domingo, 13 de novembro de 2011

A SANTA CEIA de LEONARDO DA VINCI

A ÚLTIMA CEIA ou a SANTA CEIA

A Santa Ceia ou a Última Ceia de Jesus com os seus Apóstolos talvez seja das pinturas mais universalmente conhecidas. É uma obra magistral do grande Mestre Leonardo Da Vinci que levou mais de três anos a concluir.
Conta-se – provavelmente será uma lenda clássica – que o artista teve bastante dificuldade em arranjar os modelos humanos que representassem Jesus e Judas, pois o grau de exigência plástica em relação a estas figuras era muito elevado. Uma representava o Bem: a imagem de Jesus. A outra o Mal, na figura de Judas, o falso amigo que, por trinta dinheiros, traiu Jesus durante a ceia.Certo dia, quando Da Vinci assistia à actuação de um grupo coral viu num dos jovens coralistas a imagem perfeita de Cristo.Convidou-o para o seu atelier e reproduziu os seus traços para a tela.Faltava agora encontrar o protótipo ideal de Judas. Nesse embaraço, teve que interromper, durante largo tempo, o trabalho até descobrir o figurante que idealizara.Depois de muito procurar, o pintor deparou com um mendigo, prematuramente envelhecido, bêbado, esfarrapado, de miserável aspecto, cabelo longo e emaranhado e com uma expressão de maldade.
Cogitando estar na presença do padrão da figura de Judas que há muito procurava, convidou-o para o seu atelier, prometendo-lhe comer e algumas roupas.
Da Vinci copiou então as linhas da impiedade, do egoísmo, do mau carácter, tão bem expressas na face do repelente miserável.
Quando terminou a obra, o indigente – já um pouco refeito da bebedeira – olhou para a pintura e disse, numa mistura de assombro e mágoa:
- Eu já vi esse quadro antes!
- Quando, se só agora o terminei? Perguntou, surpreso, Da Vinci.
- Foi talvez há uns três anos atrás, antes de eu perder tudo o que possuía, numa época em que tinha uma vida cheia de sonhos. O pintor viu-me num coro e convidou-me para posar como modelo da figura de Jesus. Essa que aí está pintada.

MORAL DA HISTÓRIA
O Bem e o Mal têm a mesma raiz, tudo depende somente da época em que cruzam o caminho de cada ser humano.

Carlos Brandão de Almeida

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