesta época do ano na Europa, se vêem "clívias" em flor. É, como pode verificar, uma flor de cor laranja bem forte. Neste muro, pendurados, alguns vasos com plantas. 
Foto nº 3 - Photo number two
E vamos prosseguir com mais uma foto do título MURAIS FLORIDOS:
Sabe que flor é esta? Em cachos, quase sempre de cor lilás. Mas sei que há também em branco. 
Fico à espera que diga o nome, escrevendo-o abaixo no lugar dos comentários. 
Mas não desespere, voltarei para escrever os nomes destas plantas floridas, tão lindas, que enfeitam alguns muros do local onde vivo. Gosta? 
Acha que escolhi demasiadas plantas com flores da cor lilás? E não são jacarandas. 
Despeço-me por hoje. Até breve. 

   

sexta-feira, 24 de março de 2017

BLACK MOTHER - NOVEL- AUTHOR CELESTE CORTEZ


"BLACK MOTHER" in the culture of Mozambique

The author reveals through the writing, a deep knowledge of Mozambique, its people, traditions, their language and dialects, folklore, their songs and dances, customs and practices in the life of the natives, the tribe, the family and in everyday life.
It is the work of one who thoroughly understands the "spirit" of the black men and women born in Mozambique, and that leads to interesting situations as the evolution of youth, the relationship with the "boss", the love intrigues, their belief in God or in their "gods".
In every page and in every chapter, this book puts us in the presence of the people of the tribe, with their traditions, their relationship with the "whites" - including military - primitive art, the meaning of the drumming drums, the marimba and traditional dances in times of joy or sadness.
The author Celeste Cortez, a member of the Academy of Arts and Letters, poet, writer, lecturer, currently Senior Professor at the University of Sintra, succeeded, with great art and ingenuity, to translate her deep knowledge of the natives, the culture of Mozambique and its evolution, in this excellent work that is "Black Mother", in which every chapter, excites us, sharpens our curiosity, because this is a live picture of a culture closely tied to Portugal,  to our language and to people with whom we co-existed, we exchanged knowledge with and were strongly bound to.
"Black Mother" is more than a romance, which contains the analytical study of the civilization of a people to whom we will be forever linked.


domingo, 19 de março de 2017

DIA DO PAI - 19-03-2017


AO PAI: ARTUR CORTEZ SOARES DE ALBERGARIA DE CAMPOS SILVA :

O seu coração foi firme 
e compreensivo
a orientar-nos nos caminhos cheios de ciladas
Suas mãos foram serenas e
doces a amparar-nos 
na vastidão das terras
conquistadas
Seus olhos viram e fizeram crescer
as qualidades dos seus filhos
sem deixarem de ver defeitos
que ajudou a corrigir
com amor e carinho
Que o nosso coração seja bom,
 benévolo,
compreensivo, como foi o seu
E que do Céu continue a abençoar-nos.

Aquele abraço dos filhos Celeste, Nelson e Tó

AO PAI ANTÓNIO SILVESTRE DOS SANTOS AMARAL 


segunda-feira, 13 de março de 2017

COMBOIO QUE FAZ O TEU PERCURSO DE SONHO - AUSTRÁLIA


COMBOIO QUE FAZ O TEU PERCURSO DE SONHO
Viajando por desertos da Austrália, com paragens em cidades entre o Norte e Sul (mas não Este e Oeste)
GHAN – comboio de t””GHAN”,  o comboio de turismo especial, segue a rota do expedicionário John McDonald Stuart, percorrendo a Austrália de norte a sul,  quase 3.000 quilómetros, de Darwin a Adelaide e de Darwin a Alice Springs, e vice versa.

Nestes comboios turísticos, a preocupação da empresa não é apenas preparar uma viagem de sonho, mostrar-lhe paisagens maravilhosas, ou lugares incomuns ao quotidiano(*) mas, acima de tudo, é para impressionar e agradar, não só pelo conforto das carruagens mas também da sala de jantar e quartos. 


                                                        


O GHAN faz duas 

longas paragens em Katherine e Alice Springs para passeios 

locais. Oferece conforto e sofisticação aos passageiros enquanto cruza os enormes desertos 

centrais. A viagem, como referido é de cerca  de 3 mil quilómetros, 

dura 2 noites e 3 dias de puro exotismo. Naturalmente um passeio dispendioso.
Atente-se na foto do quarto,  os pormenores que contribuem para a beleza e comodidade: o raminho de flores na mesa de cabeceira - será do lado da dama, por certo  - a pintura em cores alegres , vibrantes, condizentes com o belo sol australiano do quadro pendurado por cima da cama. Mas asseguro-lhe que há quartos com mais luxo, aqui neste comboio. 
          Vou prometer-lhe, leitor, logo que eu viaje nele, creia que publicarei mais fotos. Fica garantido.
              Por favor, deixe os seus comentários ao fundo deste texto.

Por favor responda às perguntas seguintes, para que a autora do blogue, possa preparar textos que agradem sempre aos seus seguidores e leitores.  
  1. Diga para todos os que lêem o blogue se gostaria de viajar num comboio assim. 
  2. Seria esta a viagem dos seus sonhos?
  3.  Não sendo, para onde gostaria de viajar?
  4.  Prefere viajar de barco, de avião, ou num comboio especial para uma viagem de sonho?  
  • Antecipadamente agradeço os seus comentários. 










sexta-feira, 10 de março de 2017

Apresentação do Livro "Mãe Preta" de Celeste Cortez na FNAC de Cascais





Na apresentação do romance "Mãe Preta" na FNAC do Cascaishopping, vê-se Arnalda Viegas, dizedora de poesia, a autora do livro Celeste Cortez,  a apresentadora Dra. Isabel Magalhães, o poeta declamador de poesia,  Jorge Viegas. 

 Foram lidos poemas da autora e um poema de Francisco José Tenreiro. 

 No poema da autora, "Não matem o mundo", fez parte do coro seu marido, ANTÓNIO CORTEZ SILVESTRE. 

Prezado leitor deste blogue, não deixe de comentar este vídeo. Deixe no final da página, no espaço reservado a "comentários" o  que achar justo. Se estiver identificado com seu nome (não aceitamos anónimatos) e se não for ofensivo da moral, será publicado .





segunda-feira, 6 de março de 2017

ALDRAVIAS - CÂNTICO DE PALAVRAS, livro de Celeste Cortez


Quando, por vez, encontramo-nos com livros que são verdadeiros compêndios de erudição, sentimo-nos afagados no espírito. Recebemos os originais de Cântico de Palavras com gentil convite para prefaciá-lo e criamos a expectativa de encontrar neles apenas um conjunto de aldravias. Que nada! Encontramos um tratado de poesia, no qual a aldravia é tratada com didática e carinho maternos; apresentada com a parcimônia da professora das primeiras letras – passo a passo – a dizer como e porque tecer poesia breve, própria à infância perene da linguagem gerativa, ampliada a cada dia e capaz de fazer sentidos novos e inusitados de sílabas apenas, metonímias de palavras não prontas no aparelho fonador ainda em formação. Arnauld e Lancelot na Gramática de Port-Royal (1660) dizem que “essa invenção maravilhosa de
compor, com vinte e cinco ou trinta sons, essa variedade infinita de palavras (...) revela aos outros t      odo o seu segredo e faz com que aqueles que nele não podem penetrar compreendam tudo quanto concebemos e todos os diversos movimentos de nossa alma”.

No mesmo espírito da formação das palavras, a aldravia abre a possibilidade da revelação pela fecundidade – do pouco que se faz muito – da significação, propriedade de não se poder prender a linguagem num dicionário, mas de tomá-la do dicionário à maneira da semeadura, para promover o milagre da multiplicação dos sentidos.

Os árcades de Minas Gerais, Brasil, no século XVIII, ensinam pela poesia que a expressão livre é condição para a libertação. Fecundando esse ensinamento, os poetas aldravistas na abertura do século XXI clamam por libertação da poesia e propõem a liberdade como forma poética, batendo aldravas para que portas se abram para significações amplificadas nos movimentos de entrar ou sair – o ambiente interno é de convivência em aconchego; o ambiente externo é de convivência para novas relações – ambos revelam espaços de experimentação da liberdade.

As aldravias de Celeste Cortez trazem à realidade, neste livro que nasce como cântico de palavras, aquilo que o desejo árcade preconizava como bandeira – a liberdade:
liberdade
de
escrever
sem
amarras:
aldravias

O leitor deste livro terá o privilégio de viajar com a expressão dos movimentos da alma, libertos como os ventos que sopram pensamentos bons.

bons
pensamentos
palavras
leva-as
o
vento

Numa leitura livre da Poética de Aristóteles (323 aC.), as aldravias de Celeste Cortez põem melodia (melos) em poucas palavras (lexis) e criam um grandioso espetáculo (opsis), valendo-se da representação (mimesis) de um tema (dianoia), cujo argumento (mythos) eleva o caráter (ethos). Eis que o leitor de cântico de palavras tem em cada aldravia uma experiência plena de todas as características fundamentais da poesia, na mais pura acepção de poética – melodia na representação de um tema que eleva o caráter e constrói o grandioso espetáculo da construção dos sentidos.

rumor
da
cascata
ouve-se
em
quietude

Sentimentos privados também são deliciosamente confessados nas aldravias deste livro. À semelhança do bíblico livro Cântico dos Cânticos, breve na extensão, mas denso em sua complexidade em que Salomão faz uma poética da união pelo amor, de forma celestial Cortez canta louvores à vida, à união, à natureza, ao amor:

                                                               em
conjunto
limando
imperfeições
casamento
perfeito

Ironia jocosa percebemos na alusão à metrificação que outrora tanto fez seletivo o clube dos poetas. Justo na terra dos trovadores, em que a métrica tamborilada nos dedos mede as tônicas das redondilhas maiores e menores ou dos decassílabos hendecassílabos e alexandrinos, as aldravias libertam os poetas do confinamento da melodia ao metro.

A melodia liberta faz cantar a própria sequência de palavras na sua cadência natural na escolha enunciativa – o pulso sentido é o do coração do poeta:

aldravias
escrita
sem
tamborilar
com
dedos

A metonímia como figura fundamental da aldravia é explorada nos poemas deste livro, em mostra inequívoca do desejo de a poesia ser ação partilhada de poeta e leitor, sem imposição interpretativa.
                                                                 no
galho
seco
melro
canta
madrugadas


Fazer aldravia é construir uma nova forma de poesia, da poesia da alma, do espírito liberto, da transposição direta dos sentimentos para as palavras, sem interposição de elementos que tornam falsas as significações nascidas das emoções emanadas dos contatos com os universos visíveis e invisíveis.


Brilhantemente, Celeste Cortez em Cântico de Palavras faz as emoções transbordarem dos seus vales interiores, consagrando em território europeu a contribuição brasileira ao patrimônio literário da humanidade – a aldravia – de cujo cânone extrai a essência da poeticidade, em que a mente livre é fonte de emoções naturalmente poéticas...
tijolo
constrói
casa
mente
constrói
emoções


Aos caros leitores deste Cântico de Palavras, que as emoções disponíveis nesses versos não sejam contidas. Boa leitura!
J. B. Donadon-Leal (Doutor em Semiótica) e Andreia Donadon Leal (Mestre em Estudos Literários)
Mariana, Minas Gerais – Brasil - 22 de outubro de 2013





     

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

CARNAVAL - HISTÓRIA DO PIERROT, COLOMBINA, ARLEQUIM (Vale a pena ler)



copiado do youtube.

As Máscarasm este poema de 

Menotti Del Picchia, refere o amor de Colombina. 

O teu beijo é tão doce, Arlequim...
O teu sonho é tão manso, Pierrô...

Pudesse eu repartir-me
encontrar minha calma
dando a Arlequim meu corpo...
e a Pierrô, minha alma!

Quando tenho Arlequim,
quero Pierrô tristonho,
pois um dá-me prazer,
o outro dá-me o sonho!

Nessa duplicidade o amor todo se encerra:
Um me fala do céu...outro fala da terra!

Eu amo, porque amar é variar
e , em verdade, toda razão do amor
está na variedade...

Penso que morreria o desejo da gente
se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente.

Porque a história do amor
só pode se escrever assim:
Um sonho de Pierrô
E um beijo de Arlequim!

sábado, 25 de fevereiro de 2017

MÁSCARAS DE CARNAVAL


MÁSCARAS DE CARNAVAL


Antecedendo a Quaresma (Igreja Católica), está o Carnaval. E no Carnaval usam-se máscaras, não só para imitar alguém diferente mas, também, por vezes, para disfarçar a própria identidade dos que as usam. 
Vamos falar de máscaras usadas no Carnaval, estas a seguir, proliferam na internet. Pintei a meu gosto. Alguns anos já se passaram.
          Ficaram assim. Gostam? A de baixo, acrescentei-lhe umas orelhas, franzidas, para tapar mais a cara e a tornar diferente do seu original. Que tal? 
         A moda das máscaras difundiu-se por toda a Europa nos bailes de máscaras que tanto se propagaram, nos princípios do século XVIII. 

     Na França, em Paris, o carnaval converteu-se numa continuidade de máscaras, para, como disse acima, disfarçar a própria identidade dos que a usavam, nos bailes. Nesse disfarce, quer fosse para se apropriar da identidade de alguém, isto é, para imitar outra pessoa, quer seja porque o próprio indivíduo quis esconder a sua, a diversão durava a noite inteira. Foi no reinado de Luis XIV, (O Rei Sol) que a França viveu uma explosão de alegria depois das guerras que definiram o seu reinado.
          Provavelmente as máscaras que atraíram mais pintores, foram a Colombina, Arlequim e Pierrot.           
          Aqui à sua esquerda, uma pintura do célebre pintor Paul Cezanne, do Pierrot e Arlequim, em 1888. 
        Quem eram Colombina, Arlequim e Pierrot (ou Pierrô).


Colombina, Arlequim e Pierrot, personagens da Comédia Italiana, nascida na Itália no século XVI. Também em França se difundiu a Commedia dell’Arte, entre os séculos XVI e XVIII.
Era uma forma teatral com textos improvisados,  de sátira social. Os seus personagens, Colombina, Arlequim e Pierrot, representam serviçais envolvidos em um triângulo amoroso: Pierrot ama Colombina, que ama Arlequim, que, por sua vez, também deseja Colombina.
Este estilo surgiu como alternativa à chamada Comédia Erudita, de inspiração literária, que apresentava atores falando em latim, naquela época uma língua já inacessível à maioria das pessoas. A história do trio enamorado sempre foi um autêntico entretenimento popular, de origem influenciada pelas brincadeiras de Carnaval. Apresentadas nas ruas e praças das cidades italianas, as histórias encenadas ironizavam a vida e os costumes dos poderosos de então. Para isso, entravam em cena muitos outros personagens, sendo estes os mais famosos.
          Colombina - era uma criada de quarto, sedutora, volúvel, esperta, amante do Arlequim. Vestia trajes de cores variadas, como os de seu amante Arlequim.
           Arlequim – Entre o Arlequim e Pierrot havia rivalidade pelo amor de Colombina. Arlequim usava traje feito a partir de retalhos triangulares de várias cores. Representa o cómico, o palhaço, o farsante. Também é personagem da Commedia dell’Arte.
       Pierrot (ou Pierrô)– Além da rivalidade que havia com Arlequim pelo amor de Colombina, o carater dele é de todo ingénuo. É também uma personagem da Commedia dell'Arte.
Neste poema seguinte, de Menotti del Picchia, percebe-se a distinção do amor de Colombina, por Pierrot e Arlequim:

POEMAS DE


Menotti Del Picchia, AS MÁSCARAS 

O teu beijo é tão doce, Arlequim...
O teu sonho é tão manso, Pierrô...

Pudesse eu repartir-me
encontrar minha calma
dando a Arlequim meu corpo...
e a Pierrô, minha alma!

Quando tenho Arlequim,
quero Pierrô tristonho,
pois um dá-me prazer,
o outro dá-me o sonho!

Nessa duplicidade o amor todo se encerra:
Um me fala do céu...outro fala da terra!

Eu amo, porque amar é variar
e , em verdade, toda razão do amor
está na variedade...

Penso que morreria o desejo da gente
se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente.

Porque a história do amor
só pode se escrever assim:
Um sonho de Pierrô
E um beijo de Arlequim!












              A seguir duas mascaradas de carnaval, o carnaval da brincadeira, que deu para alegrar, para dar vida à vida. 

          Divirta-se, seja feliz. 

 


   
    

         



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...