sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

NATAL PODE SER - Clemente da Silva Pereira


              Natal pode ser
Espaço e tempo de renovação
Onde se escuta uma nova canção,
É o brilho das estrelas que nos enchem de luz,
Enquanto o Pai Natal sorri e veste o capuz

       
               Natal pode ser
As crianças a correrem de mãos dadas,
Num sonho inocente de um conto de fadas,
Voando na imaginação da sua liberdade,
Ao respirarem o suave odor da felicidade.

        
               Natal pode ser
Admirar a beleza luzidia da lua,
Até o Menino Jesus descer à rua
Onde nada se oculta e tudo se vê
Quando traz este poema que te lê


                             Natal pode ser
As pessoas unirem-se em fraternidade
Na estrada da Luz da eternidade
Ou o Sol a brilhar no espaço celeste
Quando o vento sopra de Oeste


               Natal pode ser
À meia-noite ouvirem-se sinfonias
Que nos trazem suaves melodias
De novos cânticos de hinos,
Inventados por milhares e milhares de sinos.

               Natal pode ser
Aquilo que cada um sente
Quanto se recebe um presente,
A sensação estranha que sempre nos aparece,
E o prazer de quem recebe e oferece

                         
                           Natal pode ser
Observar a neve através da vidraça
Ouvirmos a alegria de quem passa
A caminhar sobre aquela manta
De cor tão pura e tão branca


             Natal pode ser
Para mim e para vós,
Em que ganhamos todos nós
Quando cantamos em glória
As notas de amor da nossa vitória


             Natal pode ser
Não um grito de guerra
Que se ouve no alto da serra,
Mas sim uma canção que se faz
E se ouvirá sempre como um hino à paz



              Natal pode ser
Quando um homem quiser
Um momento a não esquecer,
Que permanece neste mundo habitável
Numa longa noite infindável.


Clemente Silva Pereira (JORNALISTA DE SANTA COMBA \DÃO)

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