quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

SÓ SEI QUE NADA SEI...por Carlos Brandão de Almeida

Será que nos dias de hoje faz sentido falarmos de filósofos que viveram há mais de 2 500 anos? Fará realmente sentido reflectirmos sobre teorias geradas muito antes de Jesus Cristo pregar a sua doutrina?

No início deste conturbado século XXI quando o pensamento humano parece tudo ter abarcado, tudo ter questionado e ter presumivelmente achado soluções teóricas para todos os problemas do Universo, será que valerá mesmo a pena perdermos o nosso riquíssimo tempo com figuras míticas como Sócrates, Platão e outros? Eles nem sequer tinham computadores, nem telemóveis, nem satélites à sua mercê... Como poderiam esses seres desapetrechados discorrer sobre os mistérios da condição humana; sobre os comportamentos dos homens ou sobre a Mãe Natureza?
A resposta só pode ser encontrada relendo os seus textos, perscrutando o seu pensamento, verificando a consistência das suas teses.

E, ao lê-las, ao analisá-las, ficamos maravilhados com a actualidade das suas ideias, com a sensatez das suas propostas, com a abertura de espírito que revelavam.

Foto da internet 
Sócrates que foi sacrificado por mor das suas convicções, morreu envenenado com cicuta. Afirmou ele que vale mais sofrer uma injustiça do que praticá-la.

A estatura deste homem é intemporal, ultrapassou os séculos e até os milénios.

Fará então sentido falar destes ancestrais filósofos? Claro que sim. Quanto muito pela sua clarividência e pelo embrião de sapiência que nos legaram. E, também, pela verticalidade e postura de vida que cultivavam.

Sócrates uma vez mais ele, foi certa vez interpelado por Anito, um pseudo-sábio — provavelmente precursor dos muitos “Anitos” que hoje pululam pelo Mundo - sobre a valia dos seus conhecimentos. A essa questão respondeu Sócrates com a célebre frase: Só sei que nada sei...

O Homem na sua trídimensão de indivíduo, de cidadão e de ser espiritual precisa de ser feliz, aspira por justiça e anseia por mais saber. Necessita pois de pensadores com visão humanista séria e generosa projectada no futuro. Assim o foram os filósofos antes da era cristã.

                                                    Carlos Brandão de Almeida

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