domingo, 3 de fevereiro de 2013

HOMENAGEM PÓSTUMA A UM COMBATENTE

HOMENAGEM  PÓSTUMA A UM COMBATENTE

MAJOR-GENERAL JAIME NEVES(28-05-1936 - 27-01-2013) 

          Major-General JAIME NEVES, um dos homens que ajudou a mudar Portugal, seria o título mais apropriado para esta pequena crónica.
          Portugal-velho,  em linguagem de dicionário,  refere-se a um homem honestíssimo, de princípios rígidos, leal.
Ao ler homenagens prestadas por ex-militares que estiveram sob o seu comando, este nome, Portugal-velho,  assenta que nem uma luva no homem que faleceu recentemente, o Major-General JAIME NEVES, e, relendo aquelas mensagens, terei de escrever PORTUGAL-VELHO com letras grandes, não porque o dicionário assim o indique, mas porque a um HOMEM do seu valor, da sua integridade, com as suas qualidades, só cognomes com letras grandes lhe podem ser aplicados.
         Transcrevo o Voto de Pesar nº.XII da Assembleia da República: Jaime Alberto Gonçalves das Neves, prestou altos serviços às Forças Armadas e ao País, ao longo da sua vida e da sua brilhante e valorosa carreira militar, marcada pelo heroísmo, pela frontalidade e por uma singular capacidade de decisão.
          Grande parte da sua carreira militar foi dedicada a servir a Pátria no Ultramar, onde cumpriu diversas comissões de serviço, sempre com notável espirito de missão, excelentes qualidades de liderança e invulgar coragem perante situações de elevado risco, qualidades que foram publicamente reconhecidas em diversos louvores e condecorações destacando-se a Medalha de Cruz de Guerra de 1ª Classe.

          Finalizo esta mensagem com o poema VENTANIA do livro Há sempre um vapor acostado ao cais... do autor Tenente General JOAQUIM CHITO RODRIGUES, seu camarada de curso, cujas palavras são apropriadas para a despedida ao Major-General Jaime Neves:

                                       Abanam as árvores em nosso redor
                                       Vento forte de todos os sentidos
                                       Abana a vida e sopra temor
                                       Sem respeito por ricos ou mendigos

                                       Cai árvore conhecida a meu lado
                                       Soçobra árvore amiga mais além
                                       Pouco a pouco floresta desbaratada
                                       Deixa ver melhor o fim que aí vem

                                      
                                       Sejamos fortes. Tenhamos coragem
                                       As raízes criadas neste mundo
                                       Darão noutro além, muita ramagem

                                      
                                       O vento continua forte e profundo
                                       Não se vislumbra futura viragem
                                       Cada dia que passa é menos um segundo.














Letras À Solta Celestecortez.blogspot.com/

















 








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