segunda-feira, 11 de julho de 2011

QUANTOS MENOS PREGOS MELHOR, por Carlos Brandão de Almeida



            Quantas vezes, no decurso do nosso quotidiano, não nos abespinhamos com alguém e, sobre essa pessoa, não derramamos a nossa furibunda ira? Muitas, não são? Talvez vezes demais, direi eu! Mesmo que a razão nos faça companhia, a agressão que infligimos a quem nos desagradou assume, com frequência, contornos excessivos dos quais, mais tarde, nos vimos a arrepender.
            E depois? Depois o agredido fica naturalmente magoado e o agressor contristado com o descontrolo que não soube suster.
            O acto de contrição da pessoa sensata é pedir desculpa ao visado. Resolve alguma coisa? Em parte, sim. Transmite o seu arrependimento, o que já é de averbar.
            As palavras, porém, são como as pedras, depois de arremessadas não têm retorno e podem ferir muito e deixar estigmas.
            O ideal é, sem dúvida, evitar a exasperação descontrolada.
            Há tempos contaram-me uma historieta que retrata exactamente o sentido da mensagem que eu pretendo transmitir. Aqui a deixo à vossa reflexão.
            Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo. Vociferava por tudo e por nada e era muito desagradável para com toda a gente.
Um dia, o pai, depois de mais um ralhete sobre o seu comportamento, deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira. Disse-lhe que, como castigo, martelasse um prego na tábua de cada vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar o mau feitio, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.
Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua…
Finalmente, chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.
Falou com o pai sobre o seu sucesso e como se sentia melhor por não vociferar com os outros.
O pai sugeriu-lhe então que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.
O rapaz trouxe a tábua, já sem pregos, e entregou-a ao pai.
Este disse-lhe:
- Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la, mas não importa quantas vezes peças desculpa, a cicatriz continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física.
Amigos são jóias raras, cada vez mais raras. Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a enfrentar a vida. Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de alegria e têm sempre o coração aberto para ti.


Por: 
                                                                       Carlos Brandão de Almeida

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