sábado, 25 de abril de 2015

LÍNGUA PORTUGUESA - OLAVO BILAC (1865/1918)

“LÍNGUA PORTUGUESA”, 

OLAVO BILAC, BRASIL (1865/1918)

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…

Amote assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!



análise . a finalizar durante esta semana: Volte para ler.

paradoxo : Do poema acima "és a um tempo esplendor e sepultura" .Porque a língua portuguesa vai-se expandindo, (Brasil/Africa) e o latim vai caindo em desuso, vai morrendo, como o autor diz. o POETA faleceu em 1918. 




















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