segunda-feira, 4 de julho de 2016

ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO PARQUE ECOLÓGICO DO FUNCHAL, recebeu o prémio Internacional "Terras sem sombra"

 Torne fecunda e bela  cada qual,
A terra em que nascer: e Portugal
será fecundo e belo, e o mundo inteiro.

Fortes e unidos trabalhai assim…
- A Pátria não é mais do que um jardim
Onde nós todos temos um canteiro.

In “A Alma das Árvores”
António Correia de Oliveira (1879-1960)


 





Sob a presidência do Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes



Prémio Internacional Terras sem Sombra entregue em Sines a 2 de Julho

Torne fecunda e bela a terra em que nascer e Portugal será fecundo e belo e o mundo inteiro, são palavras que aprendi quando bem pequena li o poema do nosso grande poeta ANTÓNIO CORREIA DE OLIVEIRA (1879-1960), o poeta português que mais vezes foi proposto (15 vezes) para prémio Nobel da Literatura.
     As palavras soltaram-se de imediato do meu pensamento para aplaudir com rasgados elogios e uma longa salva de palmas a entrega do prémio à Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, no dia  2 de Julho 2016, pelo júri do prémio Internacional “Terras sem sombra”.
     Para os leitores do meu blogue Letras à solta – http://celestecortez.blogspot.com e da minha página do facebook Celeste Cortez Autora e da página do face Celeste Cortez, vou explicar por que razão a referida associação recebeu o tão valioso troféu. Retiro de escritos que me foram enviados juntamente com o convite para aquela cerimónia que, por motivo da distância não me foi possível estar presente.
   …”Em 1994, a Câmara Municipal criou o Parque Ecológico do Funchal na zona montanhosa sobranceira à cidade. A vasta propriedade concelhia tinha estado sujeita a intenso pastoreio, na parte mais alta, e à expansão descontrolada de eucaliptos e acácias nas terras mais baixas. Em 1996 começou um programa de reflorestação para recuperar as formações vegetais primitivas; minimizar as condições de propagação de fogos; reduzir a erosão e diminuir os efeitos catastróficos das cheias; aumentar a infiltração das águas e reforçar as nascentes.
 
     A AAPEF – Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal -  nasceu com o intuito de mobilizar voluntários para os trabalhos de reflorestação. Em 2001, solicitou autorização à Câmara para concentrar a sua atividade na zona mais alta do parque, na área do Pico Areeiro, (que bem conheço, fui lá duas vezes)  entre os 1700 e os 1800 metros de altitude. Onde a rocha madre aflorava só com a criação dum novo solo em cada caldeira seria possível instalar as plantas pioneiras para uma nova sucessão biológica. Desde então os seus voluntários trabalham na plantação e manutenção de espécies adequadas às características daquele ecossistema. Uma área que estava completamente desertificada começou a ostentar as cores da biodiversidade.

A Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, surgiu em 1996, por iniciativa de Raimundo Quintal, mobilizando voluntários para a recuperação de uma zona muito degradada, entre os 1700 e os 1800 metros de altitude, onde a autorregeneração era praticamente impossível, porque todo o coberto vegetal tinha desaparecido e em alguns espaços já nem solo havia. O risco era grande, mas maior era o desafio de criar um oásis num deserto de montanha, o que se conseguiu. Porém, em Agosto de 2010, um incêndio destruiu aproximadamente 90% da vegetação plantada; a AAPEF voltou a plantar cerca de 50.000 plantas, exclusivamente com trabalho voluntário, pertencentes a 41 espécies endémicas e indígenas da Madeira. Tudo isto faz dela – tal como afirmaram na cerimónia de entrega do prémio, um exemplo de intervenção da sociedade civil na defesa da biodiversidade.


         Parabéns merecidos. Com aplausos e desejos de saúde para a continuidade. Celeste Cortez (escritora de romances, poesia e literatura infanto-juvenil)

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