quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ILHA DA MADEIRA - artigo II -


Continuação do artigo Ilha da Madeira, publicado em 10 de Setembro de 2011   

        As igrejas merecem que nos quedemos no seu silêncio religioso, com um olhar atento e longo, para determos a beleza das imagens antigas, dos painéis e azulejos, tanto na Sé, como na Igreja do Convento, na Igreja do Monte e outras.
          O mar obediente a Neptuno, deus dos mares, quer seja observado do Cabo Girão ou de outros lindos miradouros, com a espuma branca a rolar ao sabor dos ventos e das marés, quais rendilhados que se repetem nos bordados regionais que mãos talentosas das mulheres da Ilha tecem. Embevecidos olhando aquele mar azul e verde, das alturas onde nos encontrávamos, ele sussurrava-nos paz e tranquilidade.
          Ao largo do Funchal, alguns navios de cruzeiro, que, no nosso pensamento, nos poderiam levar em viagens de sonho, desejando no fim da viagem desembarcar no mesmo local.
          Da Eira do Serrado, o nosso olhar espreguiça-se a desvendar maravilhas da natureza. Debruçando-nos, não queremos acreditar que estamos a 1053 metros de altitude observando o local de Curral das Freiras, que daquela distância nos parece aglomerados de presépios de uma beleza impar. É um local mágico, que nos transmite muita energia positiva.
          A caminho de Porto Moniz, descemos do autocarro para contemplar mais de perto a famosa cascata Véu de Noiva, não tão sumptuosa como antigamente pelos túneis feitos em prol do progresso, mas depressa a paisagem circundante se nos entranha nos olhos, contemplando fetos rendilhados e branquinhos jarros de noiva, nas encostas viradas para o mar, e, mais uma vez, agapantos brancos ou lilás próximos de nós e na encosta traseira, repetem-se as chagas, numa selva imensa, com a sua flor pequena tipo campaínha, que muitas pessoas desconhecem ser comestível, dizendo-se que as suas folhas verdinhas têm um poder antibiótico.

Capuchinhas ou Chagas(partes comestíveis:
folha e flores)
São de alegre colorido nos mais variegados tons de amarelo, desde o mais desmaiado até acabar nos tons torrados, fortes e vibrantes, lembrando uma fogueira acesa.
Contemplando marcas do passar do tempo, visitámos o local onde se fazem os famosos vimes: mesas, cadeiras, e toda a panóplia que se possa imaginar ser feita da vara flexível do vimeiro, por mãos tão habilidosas como as das pessoas da Camacha.

E,apesar das praias da Ilha da Madeira serem de seixos escuros, estarrecemos ao ver no Machico uma praia de areia doirada, com imensa gente a usufruir dela. Areia importada sim, mas areia que não fica a dever nada a nenhuma outra praia continental. Até onde vai a imaginação do homem, o que faz o dinheiro de todos nós. Não, não nos parece pecado compor a natureza, se assim o podemos dizer, supomos que ela, como os que se deliciam naquela praia, estão numa sintonia de agradecimento.
Muito mais haveria para relatar, não esquecendo a Ponta de S.Lourenço, Ribeira Brava, Ponta do Sol e o mais alto pico da Madeira – O Pico do Areeiro – não deixando por lembrar, o magnifico espectáculo no Casino. Mas... Chegou a hora do regresso. Não nos tínhamos apercebido da passagem dos dias, tais as maravilhas que nos foram facultadas. 

Celeste A. de Campos Cortez Silvestre (4 a 11-4-2011).(nome literário: Celeste Cortez)


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